Flávio Bolsonaro diz que Michelle entrará em sua campanha no "tempo dela" após atritos
5 veículos de esquerda · 11 veículos de centro · 2 veículos de direita

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A pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) enfrentou duas semanas de turbulência após um racha público com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, agravado por uma decisão do STF e por pesquisas eleitorais que mostram rejeição crescente ao senador.
Veículos de esquerda enquadraram a crise entre Flávio e Michelle como mais um sintoma do desgaste acumulado da pré-candidatura, associando o episódio a escândalos financeiros e a falas consideradas machistas dentro do PL.
Veículos de direita concentraram a cobertura na defesa dos direitos de Flávio Bolsonaro diante da decisão do STF e no esforço de Jair Bolsonaro para unificar a direita em torno da candidatura do filho, tratando o atrito com Michelle como episódio familiar pontual.
18 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés ao centro
Apelo emocional nesta matéria: 5/100.
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
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Esquerda, centro e direita convergem sobre a cronologia dos fatos: os vídeos de Michelle em 24 de junho, a saída dela do PL Mulher, a carta de Jair Bolsonaro nomeando Flávio porta-voz e a decisão do STF que suspendeu as visitas do senador ao pai por 90 dias.
A pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atravessou duas semanas de turbulência depois que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou, em 24 de junho, vídeos nas redes sociais relatando ter sido maltratada e desrespeitada pelo enteado durante uma ligação telefônica. O atrito nasceu de divergências sobre a aliança do PL com o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo do Ceará, apoio que Michelle rejeitava. Dias depois, ela deixou a presidência do PL Mulher e colocou em dúvida sua pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal.
A cobertura de centro relatou que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, tentou mediar o racha e deu um prazo de cerca de 20 dias, até a convenção partidária de 25 de julho, para reaproximar Flávio e Michelle. Ao desembarcar no Brasil após viagem aos Estados Unidos, onde discursou sobre o tarifaço americano contra produtos brasileiros, Flávio afirmou publicamente que aguardaria "o tempo" que Michelle considerasse suficiente para se juntar à campanha, dizendo ter certeza de que ela pensa como ele. Em 11 de julho, o senador leu, em transmissão ao vivo, uma carta escrita pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que o designou formalmente como pré-candidato e "porta-voz" da direita, pedindo união entre os apoiadores.
O quadro se agravou dois dias depois, quando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio ao pai, ao entender que o senador usou o direito de visita para obter um documento com fins exclusivamente eleitorais, e encaminhou o caso à Justiça Eleitoral para apurar propaganda antecipada. Veículos de direita classificaram a decisão como "ilegal e inconstitucional", argumentando que ela viola a Lei de Execução Penal e o Estatuto da Advocacia, já que Flávio também é advogado constituído do pai; a defesa da campanha anunciou que buscará reverter a medida judicialmente.
Já veículos de esquerda associaram a crise familiar a um momento mais amplo de desgaste da pré-candidatura, citando o bloqueio de R$ 119,2 milhões em bens de Valdemar Costa Neto por suspeita de desvio de emendas parlamentares, investigação que também envolve um áudio vazado em que Flávio teria pedido R$ 134 milhões ao banqueiro Vittorio Vorcaro. Essa cobertura também destacou uma fala considerada machista de Valdemar sobre a saída de Michelle do PL Mulher, e leu a sequência de escândalos como fator que amplia a rejeição do senador nas pesquisas.
Pesquisa Genial/Quaest divulgada em 15 de julho, com 2.004 entrevistados ouvidos entre os dias 10 e 13, mostrou que 42% dos brasileiros concordam mais com Michelle no desentendimento, contra 18% que ficam do lado de Flávio; 22% não concordam com nenhum dos dois. O mesmo levantamento apontou que a rejeição a Flávio subiu para 57%, ultrapassando a rejeição a Lula, então em 50%, tornando o senador o pré-candidato mais rejeitado entre os principais nomes ao Planalto.
Ainda não está claro se Michelle voltará a integrar publicamente a campanha antes da convenção do PL, marcada para 25 de julho, nem qual será o desfecho da disputa judicial sobre a proibição de visitas imposta pelo STF a Flávio.
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