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Uma série de pesquisas eleitorais divulgadas em junho de 2026 mostra o presidente Lula (PT) liderando a disputa presidencial nacional contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) em cenários de 1º e 2º turno, embora a vantagem varie por instituto e por estado. Em paralelo, o TSE julga a censura de uma pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg que apontou queda de Flávio.
Uma enxurrada de pesquisas de intenção de voto divulgadas na segunda metade de junho de 2026 desenhou o quadro da corrida presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), principal nome da direita após a inelegibilidade de Jair Bolsonaro. No agregado nacional, os levantamentos apontam vantagem de Lula, mas o cenário ganhou camadas de disputa política e jurídica que dividiram a cobertura.
O Datafolha, realizado em 17 e 18 de junho, mostrou Lula com 41% no primeiro turno contra 31% de Flávio, e 47% a 43% num eventual segundo turno. A pesquisa Indexa, feita de 18 a 20 de junho e divulgada pelo Broadcast, apontou Lula com 47% contra 40% no segundo turno, vantagem fora da margem de erro. A quarta rodada da pesquisa BTG Pactual/Nexus foi na mesma linha: Lula 49% a 43%, a primeira vez em quatro levantamentos que o presidente abre vantagem fora da margem de erro. Pesquisas estaduais reforçaram contrastes regionais: no Piauí, a AtlasIntel deu a Lula 67,3% contra 20,6% de Flávio no segundo turno, enquanto no Rio Grande do Sul a Real Time Big Data mostrou o quadro invertido, com Flávio em 51% contra 42% de Lula. Todos os levantamentos estão registrados no TSE, com margens de erro entre 2 e 3 pontos e nível de confiança de 95%.
Na cobertura de centro, predominante neste cluster, veículos como CNN Brasil, Poder360, Money Times e Folha relataram os números com metodologia detalhada e paridade entre os candidatos, registrando também a alta rejeição de ambos, na casa dos 46% a 49%. A cobertura de centro tratou a vantagem nacional de Lula como tendência consolidada, sem deixar de notar o desempenho regional favorável a Flávio no Sul.
Veículos de esquerda enfatizaram a curva ascendente de Lula desde maio e a força do petista no Nordeste, lendo a tentativa da campanha do PL de barrar uma pesquisa desfavorável como sinal de fragilidade da direita diante de números que não controla. Já veículos de direita, como a Revista Oeste, destacaram o resultado do Rio Grande do Sul como prova de que a disputa segue aberta e ampliaram as críticas de Flávio ao governo e ao Judiciário: em evento da Confederação Nacional da Indústria, o senador afirmou que o governo Lula faz mais mal ao país do que uma guerra, denunciou insegurança jurídica e acusou o STF de interferir no processo eleitoral.
No centro da disputa jurídica está a pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada em maio, que apontou queda de Flávio após o caso 'Dark Horse', em que vieram a público áudios atribuídos ao senador pedindo recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, concedeu liminar suspendendo a divulgação a pedido da campanha do PL, sob o argumento de que a estrutura do questionário poderia induzir respostas. A Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestou contra a suspensão, defendendo que a intervenção judicial deve ser minimalista e que cabe ao eleitor o acesso à informação. O julgamento foi interrompido por pedido de vista da ministra Estela Aranha e segue sem data para conclusão. Veículos de direita enquadraram o episódio como perseguição à direita, enquanto a cobertura de centro e de esquerda destacou a defesa da liberdade dos institutos feita pela PGE.
O que ainda não se sabe é como o TSE concluirá o julgamento sobre a censura à pesquisa da AtlasIntel, nem se a recuperação de Lula nas pesquisas nacionais se sustentará até outubro. Também permanece em aberto o efeito eleitoral de fatores recentes citados nas reportagens, como o caso do Banco Master, a operação da Polícia Federal contra o líder do governo no Senado e as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Todos os lados reconhecem que existe um bloco amplo de pesquisas nacionais (Datafolha, Indexa, BTG/Nexus) mostrando Lula à frente no 2º turno, e que Lula e Flávio têm os maiores índices de rejeição do pleito, ambos próximos de 48-49%.
10 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Reportagem do Poder360 sobre pesquisa Real Time Big Data no RS. Linguagem factual, cita registro no TSE, amostra, margem de erro e custo. Sem vocabulário valorativo; apresenta rejeição e aprovação de forma neutra.
Perspectivas omitidas
CNN Brasil sobre cenários de 2º turno do Datafolha (Lula x Flávio, x Caiado, x Zema). Apresenta os três cenários com paridade, metodologia e registro TSE. Linguagem neutra de agência.
Perspectivas omitidas
Matéria da CNN Brasil sobre índice de rejeição. Apresenta dados de todos os pré-candidatos com paridade e contextualiza o efeito da operação contra Jaques Wagner. Tom factual, sem juízo de valor.
Perspectivas omitidas
Matéria da CNN Brasil sobre intenções de voto no 1º turno. Lista todos os pré-candidatos, compara com maio e cita registro TSE. Linguagem neutra de agência.
Perspectivas omitidas
Metrópoles cobre a mesma pesquisa do Piauí, contextualizando com o desempenho de Lula em 2022 no estado. Tom factual, sem framing ideológico, ainda que menos completo na metodologia.
Perspectivas omitidas
Folha cobre o parecer da PGE com citações extensas ao documento e ao voto de Kassio, além da nota da AtlasIntel. Usa 'censura' no título, termo carregado, mas equilibra os dois lados no corpo. Predominantemente factual.
Perspectivas omitidas
Poder360 cobre pesquisa regional no Piauí mostrando ampla vantagem de Lula. Tom factual com metodologia, registro TSE e custo. Sem framing ideológico.
Perspectivas omitidas
Versão AMP do mesmo conteúdo da Folha (artigo 30441), com box adicional explicando o TSE. Cobertura factual com citações ao parecer e ao voto de Kassio, equilibrando os lados.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Revista Oeste cobre o parecer da PGE contra a liminar de Kassio. O corpo é razoavelmente factual sobre o parecer, mas o enquadramento e o título sugerem perseguição à direita, reforçado por um destaque crítico ao STF. Inclina-se à direita pelo framing de vitimização.
Perspectivas omitidas

Levantamento Real Time Big Data feito no Estado mostra petista com o maior índice de rejeição. Leia no Poder360.

Pesquisa ouviu 2.004 pessoas e margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos

O levantamento ouviu 2.004 entrevistados em 139 cidades e registrada no TSE com o número BR-09956/2026

Pesquisa ouviu 2.004 pessoas e está registrada no TSE com o número BR-09956/2026; margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos

Presidente Lula tem larga vantagem contra o candidato do PL na pesquisa de intenção de voto no estado piauiense

Órgão diz não caber à Justiça Eleitoral

Estudo da AtlasIntel/MeioNorte entrevistou 1.197 pessoas no Estado, de 16 a 21 de junho; margem de erro é de 3 pontos

Parecer contesta liminar de Kassio Nunes Marques e rejeita ação apresentada pelo PL

Senador critica política econômica do governo, acusa o STF de interferir em decisões do Congresso
Procuradoria se manifesta contra censura de Kassio a pesquisa que apontou queda de Flávio Folha de S.Paulo
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.
Revista Oeste reproduz, sem contraponto, as críticas de Flávio ao governo Lula e ao STF, com vocabulário típico de direita: 'carga tributária', 'segurança jurídica', 'livre iniciativa', 'responsabilidade fiscal'. Enquadramento claramente alinhado ao pré-candidato do PL.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas


