Flávio Bolsonaro volta a visitar Jair Bolsonaro após liberação de Moraes
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro
A cobertura de esquerda e de centro mostra que a Justiça precisou impor limites para que o contato entre um condenado por tentativa de golpe de Estado e seu filho candidato não virasse instrumento de campanha. Ao mesmo tempo, o candidato do PL amplia alianças com partidos tradicionais e o setor empresarial paulista.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou em 12 de outubro que Flávio Bolsonaro volte a visitar o pai, Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar. Em 13 de outubro, Flávio fez a visita em Brasília e, à tarde, participou em São Paulo de eventos com o MDB, entidades comerciais e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou Flávio Bolsonaro a voltar a visitar o pai, Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar. A visita ocorreu em 13 de outubro, e no mesmo dia o candidato do PL no segundo turno recebeu apoio majoritário do MDB em São Paulo.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou em 12 de outubro que o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, volte a visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Na terça-feira, 13 de outubro, Flávio fez a primeira visita desde o fim das restrições. Chegou por volta das 9h30 à casa do pai, em Brasília, e saiu cerca de uma hora depois.
A cobertura de centro relatou que a proibição de visitas vigorava desde 13 de julho e durou 90 dias. Moraes a havia imposto depois que Flávio leu, em transmissão nas redes sociais, uma carta escrita pelo pai, na qual Jair Bolsonaro o apontava como escolhido para a disputa presidencial. Na época, o ministro entendeu que houve desvio de finalidade no direito de visita e descumprimento da vedação ao uso de redes sociais, direta ou por terceiros, que acompanha a prisão domiciliar. Na nova decisão, ele registrou que não houve fato superveniente que indicasse a necessidade de prorrogar a medida, como ressaltou parecer da Procuradoria-Geral da República. As visitas voltam nos mesmos horários, condições e medidas de segurança, mas ficam vedadas a finalidade político-eleitoral e a divulgação de manifestos ou declarações, inclusive por terceiros.
Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes. Cumpre pena em regime domiciliar desde que passou por uma cirurgia, em março, para se recuperar de uma pneumonia bacteriana.
Veículos de esquerda destacaram a agenda do candidato depois da visita. Em São Paulo, Flávio participou de um evento do Movimento Democrático Brasileiro, o MDB, que oficializou apoio majoritário à sua candidatura no segundo turno: 17 dos 27 diretórios estaduais se mostraram favoráveis. Estiveram presentes o presidente do partido, deputado Baleia Rossi, o prefeito Ricardo Nunes e o governador Tarcísio de Freitas. Depois, o candidato foi a um encontro de entidades comerciais, onde apresentou propostas de governo, e jantou na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Esse enquadramento coloca o foco na ampliação de alianças com elites políticas e econômicas paulistas e no contexto penal do pai, lembrado de forma explícita.
A cobertura de centro deu mais peso à dimensão judicial, reproduzindo trechos da decisão e a crise de pré-campanha que cercou a carta, provocada por desentendimento com a senadora eleita Michelle Bolsonaro.
Nenhum veículo de direita aparece entre as fontes reunidas. A leitura esperada desse campo, com base apenas nos fatos descritos, seria enfatizar que o direito de visita foi restabelecido, destacar a declaração de Flávio sobre energia renovada e valorizar o apoio partidário e empresarial recebido, sem atribuir a esses veículos uma posição que eles não publicaram.
Ainda não se sabe como será fiscalizado o cumprimento da vedação ao uso eleitoral das visitas, nem se a defesa de Flávio Bolsonaro contestará a caracterização de desvio de finalidade feita por Moraes. Também não está claro o peso prático do apoio do MDB, já que 10 dos 27 diretórios estaduais não se manifestaram favoravelmente. O segundo turno ocorre 13 dias depois da decisão.
Candidato também esteve com representantes do comércio e indústria
Leia mais sobre a decisão do STF que permite visitas de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. Saiba mais detalhes.
