Crise no STF com Alexandre de Moraes pressiona campanha de Lula à reeleição
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A crise no Supremo Tribunal Federal, que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o caso Master, passou a pesar sobre a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Integrantes da campanha reconhecem o prejuízo, e o próprio Lula atribuiu ao presidente do STF, Edson Fachin, a tarefa de evitar que o escândalo atrapalhe as eleições. Análises apontam que a crise se soma ao mau humor com poder de compra, endividamento e segurança pública.
A defesa que petistas e aliados do governo fazem do ministro Alexandre de Moraes pode custar caro a Luiz Inácio Lula da Silva nas urnas. Ao tratar o bate-boca no plenário do Supremo Tribunal Federal como disputa de torcida, a base governista passa a imagem de que não se preocupa com a gravidade das denúncias no caso Master, num momento em que a corrupção voltou a ser a segunda maior preocupação do brasileiro.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
A sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal, com bate-boca entre ministros e pedido de vista de Flávio Dino, levou a crise envolvendo Alexandre de Moraes para o centro da campanha. Integrantes da campanha de Lula admitem o prejuízo, e as análises divergem sobre quem responde pelo desgaste.
A crise no Supremo Tribunal Federal, que tem o ministro Alexandre de Moraes como um de seus principais personagens, passou a ser tratada como ameaça concreta à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As análises publicadas nesta semana convergem num ponto: o desgaste da Corte, ligado às controvérsias do caso Master, chega à campanha presidencial num momento de disputa apertada.
O estopim foi a sessão extraordinária do STF na terça-feira, 15 de setembro, marcada por bate-boca entre ministros em plenário e por um pedido de vista do ministro Flávio Dino. Segundo a cobertura, o episódio dominou as conversas do dia e deixou a campanha eleitoral em segundo plano.
Há pontos em que as análises coincidem. Integrantes da própria campanha de Lula reconhecem que a crise no Supremo prejudica a reeleição. O presidente fez admissão semelhante ao atribuir ao presidente do STF, Edson Fachin, a responsabilidade de evitar que o escândalo Master atrapalhe as eleições. Também é consenso que Lula não aparece implicado em nenhuma denúncia, mas que enfrenta o custo político de estar associado a um tribunal do qual depende.
A cobertura de centro enquadrou a crise do Supremo como expressão de uma crise mais ampla do sistema, que envolve os Três Poderes, o sistema tributário e as regulações, e que costuma prejudicar quem está no poder. Essa leitura soma à crise o mau humor do eleitorado com o poder de compra, o endividamento e o temor em relação à segurança pública. Segundo essa análise, pesquisas e agências especializadas em cenários de risco vêm reduzindo, de forma cautelosa, as probabilidades de vitória do presidente. A conclusão é que a crise talvez não decida a eleição sozinha, mas se soma aos outros fatores, e que Lula ainda não encontrou resposta para o dilema de se afastar do Supremo sem romper com ele.
Veículos de direita enfatizaram a responsabilidade do próprio campo governista. Para essa cobertura, petistas e aliados que trataram o bate-boca no plenário como disputa de torcida, em defesa de Moraes, transmitem ao eleitor independente a impressão de que não se importam com a gravidade das denúncias. Uma das análises lembra que a corrupção voltou a ser a segunda maior preocupação do brasileiro, atrás apenas da segurança pública, segundo pesquisa do instituto Quaest, e sustenta que Lula será cobrado por não se posicionar a favor da investigação do ministro. A mesma coluna classifica o pedido de vista de Dino como início de uma pizza e cita a frase do ministro Gilmar Mendes de que até a máfia tem ética. Ainda assim, reconhece que o timing das ações do ministro André Mendonça soa como tentativa de interferência na disputa.
Não houve cobertura de veículos de esquerda sobre este recorte até o momento. O argumento de que as ações de Mendonça podem ter motivação eleitoral, que dialoga com a defesa do governo, apareceu apenas como ressalva dentro de uma análise crítica ao Partido dos Trabalhadores.
Ainda não se sabe qual será o desfecho do pedido de vista de Dino nem quando o caso voltará à pauta do Supremo. As análises também não detalham quais pesquisas medem o impacto da crise na intenção de voto, nem quais são, concretamente, as acusações atribuídas a Moraes no caso Master.
A crise do Supremo é expressão de uma crise maior, daquilo que as pessoas chamam de sistema; ou seja, os Três Poderes, o sistema tributário, os vários códigos e regulações

Comemorar o bate-boca no plenário só demonstra que ninguém ali está preocupado com a gravidade das denúncias

A reação de setores do PT e da esquerda diante das recentes discussões envolvendo Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal
