Flamengo e Fluminense usaram o clássico deste domingo (11), no Maracanã, para protestar contra a medida provisória do governo federal que restringiu a atuação das casas de apostas no Brasil. Na partida da 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, os dois clubes exibiram nos uniformes a frase 'Proibir não é proteger'.
Até o momento, apenas um veículo cobriu o protesto, e o relato a seguir se baseia nele. Outra cobertura do clássico, restrita ao aspecto esportivo, não tratou do tema.
Segundo esse relato, a ação integra uma campanha promovida pela Associação Nacional de Jogos e Loterias e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável. As entidades afirmam que a restrição às plataformas regulamentadas pode favorecer o crescimento de sites clandestinos, que operam fora das regras de fiscalização e de proteção aos apostadores.
A mobilização chegou também às arquibancadas. Torcedores do Flamengo estenderam três faixas no setor Norte do estádio, formando uma mensagem dirigida ao presidente Lula, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal: 'O futebol brasileiro não pode ser vítima desse gol contra'.
O Flamengo já havia exibido a mesma frase na partida contra o Santos. Naquela ocasião, a mensagem ocupou o espaço central da camisa, normalmente destinado ao patrocinador principal.
O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, afirmou que a iniciativa conjunta partiu das patrocinadoras máster dos dois clubes, Superbet e Betano. Depois do clássico, o time tricolor volta a exibir a marca Superscore, fornecedora independente de estatísticas ligada à Superbet.
Como há cobertura de fonte única, não é possível comparar enquadramentos entre lados do espectro político. O relato disponível apresenta a campanha pela ótica das entidades do setor e dos clubes, que afirmam buscar ampliar a discussão sobre os efeitos das restrições ao mercado de apostas esportivas e os possíveis impactos para o futebol brasileiro. O texto não traz a posição do governo federal nem de quem defende a restrição.
O que ainda não se sabe: o conteúdo detalhado da medida provisória e quais restrições ela impõe, a resposta do governo ao protesto, se o Congresso deve votar ou alterar a medida e se outros clubes vão aderir à campanha.