Anthony Garotinho desiste no TSE e Douglas Ruas pode levar o Rio no primeiro turno
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Anthony Garotinho (Republicanos) protocolou no Tribunal Superior Eleitoral, na segunda-feira, a desistência do recurso contra o indeferimento de sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro. Se os 274.411 votos dele forem excluídos da base de válidos, Douglas Ruas (PL), que teve 49,27%, passa a 50,88% e vence no primeiro turno, sem disputa com Eduardo Paes (PSD), que teve 42,76%. O tribunal ainda não decidiu.
Para a cobertura à esquerda, a desistência de Anthony Garotinho é tratada como movimento que tira do eleitor fluminense a decisão do segundo turno. Eduardo Paes (PSD) acusa Garotinho de agir em conluio com Douglas Ruas (PL) para vencer no tapetão, e sua campanha sustenta que o Tribunal Superior Eleitoral precisa julgar o caso mesmo com a desistência, porque os votos afetam o resultado.
Na cobertura à direita, o foco é a aritmética que dá a Douglas Ruas (PL) maioria absoluta: com a exclusão dos votos de Anthony Garotinho, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio passa de 50% dos válidos e pode ser declarado governador sem segundo turno. A ênfase recai na segurança jurídica do resultado, que ainda depende de homologação pelo Tribunal Superior Eleitoral.
9 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Anthony Garotinho desistiu do recurso no Tribunal Superior Eleitoral contra o indeferimento de sua candidatura. Sem os 274.411 votos dele, Douglas Ruas passa de 50% dos válidos e pode ser declarado governador do Rio no primeiro turno. Eduardo Paes acusa manobra, e o tribunal ainda não decidiu.
O ex-governador Anthony Garotinho, do Republicanos, desistiu na segunda-feira, 5 de outubro, do recurso que mantinha no Tribunal Superior Eleitoral contra o indeferimento de sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro. O pedido foi protocolado um dia depois do primeiro turno e pode mudar o resultado da eleição no estado.
Com todas as urnas apuradas, Douglas Ruas, do PL, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, teve 49,27% dos votos válidos. Eduardo Paes, do PSD, ficou com 42,76%. Garotinho recebeu 274.411 votos, ou 3,17%, contabilizados sob condição judicial. Sem esses votos na base de cálculo, Ruas sobe para 50,88% e alcança a maioria absoluta, o que dispensaria o segundo turno marcado para 25 de outubro.
Todos os relatos convergem sobre a origem do caso. Em setembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro considerou Garotinho inelegível por uma condenação por improbidade administrativa, aplicando a Lei da Ficha Limpa. Às vésperas da votação, o ministro Floriano de Azevedo Marques, relator no tribunal superior, mandou anular os votos dados a ele. No dia da eleição, o presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu essa ordem e manteve os votos na totalização até decisão do plenário.
A defesa descreveu a desistência como livre, consciente e irretratável. Em entrevista, Garotinho disse que o povo deve arcar com as consequências de suas escolhas e afirmou que faria o mesmo se Paes estivesse em primeiro. O relator deu dois dias para a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestar. Ruas declarou confiar na Justiça e lembrou que a campanha de Paes também havia pedido a anulação dos votos de Garotinho.
A cobertura de centro, majoritária no caso, detalhou os cenários numéricos, o histórico processual e a divisão entre advogados eleitorais: parte entende que cabe retotalizar os votos e proclamar Ruas, parte avalia que o tribunal não tem esse poder e que o segundo turno deve ocorrer.
Veículos de esquerda destacaram a reação de Eduardo Paes, que chamou a desistência de manobra para eleger Ruas no tapetão e de clara interferência no processo eleitoral. Paes citou como indício de proximidade a eleição de Wladimir Garotinho, filho do ex-governador, para deputado federal pelo PL. Esses veículos também registraram a tese da campanha de Paes de que o tribunal deve julgar o recurso mesmo com a desistência, como já fez em casos anteriores.
Veículos de direita enfatizaram a conta que leva Ruas acima de 50% e o caminho jurídico para a proclamação em primeiro turno, ressaltando que a desistência ainda precisa ser homologada. Essa cobertura não registrou a contestação feita pela campanha de Paes.
Ainda não se sabe se o Tribunal Superior Eleitoral vai homologar a desistência, se vai julgar o mérito do recurso mesmo assim e como tratará os votos de Garotinho. Também não há prazo definido para uma eventual retotalização, nem garantia de que o segundo turno de 25 de outubro será cancelado.
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