MP das bets: Flamengo e Fluminense estampam protesto nas camisas do Fla-Flu
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Flamengo e Fluminense, patrocinados por casas de apostas, planejam protestar contra a medida provisória que proibiu as apostas de quota fixa no país. A frase "Proibir não é proteger" aparece nas camisas, com a iniciativa partindo das patrocinadoras. O governo defende a MP como combate ao endividamento das famílias.
A cobertura de esquerda e de centro mostra clubes e empresas de apostas pressionando contra uma medida do governo que busca proteger famílias do superendividamento. O protesto na camisa aparece como ação comercial de quem perde receita, enquanto o dirigente reconhece os danos sociais das bets.
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3 fontes políticas
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Flamengo e Fluminense levam ao clássico do Brasileirão um protesto contra a medida provisória que proíbe as apostas de quota fixa. A frase "Proibir não é proteger" vai nas camisas, enquanto governo e setor disputam o impacto sobre as famílias e os clubes.
Flamengo e Fluminense preparam um protesto conjunto contra a medida provisória que proibiu as apostas esportivas no Brasil. A frase "Proibir não é proteger" deve ser estampada nas camisas dos dois clubes no clássico deste domingo, às 17h30, pelo Campeonato Brasileiro, e já havia sido levada pelo Flamengo ao jogo contra o Santos, na quinta-feira, segundo parte da cobertura.
A Medida Provisória nº 1.394 de 2026 foi editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de setembro. O texto proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no país, incluindo apostas esportivas e jogos on-line. Tem força de lei desde a publicação, mas precisa ser analisada pelo Congresso Nacional. A vigência inicial é de 60 dias, com uma única prorrogação pelo mesmo período se a votação não terminar.
A cobertura de centro relatou que a frase vem de um manifesto da Associação Nacional de Jogos e Loterias e do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável, elaborado com empresas que tinham autorização para operar. Segundo o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, a iniciativa partiu da Superbet e da Betano, patrocinadoras master do Fluminense e do Flamengo. A mensagem já tinha aparecido nas placas de publicidade de outros jogos da Série A. Segundo a cobertura, a campanha é financiada pelo instituto e por clubes ligados a ele.
Os veículos concordam no impacto sobre o futebol. Na data da medida, 14 dos 20 clubes da Série A tinham casa de apostas como patrocinadora master, e os contratos exigem a retirada das marcas das camisas. Um veículo de esquerda citou estimativa de outra fonte de que o prejuízo dos clubes pode superar R$ 1 bilhão. Também relatou que o Flamengo recorreu à Justiça para tentar suspender os efeitos da MP e que alguns clubes aguardam decisões judiciais. Após o clássico, o Fluminense voltará a exibir a marca Superscore, parceira global da Superbet.
Há diferenças de enquadramento. Veículos de esquerda e de centro destacaram o argumento do governo de que a MP integra ações contra o endividamento das famílias e os problemas associados aos jogos de aposta. O presidente do Fluminense disse que todos sabem que as bets prejudicaram famílias, com superendividamento e problemas de saúde e sociais, mas defendeu que a regulamentação permite controlar a atividade e proteger quem sofre de ludopatia. Segundo ele, os sites não regulamentados operam sem pagar outorga, recolher tributos ou se submeter a controle.
Até o momento, nenhum veículo de direita cobriu o episódio no conjunto analisado. Os argumentos que costumam ser associados a esse campo, como a defesa da livre iniciativa e a crítica à proibição, aparecem aqui apenas na voz do setor. O manifesto sustenta que a retirada das plataformas legalizadas não elimina as apostas, mas empurra os apostadores para o mercado clandestino. Aponta como mecanismos do mercado regulado a verificação de idade e de CPF, a autoexclusão e as restrições a beneficiários de programas sociais. O setor propõe fiscalização mais rigorosa, limites de depósito e de tempo de uso e regras mais estritas de publicidade.
O que ainda não se sabe: se o Congresso votará a MP dentro dos 60 dias, qual será a decisão da Justiça sobre o pedido do Flamengo, como os clubes substituirão a receita dos patrocínios e se o governo responderá ao protesto. Também não está claro em que condições as camisas do clássico serão usadas, já que as informações sobre o jogo contra o Santos divergem entre os relatos.
Camisa do clube pode trazer a mensagem "Proibir não é proteger", da ANJL e IBJR, na partida desta 5ª feira contra o Santos. Leia no Poder360.

Flamengo protesta contra a proibição das casas de apostas no Brasil com a frase “Proibir não é proteger” na camisa. Entenda o motivo da manifestação e os impactos para os clubes.

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