Flávio Bolsonaro propõe jornada de trabalho negociada no lugar do fim da escala 6x1
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Como decidimos →O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, não disse como votará no Senado a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1 e afirmou que defenderá um desenho alternativo, no qual o trabalhador negocia a própria jornada com o empregador. A PEC aprovada na Câmara dos Deputados prevê redução progressiva da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e dois dias de repouso remunerado, e destravou no Senado após reunião de 26 de agosto entre o presidente Lula e os presidentes das duas Casas. Na mesma entrevista, o candidato falou sobre indicações ao Supremo Tribunal Federal, anistia aos condenados pelo 8 de janeiro e o financiamento privado do filme sobre o pai.
A recusa em dizer como votará é lida como cálculo eleitoral diante de uma pauta popular: a proposta de acabar com a escala 6x1 sem reduzir salário atinge diretamente quem trabalha no comércio, em serviços e na alimentação, e o desenho alternativo defendido pelo candidato transfere para o contrato individual um limite que hoje é garantia constitucional.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Todas as coberturas registram os mesmos fatos: o senador não disse como votará, defende uma alternativa em que o trabalhador escolhe a própria jornada, e a PEC destravou no Senado após a reunião de 26 de agosto entre o presidente Lula e os presidentes da Câmara e do Senado, com parecer do relator mantendo o texto da Câmara.
Em entrevista exibida em 30 de agosto de 2026, o senador Flávio Bolsonaro não cravou como votará a PEC que acaba com a escala 6x1 e disse que apresentará uma proposta alternativa, na qual cada trabalhador define a própria jornada em acordo com o empregador. A matéria destravou no Senado e pode ir a plenário nos próximos dias.
O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, evitou dizer como votará no Senado a proposta que põe fim à escala de trabalho 6x1 e afirmou que apresentará um desenho alternativo, centrado na liberdade de cada trabalhador negociar a própria jornada. A declaração foi dada em entrevista a um programa dominical de televisão exibida em 30 de agosto de 2026. Segundo o senador, os direitos trabalhistas previstos na Constituição seriam mantidos, mas cada pessoa montaria a própria escala em acordo com o empregador.
A proposta de emenda à Constituição em discussão prevê redução progressiva da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e dois dias de repouso remunerado, e é uma das principais bandeiras da campanha à reeleição do presidente Lula. Aprovada na Câmara dos Deputados no primeiro semestre, ficou travada no Senado até a reunião de 26 de agosto entre o presidente da República e os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. No dia seguinte, o relator Omar Aziz divulgou parecer que mantém o texto vindo da Câmara, cálculo que evita o retorno da matéria àquela Casa e preserva a chance de promulgação antes da eleição. A oposição protocolou 14 emendas: uma delas mantém as 44 horas semanais na Constituição e transfere eventual redução para negociação coletiva ou contrato por hora, modelo próximo ao defendido pelo senador. A bancada bolsonarista também apresentou proposta de um regime de pagamento por hora trabalhada.
Toda a cobertura converge em três pontos. O candidato não cravou o voto, defende uma alternativa de jornada negociada e sustenta que pedidos recentes de recuperação judicial no varejo e na alimentação indicam um ambiente hostil à criação de empregos. Há convergência também sobre o calendário: a matéria pode ir a plenário nos próximos dias.
As ênfases mudam conforme o campo editorial. Veículos de esquerda destacaram a esquiva sobre o voto e o contraste entre o discurso de liberdade e uma pauta que reduz jornada sem cortar salário, tratando a proposta alternativa como flexibilização de um limite hoje protegido pela Constituição. A cobertura de centro seguiu por duas trilhas: uma detalhou a tramitação e cobrou a prestação de contas prometida sobre o financiamento privado do filme a respeito do ex-presidente Jair Bolsonaro, registrando que o senador repetiu respostas já dadas em outras entrevistas; outra abriu espaço maior ao programa econômico e de segurança, com ajuste fiscal, uso de inteligência artificial no controle de gastos públicos, mais de mil atos normativos no primeiro dia de governo e a promessa de classificar o Primeiro Comando da Capital, o Comando Vermelho e as milícias como organizações terroristas. Veículos de direita não cobriram o episódio no conjunto analisado, e o argumento que costuma organizar esse campo aparece na própria fala do entrevistado: contrato livre entre as partes e crítica ao custo regulatório do emprego.
O senador tratou ainda do Supremo Tribunal Federal. Disse que o próximo presidente poderá indicar ao menos quatro ministros, contando a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, ainda não preenchida depois de o Senado rejeitar o nome de Jorge Messias, e afirmou que escolheria homens e mulheres contrários ao aborto e às drogas. Sobre o pai, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e hoje em prisão domiciliar, afirmou que trabalhará pela anistia dos envolvidos no 8 de janeiro e, se não houver tempo, concederá indulto aos condenados.
O que ainda não se sabe é como o senador votará caso a proposta vá a plenário, qual é o texto exato da alternativa que promete apresentar, se a votação ocorre de fato nesta semana e se alguma das emendas da oposição será acolhida. Segue em aberto também o detalhamento dos repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro à produção do filme e os nomes que o candidato levaria ao Supremo Tribunal Federal.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), que é candidato à Presidência, evitou dizer como deve votar em relação ao fim da escala 6x1 no Senado

Senador deu entrevista exibida neste domingo (30) em programa da Record

Como alternativa ao fim da escala 6x1, Flávio defende 'liberdade do trabalhador escolher a escala de trabalho' Valor Econômico
