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Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado, candidatos à Presidência, enviaram vídeos à 25ª edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizado em 10 de agosto de 2026 em São Paulo, e responderam a três perguntas sobre competitividade internacional, tecnologia e ambiente regulatório. Zema prometeu ajuste fiscal, superávit primário e queda da Selic, além de flexibilizar o Mercosul e concluir a entrada do país na OCDE. Caiado apresentou quatro compromissos de segurança jurídica e propôs diversificar mercados diante da concentração de exportações na China. Flávio concentrou as críticas na carga tributária, na burocracia e na atuação diplomática do governo. Na abertura do mesmo congresso, uma senadora cobrou empenho do vice-presidente nas negociações sobre as tarifas de 25% aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
Em congresso do agronegócio em São Paulo, três candidatos à Presidência responderam por vídeo sobre competitividade, tecnologia e regulação. As propostas convergem em disciplina fiscal e abertura comercial, mas nenhuma delas veio com custo ou prazo definido. A cobertura também divergiu no que escolheu registrar do evento.
Três candidatos à Presidência da República apresentaram, por vídeo, propostas para o agronegócio durante a 25ª edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizado em 10 de agosto de 2026, em São Paulo. Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) responderam a três perguntas formuladas pela organização do evento, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio em parceria com a bolsa de valores brasileira: como fortalecer a competitividade internacional do setor, como usar tecnologia para ampliar a liderança do país e como criar um ambiente institucional e regulatório capaz de atrair investimentos.
Primeiro a responder, Zema disse que pretende construir o maior portfólio de infraestrutura do país e criticou o desenho do Plano Safra do governo federal. Segundo ele, crédito rural barato não se decreta em juros, e sim se constrói com contas públicas em ordem. O candidato prometeu ajuste fiscal, superávit primário, dívida sob controle e queda da taxa básica de juros. Na frente externa, defendeu colocar a política externa a serviço de quem produz, flexibilizar as regras do Mercosul para que o Brasil assine acordos comerciais por conta própria e concluir a entrada do país na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.
Caiado centrou a resposta na segurança jurídica. Afirmou que insegurança fundiária, judicialização ambiental e mudanças retroativas de regras mantêm parados mais de R$ 180 bilhões em investimentos, e assumiu quatro compromissos: um marco legal da segurança fundiária, com prazo único de 180 dias para decisão administrativa; a estabilização do Código Florestal; o licenciamento por adesão; e um comitê interministerial permanente para coordenar a agenda do setor. O ex-governador de Goiás também classificou como vulnerabilidade a concentração de cerca de 40% das exportações agropecuárias brasileiras na China e propôs diversificar destinos, com expansão no comércio asiático, adensamento no Oriente Médio e um plano para 24 países prioritários na África.
Flávio Bolsonaro afirmou que quem produz no país é perseguido pelo governo atual e que o ambiente de negócios é hostil a quem quer empreender, citando burocracia, carga tributária e endividamento público. Disse que o caminho é perseguir a responsabilidade fiscal com todas as forças. Na pauta internacional, o senador sustentou que o governo perdeu condições morais e técnicas para defender o agro brasileiro e que a falta de interlocução com a China se reflete em sobretaxas sobre a carne exportada.
Os relatos convergem em três pontos. Os três candidatos atribuem os gargalos do setor à ação do Estado, e não a fatores de mercado ou de clima; os três prometem disciplina fiscal como pré-condição para juros menores; e os três defendem abertura comercial e diversificação dos destinos das exportações. Nenhum deles apresentou estimativa de custo, fonte de financiamento ou prazo de implementação para as medidas anunciadas, e o formato por vídeo não previu perguntas de acompanhamento nem confronto direto entre as propostas.
A cobertura divergiu no recorte. A cobertura de centro relatou o congresso de forma descritiva e registrou também a parte do evento em que uma senadora, ex-ministra da Agricultura, cobrou empenho do vice-presidente e candidato à reeleição nas negociações sobre as tarifas de 25% aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, além da resposta do governo de que o país não sairá da mesa de negociação e deve se tornar o maior exportador de alimentos do mundo neste ano. Veículos de direita organizaram o texto por candidato, com subtítulos que reforçam o diagnóstico de carga tributária elevada e insegurança jurídica, e deixaram de fora esse trecho com a réplica do governo, o que apagou a única voz governista presente no evento. Veículos de esquerda não cobriram o encontro; a leitura característica desse campo cobraria o efeito socioambiental de propostas como o licenciamento por adesão e o prazo único em disputas fundiárias, além do papel do crédito subsidiado para a agricultura familiar.
O que ainda não se sabe: nenhuma das falas detalhou como o ajuste fiscal prometido seria compatibilizado com o volume de crédito rural que o setor demanda, nem de onde viria o financiamento do portfólio de infraestrutura anunciado.
Toda a cobertura registra o mesmo diagnóstico dos três candidatos: o entrave do agronegócio está no ambiente fiscal, tributário e regulatório, e a saída passa por contas públicas em ordem, segurança jurídica e diversificação de mercados para reduzir a dependência da China.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto descritivo, organizado pela ordem das respostas, com aspas longas e sem adjetivação do repórter. Equilibra ao incluir a cobrança da senadora e a resposta do vice-presidente sobre as tarifas de 25%, dando espaço ao lado governista.
Perspectivas omitidas
Mesmo conteúdo editorial da versão principal, com estrutura factual e sem vocabulário valorativo. O ruído de boilerplate de assinatura não altera o enquadramento, e a inclusão da réplica sobre tarifas mantém paridade de vozes.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O texto reproduz sem contraditório o diagnóstico dos candidatos de que carga tributária, burocracia e judicialização ambiental travam o setor, e usa subtítulos que endossam a agenda de responsabilidade fiscal e segurança jurídica. A supressão da réplica do governo, presente na cobertura de centro, inclina o resultado para o campo da liberdade econômica e do controle de gastos.
Perspectivas omitidas

Durante congresso setorial em parceira com a B3, presidenciáveis responderam, por vídeo, sobre competitividade internacional, tecnologia e ambiente regulatório

Durante congresso setorial em parceira com a B3, presidenciáveis responderam, por vídeo, sobre competitividade internacional, tecnologia e ambiente regulatório

Propostas para o agronegócio de Flávio, Zema e Caiado incluem competitividade internacional e segurança jurídica. Leia na Gazeta do Povo.
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