Flávio tem 51% contra 42% de Lula no RS no 2º turno, diz pesquisa
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Uma série de pesquisas eleitorais divulgadas em junho de 2026 mostra o presidente Lula (PT) liderando a disputa presidencial nacional contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) em cenários de 1º e 2º turno, embora a vantagem varie por instituto e por estado. Em paralelo, o TSE julga a censura de uma pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg que apontou queda de Flávio.
Veículos deste lado: Poder360, CNN Brasil, Metrópoles e UOL
Apesar de pesquisas nacionais favoráveis a Lula, levantamentos regionais como o do Rio Grande do Sul mostram Flávio Bolsonaro à frente (51% x 42%), evidenciando que a disputa está aberta. A direita denuncia o que considera perseguição: a censura de uma pesquisa desfavorável a Lula seria a regra, enquanto institutos que prejudicam Flávio circulam livremente, com o STF e o TSE acusados de interferir no processo eleitoral.
Veículos deste lado: Revista Oeste
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
Todos os lados reconhecem que existe um bloco amplo de pesquisas nacionais (Datafolha, Indexa, BTG/Nexus) mostrando Lula à frente no 2º turno, e que Lula e Flávio têm os maiores índices de rejeição do pleito, ambos próximos de 48-49%.
Uma enxurrada de pesquisas de intenção de voto divulgadas na segunda metade de junho de 2026 desenhou o quadro da corrida presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), principal nome da direita após a inelegibilidade de Jair Bolsonaro. No agregado nacional, os levantamentos apontam vantagem de Lula, mas o cenário ganhou camadas de disputa política e jurídica que dividiram a cobertura.
O Datafolha, realizado em 17 e 18 de junho, mostrou Lula com 41% no primeiro turno contra 31% de Flávio, e 47% a 43% num eventual segundo turno. A pesquisa Indexa, feita de 18 a 20 de junho e divulgada pelo Broadcast, apontou Lula com 47% contra 40% no segundo turno, vantagem fora da margem de erro. A quarta rodada da pesquisa BTG Pactual/Nexus foi na mesma linha: Lula 49% a 43%, a primeira vez em quatro levantamentos que o presidente abre vantagem fora da margem de erro. Pesquisas estaduais reforçaram contrastes regionais: no Piauí, a AtlasIntel deu a Lula 67,3% contra 20,6% de Flávio no segundo turno, enquanto no Rio Grande do Sul a Real Time Big Data mostrou o quadro invertido, com Flávio em 51% contra 42% de Lula. Todos os levantamentos estão registrados no TSE, com margens de erro entre 2 e 3 pontos e nível de confiança de 95%.
Na cobertura de centro, predominante neste cluster, veículos como CNN Brasil, Poder360, Money Times e Folha relataram os números com metodologia detalhada e paridade entre os candidatos, registrando também a alta rejeição de ambos, na casa dos 46% a 49%. A cobertura de centro tratou a vantagem nacional de Lula como tendência consolidada, sem deixar de notar o desempenho regional favorável a Flávio no Sul.
Veículos de esquerda enfatizaram a curva ascendente de Lula desde maio e a força do petista no Nordeste, lendo a tentativa da campanha do PL de barrar uma pesquisa desfavorável como sinal de fragilidade da direita diante de números que não controla. Já veículos de direita, como a Revista Oeste, destacaram o resultado do Rio Grande do Sul como prova de que a disputa segue aberta e ampliaram as críticas de Flávio ao governo e ao Judiciário: em evento da Confederação Nacional da Indústria, o senador afirmou que o governo Lula faz mais mal ao país do que uma guerra, denunciou insegurança jurídica e acusou o STF de interferir no processo eleitoral.
No centro da disputa jurídica está a pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada em maio, que apontou queda de Flávio após o caso 'Dark Horse', em que vieram a público áudios atribuídos ao senador pedindo recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, concedeu liminar suspendendo a divulgação a pedido da campanha do PL, sob o argumento de que a estrutura do questionário poderia induzir respostas. A Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestou contra a suspensão, defendendo que a intervenção judicial deve ser minimalista e que cabe ao eleitor o acesso à informação. O julgamento foi interrompido por pedido de vista da ministra Estela Aranha e segue sem data para conclusão. Veículos de direita enquadraram o episódio como perseguição à direita, enquanto a cobertura de centro e de esquerda destacou a defesa da liberdade dos institutos feita pela PGE.
O que ainda não se sabe é como o TSE concluirá o julgamento sobre a censura à pesquisa da AtlasIntel, nem se a recuperação de Lula nas pesquisas nacionais se sustentará até outubro. Também permanece em aberto o efeito eleitoral de fatores recentes citados nas reportagens, como o caso do Banco Master, a operação da Polícia Federal contra o líder do governo no Senado e as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Levantamento Real Time Big Data feito no Estado mostra petista com o maior índice de rejeição. Leia no Poder360.

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