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Uma rodada de pesquisas presidenciais divulgada entre 15 e 23 de junho de 2026 mostra Lula liderando a maioria das simulações nacionais de 2º turno contra Flávio Bolsonaro, enquanto levantamentos estaduais variam conforme a região. Em paralelo, o TSE julga um pedido de censura, feito pela campanha de Flávio, contra uma pesquisa Atlas/Bloomberg, e a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestou a favor da liberação.
Uma nova rodada de pesquisas de intenção de voto divulgada entre 15 e 23 de junho de 2026 desenhou o tabuleiro da disputa presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro. Os principais institutos nacionais apontam Lula à frente na maioria das simulações de segundo turno, mas o quadro é de alta rejeição para os dois e de variação acentuada quando se olha estado por estado.
No recorte nacional, os números convergem. A Indexa Pesquisas mostrou Lula com 47% contra 40% de Flávio no segundo turno, vantagem fora da margem de erro. O levantamento BTG Pactual/Nexus deu 49% a Lula e 43% a Flávio, e o Datafolha apontou 47% a 43%. No primeiro turno, o Datafolha registrou Lula com 41% e Flávio com 31%, enquanto o BTG/Nexus marcou 42% a 33%. A cobertura de centro relatou que Lula aparece em curva ascendente e que, em institutos como o BTG/Nexus, passou a vencer o senador fora da margem de erro pela primeira vez na série.
O retrato estadual, porém, é mais heterogêneo. Uma pesquisa Real Time Big Data feita no Rio Grande do Sul mostrou Flávio na frente, com 51% contra 42% de Lula no segundo turno, e apontou o presidente como o mais rejeitado naquele estado, onde 57% desaprovam o governo federal. Já no Piauí, reduto histórico do petismo, o levantamento AtlasIntel/Meio Norte deu vantagem esmagadora a Lula, com 63,9% contra 15% de Flávio no primeiro turno. Os índices de rejeição dos dois principais nomes seguem altos e tecnicamente empatados em vários institutos, em torno de 46% a 49%.
É na leitura desses dados que a cobertura se divide. Veículos de esquerda enfatizaram a liderança consolidada de Lula no plano nacional e seu crescimento no primeiro turno, tratando os recortes estaduais favoráveis a Flávio como exceções que não revertem a tendência geral. Veículos de direita, por sua vez, destacaram a força de Flávio em estados como o Rio Grande do Sul, a elevada desaprovação do governo Lula e a rejeição ao petista, sustentando que a disputa segue competitiva. Nessa chave, a Revista Oeste deu amplo espaço a um discurso de Flávio em evento da Confederação Nacional da Indústria, em que o senador afirmou que o governo Lula faz mais mal ao país do que uma guerra, criticou a carga tributária e acusou o Supremo Tribunal Federal de interferir em decisões do Congresso e no processo eleitoral.
Um segundo eixo da história corre na Justiça. A campanha de Flávio pediu ao TSE a suspensão de uma pesquisa Atlas/Bloomberg que apontava queda do senador após o chamado caso Dark Horse, e o presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques, concedeu liminar barrando a divulgação. A Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestou contra a censura: em parecer, o vice-procurador Alexandre Espinosa sustentou que não há provas de irregularidade na metodologia, que cada instituto tem liberdade para formular suas perguntas e que a intervenção judicial deve ser minimalista. A cobertura de centro reproduziu as citações do parecer com paridade, enquanto veículos de direita enfatizaram o ângulo da liberação da pesquisa e da contestação à liminar. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista da ministra Estela Aranha e ainda não tem data para ser retomado.
O que ainda não se sabe é como o plenário do TSE decidirá o mérito da ação do PL e se a liminar de censura será mantida ou revogada. Também permanece em aberto se a vantagem nacional de Lula vai se consolidar ou se estreitar à medida que as pré-candidaturas se formalizam e o calendário eleitoral avança até outubro.
Esquerda, centro e direita reconhecem que os levantamentos nacionais colocam Lula na frente nas simulações de 2º turno e que tanto Lula quanto Flávio têm índices de rejeição altos e tecnicamente empatados.
Como cada lado cobriu
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Relato factual de pesquisa estadual no RS com metodologia, amostra, margem de erro e registro TSE. Sem vocabulário valorativo. Recorte estadual favorável a Flávio é fato da pesquisa, não enquadramento.
Perspectivas omitidas
Relato factual de índices de rejeição com lista completa de candidatos e comparação histórica. Menciona contexto (operação PF contra Jaques Wagner) sem editorializar. Múltiplos candidatos citados com paridade.
Cobertura factual do cenário de 1º turno com todos os candidatos, percentuais e comparação com maio. Sem vocabulário valorativo. Padrão de agência.
Relato factual do parecer da PGE com citações diretas longas e contexto do caso Dark Horse. Usa a palavra censura no título seguindo o vocabulário do próprio órgão e do debate público. Cobertura equilibrada das posições.
Versão AMP do artigo 30441, mesmo conteúdo factual do parecer da PGE com citações diretas. Cobertura equilibrada das posições no TSE.
Relato factual dos cenários de 2º turno do Datafolha (Lula x Flávio, Caiado, Zema) com metodologia e comparação com maio. Sem viés editorial. Padrão de agência.
Relato factual da pesquisa estadual no Piauí com cenários de 1º e 2º turnos, metodologia, custo e registro TSE. Recorte estadual favorável a Lula é fato da pesquisa, não enquadramento.
Relato factual da pesquisa estadual no Piauí com comparação ao desempenho de 2022. Texto curto e direto, sem enquadramento ideológico.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Veículo de direita relata o caso pelo prisma da liberação da pesquisa e da contestação à liminar; trata a ação do PL com distância e enfatiza ausência de provas de irregularidade. Enquadramento institucional crítico à intervenção judicial.
Perspectivas omitidas

Levantamento Real Time Big Data feito no Estado mostra petista com o maior índice de rejeição. Leia no Poder360.

Indexa Pesquisas: Lula tem 47% contra 40% de Flávio Bolsonaro no 2º turno; vantagem está fora da margem de erro do estudo

O levantamento ouviu 2.004 entrevistados em 139 cidades e registrada no TSE com o número BR-09956/2026

Pesquisa ouviu 2.004 pessoas e está registrada no TSE com o número BR-09956/2026; margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos

Parecer contesta liminar de Kassio Nunes Marques e rejeita ação apresentada pelo PL

A quarta pesquisa BTG Pactual/Nexus para a eleição presidencial 2026, divulgada nesta segunda-feira (15), aponta vantagem do presidente Luiz Inácio Lula

Órgão diz não caber à Justiça Eleitoral
Procuradoria se manifesta contra censura de Kassio a pesquisa que apontou queda de Flávio Folha de S.Paulo

Pesquisa ouviu 2.004 pessoas e margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos

Senador critica política econômica do governo, acusa o STF de interferir em decisões do Congresso

Estudo da AtlasIntel/MeioNorte entrevistou 1.197 pessoas no Estado, de 16 a 21 de junho; margem de erro é de 3 pontos

Presidente Lula tem larga vantagem contra o candidato do PL na pesquisa de intenção de voto no estado piauiense
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.
Veículo de direita reproduz amplamente as críticas de Flávio ao governo Lula e ao STF com vocabulário de carga tributária, livre iniciativa e insegurança jurídica, sem contraponto. Enquadramento alinhado ao pré-candidato da direita.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas



