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O PT estrutura a campanha de reeleição de Lula em São Paulo para 2026. O advogado Marco Aurélio de Carvalho, fundador do grupo Prerrogativas, deve coordenar a campanha no estado, com a chancela de Lula e de Fernando Haddad, pré-candidato ao governo paulista. Em paralelo, a primeira-dama Janja atua nos bastidores da articulação nacional, com foco no diálogo com mulheres e grupos evangélicos.
O Partido dos Trabalhadores começou a montar a estrutura da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo, estado que a sigla considera decisivo para a disputa de 2026. O advogado Marco Aurélio de Carvalho, fundador do grupo de juristas Prerrogativas, deve assumir a coordenação da campanha no estado. A informação foi confirmada pelo próprio advogado, e a escolha contou com o aval de Lula e do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, pré-candidato ao governo paulista.
Entre as atribuições de Carvalho estarão a articulação com a militância do PT e dos partidos aliados, a organização da propaganda eleitoral, a definição da agenda de Lula no estado e a interlocução com a campanha de Haddad. Dentro do partido, o advogado é tido como homem de confiança tanto do presidente quanto do ex-ministro. Ele teve participação na composição da chapa de 2022, que indicou Geraldo Alckmin como vice, dobradinha que deve se repetir neste ano, e também nas articulações em torno da pré-candidatura da ex-senadora Simone Tebet ao Senado por São Paulo.
Em paralelo à frente paulista, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, atua nos bastidores da articulação nacional. Segundo relatos de lideranças do PT, ela mantém diálogo frequente com segmentos petistas ligados às mulheres, participa de interlocuções com grupos evangélicos considerados estratégicos e contribui nas discussões do programa de governo. Pessoas próximas ao presidente afirmam que a primeira-dama terá liberdade para definir o grau de sua participação na campanha, hoje descrita como eminentemente organizativa.
A cobertura de centro relata os fatos de forma direta: a nomeação do coordenador, o aval de Lula e Haddad, e o peso de São Paulo no projeto de reeleição. Há convergência entre os veículos sobre os nomes envolvidos, sobre o caráter crucial do estado e sobre a presença ativa de Janja nos preparativos.
As divergências aparecem no enquadramento. Veículos de esquerda destacaram o papel de Janja como um ativo de campanha, capaz de dialogar com mulheres e evangélicos, e leram o embate público com o pastor Silas Malafaia como resistência a tentativas de diminuir a presença feminina no debate. Esse mesmo lado emoldura a eleição de 2026 como defesa da democracia diante da permanência do que chama de ameaça bolsonarista. Já veículos de direita enfatizaram que o grupo Prerrogativas teve integrantes indicados a cargos no governo e no Judiciário desde o início do terceiro mandato de Lula, e deram relevo a ganchos críticos ao governo, como a ação da oposição no TCU e na PGR contra gastos com publicidade e pesquisas que mostram Flávio Bolsonaro competitivo. A própria fala de campanha sobre tirar São Paulo de um suposto apagão recente expõe que o estado é hoje administrado por adversários do PT.
O que ainda não se sabe é o desenho final da chapa de Lula em São Paulo, o grau exato de exposição de Janja na propaganda eleitoral, que ainda não está definido, e como a articulação petista se traduzirá em desempenho nas pesquisas estaduais ao longo da campanha.
Ambos os lados reconhecem que São Paulo é estratégico para a reeleição de Lula, que Marco Aurélio de Carvalho coordenará a campanha no estado com aval de Lula e Haddad, e que a primeira-dama Janja participa ativamente dos preparativos nos bastidores.
Como cada lado cobriu
Veículos com viés à esquerda
Veículo de esquerda (CartaCapital). Relata de forma favorável o papel de Janja na campanha, destacando capacidade de diálogo com mulheres e evangélicos como 'ativo' para a candidatura. O box editorial do veículo reforça framing pró-democracia e antibolsonarista ('ameaça bolsonarista não foi derrotada'), caracterizando enquadramento de esquerda.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
Veículo de direita (Revista Oeste). O texto é majoritariamente factual ao relatar a nomeação de Marco Aurélio de Carvalho, mas insere enquadramento de oposição ao reproduzir a fala de campanha sobre 'apagão' do governo paulista atual e ao destacar links de pesquisas favoráveis a Flávio Bolsonaro e ações da oposição contra gastos do governo Lula, sinalizando ângulo crítico ao petismo.
Perspectivas omitidas

Advogado Marco Aurélio de Carvalho é amigo de Lula, Janja e Haddad e vai liderar articulação com a militância e aliados

A primeira-dama mantém diálogo frequente com segmentos petistas, especialmente os ligados às mulheres, e despacha regularmente na sede do PT em Brasília
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