Flávio Bolsonaro recorre ao TSE e ao STF contra boato sobre Nossa Senhora Aparecida
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Uma informação falsa de que o senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência, retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil viralizou a partir de 24 de setembro. O texto que originou a discussão é o Projeto de Lei 2.623/2007, de Victório Galli, arquivado em 2008. O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, mandou remover publicações; o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, derrubou a ordem, e o caso deve ir ao plenário.
Pela leitura da esquerda, o boato não surgiu do nada: o autor do projeto de 2007, Victório Galli, foi assessor do governo Jair Bolsonaro e apoia Flávio, e o pastor J. B. Carvalho, da igreja frequentada pelo candidato, defendeu em livro destronar a padroeira.
Pela leitura da direita, Flávio Bolsonaro foi alvo de uma notícia falsa que o Tribunal Superior Eleitoral classificou como notoriamente inverídica, impulsionada por um comentário televisivo depois corrigido e por perfis alinhados à esquerda. A campanha recorreu à Justiça para conter a replicação em massa e, após a nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tratou o caso como a maior fake news da eleição.
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A informação falsa de que Flávio Bolsonaro retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil nasceu de um projeto de lei de 2007, arquivado em 2008, e virou disputa judicial: André Mendonça mandou remover posts no TSE, Flávio Dino derrubou a ordem no STF e o caso deve ir ao plenário.
Uma informação falsa segundo a qual o senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência, pretenderia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil tomou as redes sociais na reta final da campanha e foi parar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF). O boato ganhou tração na quinta-feira, 24 de setembro, depois de um comentário televisivo sobre uma suposta reação de setores católicos a evangélicos que estariam mobilizando o tema. A emissora corrigiu a informação horas depois.
Não existe projeto em tramitação com esse objetivo. O texto que originou a discussão é o Projeto de Lei 2.623/2007, apresentado pelo então deputado Victório Galli, de Mato Grosso, que trocava a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. A proposta foi rejeitada na Comissão de Educação e Cultura da Câmara e arquivada em 22 de agosto de 2008. Galli foi assessor especial da Presidência no governo de Jair Bolsonaro, em 2019, e hoje apoia a candidatura de Flávio. O senador negou em vídeo qualquer intenção de mexer no título e atribuiu o boato ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Na sexta-feira, 25, o ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, atendeu a um pedido da campanha e mandou remover uma publicação do humorista Antonio Tabet, sob multa de R$ 30 mil. No mesmo dia, ampliou a ordem: X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube deveriam agir preventivamente contra publicações que tratassem como fato a informação, classificada por ele como notoriamente inverídica, com multa de R$ 50 mil por dia para cada plataforma. A defesa de Flávio apresentou um levantamento com 2.086 publicações de 1.674 contas e mais de 21 milhões de visualizações. No domingo, 27, o ministro Flávio Dino, do STF, derrubou a decisão ao atender Tabet, por entender que ela feria a liberdade de expressão e a liberdade religiosa. Na segunda, 28, Dino pediu que o plenário analise o caso, e a defesa de Flávio pediu ao ministro Luiz Fux que suspenda a liberação.
O episódio também abriu atrito com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Flávio afirmou, sem provas, que “gente de dentro” da entidade ajudou o PT a espalhar o boato. A CNBB negou e respondeu que “a mentira não se combate com outra mentira”. No dia seguinte, o senador agradeceu a nota e ergueu uma imagem da santa ao lado do governador Tarcísio de Freitas, em São Paulo.
A cobertura de centro concentrou-se na cronologia judicial, na origem do projeto arquivado e no impacto nas redes: segundo a empresa Palver, cerca de 37% das mensagens trataram o boato como verdadeiro. Essa cobertura também registrou a crítica do candidato Ronaldo Caiado ao que chamou de enfrentamento político-religioso. Veículos de esquerda destacaram os vínculos de Galli com o bolsonarismo e as posições do pastor J. B. Carvalho, fundador da igreja frequentada por Flávio, que em livro de 2001 defendeu destronar a padroeira. Parte desses veículos também questionou a amplitude da ordem de Mendonça, que alcançou publicações satíricas e condicionais. Veículos de direita enfatizaram o caráter falso da informação, a correção feita pela emissora, a origem do boato atribuída pela campanha a um perfil ligado à esquerda e a iniciativa do PL de homenagear a santa na Câmara em 2022.
Ainda não se sabe quando o plenário do STF vai julgar o choque entre as decisões de Mendonça e Dino, nem como vai decidir. Também não há medição consolidada do efeito do episódio sobre o voto católico a poucos dias do primeiro turno.
Imagem achada por pescadores da Vila de Guaratinguetá em 1717 motivou devoção e foi consagrada pelo Papa no século XX; Getúlio Vargas pegou

A Associação Protetora dos Desvalidos entrou com medida cautelar contra o e-book 'Bomba – A Verdade Pode Ser Explosiva', de J. B. Carvalho, alegando incitação à discriminação religiosa e pedindo a interrupção imediata de sua divulgação.

Candidato participou de podcast católico para tentar desmentir informação sobre título de Padroeira do Brasil

Autor do livro A Bomba – A verdade pode ser explosiva, em que chama Maria de "Deusa da Promiscuidade" e convoca para "destronarmos a Rainha em nossa nação", JB Carvalho se declarou em sermão em meio à polêmica sobre Nossa Senhora.

Chegou em chegança, como a Folia de Reis e as Festas do Divino, as mais generosas e utópicas. Confunde-se com a própria identidade nacional. Articula fé e colaboração comunitária, aproxima matrizes católicas, afro-brasileiras e profanas. Tornou-se negra. Por isso a odeiam tanto

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) agradeceu nesta segunda-feira (28) à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

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A fake news que envolveu Flávio e a padroeira do Brasil reavivou desconfianças

O jurídico da campanha à Presidência de Flávio Bolsonaro, do PL, ingressou, nesta segunda-feira (28), com pedido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux para que seja suspensa a decisão do ministro Flávio Dino que garantiu a manutenção das publicações sobre Nossa Senhora Aparecida nas redes sociais. A solicitação foi feita ao ministro Fux por ele ser relator de uma ação sobre o Marco Civil da Internet. O pedido também requisita que o tema seja tratado no plenário da corte suprema.
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No sábado, o candidato do PSD havia afirmado que ‘ninguém vai arrancar Nossa Senhora do coração do povo’; neste domingo ele visitou paróquia em homenagem à padroeira do Brasil
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A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) afirma que o influenciador Jeferson Monteiro, criador do perfil “Dilma Bolada”, foi o primeiro

A corrida presidencial de 2026 ganhou contornos de uma inédita disputa pela identidade religiosa da República. No centro do debate, a promessa do senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) de emitir um decreto presidencial afirmando que o “Brasil pertence ao Senhor Jesus Cristo” acendeu o sinal de alerta máximo na liderança católica. Para além do […]

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Flávio Bolsonaro desmentiu informação que circulava nas redes sociais de que pretenda retirar de Nossa Senhora o título de padroeira do Brasil; TSE pediu a derrubada de publicações que tratem a informação como verídica

Em caso de descumprimento, foi fixada multa de 50 mil reais por dia para cada plataforma

Ministro considerou falsa a narrativa e determinou atuação preventiva de cinco plataformas.

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Projeto pertence a assessor especial da presidência de Bolsonaro; presidenciável afirma que notícia é "grande mentira".

Decisão de Mendonça também atinge sátira; Ministro manda redes removerem posts sobre Flávio e Nossa Senhora Aparecida

Projeto para tirar o título da padroeira foi apresentado em 2007 e arquivado em 2008, e autor integrou o governo de Jair Bolsonaro; declaração de Flávio Bolsonaro sobre “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo” voltou a alimentar a discussão
Flávio Bolsonaro desmentiu informação que circulava nas redes sociais de que pretenda retirar de Nossa Senhora o título de padroeira do Brasil; TSE pediu a derrubada de publicações que tratem a informação como verídica

Boato virou munição de rivais e abriu disputa religiosa explorada inclusive por Alckmin e Janja

Segundo Palver, 37% das mensagens consideraram boato como verdadeiro e foram acompanhadas da indignação de católicos

Entenda a polêmica envolvendo Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida UOL Notícias
Projeto de 2007 foi apresentado pelo ex-deputado Victório Galli, aliado e ex-assessor de Jair Bolsonaro; proposta foi arquivada, mas voltou a circular nas redes e foi associada ao candidato do PL

Flávio Bolsonaro (PL) negou relação com proposta. Texto citado nas redes é de 2007, foi rejeitado pela Câmara e está arquivado desde 2008

Ex-deputado Victório Galli, que propôs em 2007 tornar a santa padroeira apenas dos católicos, foi nomeado assessor especial da Presidência em fevereiro de 2019 e deixou o cargo quatro meses depois

Postagens nas redes sociais falam ser um “ataque” aos católicos; não houve comentário do candidato neste sentido

O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) foi às redes sociais nesta quinta-feira (24) para negar que tenha qualquer intenção de retirar Nossa Senhora

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Ainda não há outra notícia sobre Victório Galli.