Moraes libera Flávio Bolsonaro a visitar Jair Bolsonaro após 90 dias de veto
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o senador Flávio Bolsonaro a retomar as visitas ao pai, Jair Bolsonaro, após 90 dias de proibição. Foram mantidas as restrições de horário e o veto a finalidade político-eleitoral e à divulgação de declarações do ex-presidente.
A cobertura de direita registrou a autorização de Moraes como notícia de última hora. Sob a ótica da liberdade individual e dos laços familiares, a decisão restabelece o contato de um filho com o pai preso, ainda com limites que a defesa considera excessivos.
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Os veículos de centro e de direita convergem no fato central: Moraes autorizou Flávio Bolsonaro a retomar as visitas ao pai, Jair Bolsonaro, em decisão assinada na segunda-feira, 12.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou o senador Flávio Bolsonaro a retomar as visitas ao pai, Jair Bolsonaro, a menos de duas semanas do segundo turno. A decisão mantém as restrições de horário e o veto a finalidade político-eleitoral e a declarações do ex-presidente.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, o senador Flávio Bolsonaro, do PL, a retomar as visitas ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A proibição, imposta em julho por 90 dias, terminou no domingo, 11, e vinha sendo mantida durante a campanha presidencial. Flávio é candidato à Presidência e disputa o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
A cobertura de centro relatou que Moraes manteve as condições anteriores. As visitas não podem ter finalidade político-eleitoral, e segue vetada a divulgação de manifestos ou declarações de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar depois de condenado a 27 anos por tentativa de golpe de Estado. Os encontros ficam restritos aos mesmos dias e horários aplicados a detentos em unidades prisionais, às quartas-feiras e aos sábados, em três horários diferentes. O ministro escreveu que não houve fato superveniente que indicasse a necessidade de prorrogar a proibição e citou parecer da Procuradoria-Geral da República, que não se opôs à volta do contato.
A restrição nasceu em julho porque, segundo Moraes, Flávio usou uma visita para obter uma carta do pai e divulgá-la nas redes sociais. Na carta, Jair Bolsonaro chamava o filho de porta-voz e o apontava como a melhor opção para o país. O ministro viu desvio de finalidade e descumprimento da proibição de que o ex-presidente use redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros. Desta vez, o pedido partiu da defesa de Jair Bolsonaro, apresentado na segunda-feira, 5, um dia após o primeiro turno. Nele, Flávio teve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Os advogados falaram em uma única visita, de natureza exclusivamente familiar.
A mesma cobertura registrou o efeito eleitoral. A decisão devolve a Flávio a chance de explorar a relação com o pai junto ao eleitor bolsonarista. O senador diz querer subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado do ex-presidente, caso vença, enquanto a campanha de Lula destaca a proximidade entre os dois e pontos negativos do governo de Jair Bolsonaro para aumentar a rejeição do adversário. Tramita ainda no Supremo uma revisão criminal da condenação, relatada por Kassio Nunes Marques, que pretende julgá-la logo após o segundo turno e avalia decidir sobre a liberdade de Bolsonaro por liminar, embora o caminho mais provável seja o plenário.
Na comparação entre os campos, a cobertura de direita limitou-se, até aqui, a uma nota curta e em atualização, que informa a autorização sem detalhar as condições nem o histórico da proibição, e não trouxe enquadramento próprio. No conjunto analisado, nenhum veículo de esquerda tratou do caso, de modo que não é possível descrever como esse campo enquadra a decisão.
O que ainda não se sabe: se Flávio fará visita já nos próximos dias, como será fiscalizado o cumprimento da vedação a finalidade político-eleitoral e se a revisão criminal será de fato julgada logo após o segundo turno.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (12) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ),
