Flávio Bolsonaro diz que Lula está 'ficando meio Biden' e promete defender empresas nos EUA
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Resumo da cobertura
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Como decidimos →Na leitura de veículos de direita, Flávio Bolsonaro se posiciona como o candidato disposto a ir aos Estados Unidos defender pessoalmente as empresas brasileiras diante da tarifa de 25%, enquanto cobra do governo Lula a responsabilidade pela maior carga tributária enfrentada pelos produtores. O senador promete um presidente que sentará 'de igual para igual' para defender os interesses do país e aciona a pré-campanha para pedir investigação dos gastos de publicidade do governo. A comparação de Lula com Biden sintetiza a aposta de que o atual governo está desgastado e em fim de ciclo. O ângulo enfatiza livre iniciativa, competitividade da indústria e accountability fiscal do Executivo.
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comparou Lula a Joe Biden, dizendo que o presidente está 'ficando meio Biden', durante a abertura da Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, ao lado do governador Tarcísio de Freitas.
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Todos os lados confirmam que Flávio Bolsonaro comparou Lula a Biden, anunciou viagem aos EUA para falar na audiência do USTR em 6 de julho e que a pesquisa Genial/Quaest registrou 47% associando o senador às tarifas.
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comparou o presidente Lula ao ex-presidente norte-americano Joe Biden, que desistiu de disputar a reeleição em sua campanha. "Suspeito que Lula está ficando meio Biden", disse o senador na terça-feira, 23 de junho, durante a abertura da Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
No mesmo evento, Flávio anunciou que viajará aos Estados Unidos para, segundo ele, "fazer a defesa das empresas brasileiras" diante da tarifa de 25% proposta pelo governo de Donald Trump sobre produtos do Brasil. O senador se inscreveu para falar na audiência pública do USTR, o órgão de defesa comercial norte-americano, marcada para 6 de julho. A cobertura de centro relatou que a sessão é aberta ao público e reúne 85 inscritos, entre pessoas físicas, empresas e entidades, e que o governo brasileiro tenta negociar para evitar que as sobretaxas entrem em vigor em 15 de julho, com pessimismo entre interlocutores do Planalto.
Todos os lados convergem nos fatos centrais: a fala de Flávio, a viagem anunciada, a tarifa em discussão e o peso eleitoral do episódio, a três meses das eleições. Convergem também sobre a pesquisa Genial/Quaest divulgada em 10 de junho, que mostrou 47% dos brasileiros concordando com a acusação de Lula de que Flávio teria atuado junto a Trump em favor de novas tarifas ao Brasil.
É no enquadramento que as coberturas se separam. Veículos de direita destacaram a promessa de Flávio de defender pessoalmente a indústria brasileira e suas críticas à carga tributária sob o governo Lula, que ele classifica como uma das maiores do mundo, além da promessa de um presidente que negociaria "de igual para igual" com o mundo. Já veículos de esquerda, em coluna analítica, enfatizaram a contradição: em 2025, quando os EUA aplicaram um tarifaço de 50% contra o Brasil, Flávio celebrou nas redes sociais com a frase "Obrigado, Trump", numa ofensiva que, segundo essa leitura, tinha objetivo político de pressionar contra o julgamento de Jair Bolsonaro. Agora, a três meses do pleito, o mesmo candidato anuncia que vai a Washington pedir o contrário. Para essa cobertura, a audiência do USTR seria transformada em palanque eleitoral.
O que ainda não se sabe é o resultado concreto das negociações: se as tarifas serão reduzidas, mantidas ou ampliadas, com avaliações de que a taxação poderia chegar a 37%. A decisão final caberá a Trump, e o processo administrativo do USTR está previsto para a segunda quinzena de julho. Tampouco há clareza sobre o efeito eleitoral da estratégia de Flávio nem sobre o desfecho do canal direto que o governo Lula tenta manter com a Casa Branca.
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