
Gerp mostra Lula e Flávio empatados na corrida de 2026
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Pesquisas divulgadas em junho de 2026 colocam o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em empate técnico na corrida presidencial. A Gerp aponta Lula com 37% e Flávio com 34% no primeiro turno, e o senador à frente no segundo turno (41,5% a 40,2%), tudo dentro da margem de 2,19 pontos. A Indexa mostra Lula com vantagem maior (42% a 31%), enquanto a Real Time Big Data dá a Flávio dianteira no Rio Grande do Sul. A rejeição alta aos dois trava o crescimento de ambos.
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O Brasil chega à metade de 2026 com a corrida presidencial dividida ao meio. As pesquisas divulgadas em junho colocam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em empate técnico, num quadro de polarização consolidada entre petismo e bolsonarismo. A diferença numérica é estreita tanto no primeiro quanto no segundo turno, o que indica uma campanha travada, voto a voto, centrada nos indecisos e na redução da rejeição.
O levantamento nacional do instituto Gerp, feito entre 15 e 20 de junho com 2.000 eleitores e registrado no Tribunal Superior Eleitoral, mostra Lula com 37% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio com 34%. Com margem de erro de 2,19 pontos percentuais, os dois estão empatados. No segundo turno simulado, a ordem se inverte: Flávio chega a 41,5% e Lula a 40,2%, novamente dentro da margem. A vantagem do senador no confronto direto se explica pela transferência de votos da direita: ele herda apoios de pré-candidatos como Renan Santos, Romeu Zema e Ronaldo Caiado, enquanto Lula atrai bem menos desses eleitores. A rejeição alta trava os dois: 48% dizem que não votariam de jeito nenhum em Lula, e 44% rejeitam Flávio.
A cobertura de centro relatou esse equilíbrio com números de várias fontes. Uma segunda reportagem cruzou a Gerp com a pesquisa Real Time Big Data no Rio Grande do Sul, que dá a Flávio 42% a 39% no primeiro turno e 51% a 42% no segundo. Mesmo nesse cenário, o cientista político Rafael Cortez ponderou que o dado é mais preocupante do que confortável para o bolsonarismo, porque o campo conservador precisa abrir vantagens robustas no Sul para compensar a força do PT no Nordeste.
Veículos de direita enfatizaram justamente essa dianteira de Flávio no segundo turno nacional e no Rio Grande do Sul, somada à desaprovação de 50% do governo Lula registrada na série histórica da Gerp. Para essa leitura, o teto baixo do presidente e a capacidade da direita de se unir na reta final apontam para uma disputa aberta e para a possibilidade real de alternância.
Veículos de esquerda destacaram um movimento diferente, a partir da pesquisa Indexa, que mostra Lula consolidando vantagem: 42% a 31% no primeiro turno e 47% a 40% no segundo. Nessa leitura, o presidente tem eleitorado mais firme, maior fidelidade em relação a 2022 e liderança entre mulheres, jovens, eleitores de baixa renda, no Nordeste e até no centro do espectro político, sinal de capacidade de atração para além da base. O bolsonarismo apareceria restrito a redutos como o Sul e o voto evangélico.
A divergência central na cobertura, portanto, está em qual pesquisa cada lado privilegia: a esquerda destaca a Indexa, com Lula em vantagem mais larga; a direita destaca Gerp e Real Time Big Data, com Flávio à frente em segundo turno. A cobertura de centro tende a apresentar todas as sondagens lado a lado e a sublinhar o empate técnico recorrente.
O que ainda não se sabe é como a campanha oficial, com tempo de TV, alianças e debates, vai mover esse quadro. As variações sucessivas dentro da margem de erro reforçam um ambiente sem favorito claro, em que a redução da própria rejeição, mais do que o crescimento da base, pode decidir o resultado. Também permanece em aberto se alguma candidatura alternativa conseguirá romper a barreira da competitividade diante do cansaço de parte do eleitorado com a disputa repetida entre os dois polos.
Todos os lados reconhecem que a disputa presidencial de 2026 está polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro, que a rejeição aos dois é alta e que o cenário segue marcado por empates técnicos dentro da margem de erro.



