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Pesquisas divulgadas na segunda quinzena de junho de 2026 indicam uma corrida presidencial acirrada e indefinida entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O instituto Gerp apontou empate técnico no segundo turno, com Flávio à frente numericamente (42% a 40%), enquanto Datafolha e Indexa mostraram Lula na liderança. A margem de erro e a metodologia variam por instituto, e todos os levantamentos estão registrados no TSE.
A corrida presidencial de 2026 ganhou novos números na segunda quinzena de junho, e o retrato é de uma disputa apertada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL. A pesquisa mais recente, do instituto Gerp, divulgada em 24 de junho, mostrou Flávio numericamente à frente em um eventual segundo turno, com 42% das intenções de voto contra 40% de Lula. Como a margem de erro é de 2,19 pontos percentuais, os dois aparecem em empate técnico. No cenário de primeiro turno da mesma pesquisa, Lula tinha 37% e Flávio, 34%, também empatados dentro da margem.
A Gerp ouviu 2.000 eleitores em todo o país, entre os dias 15 e 20 de junho, por telefone, com grau de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09657/2026. O levantamento também simulou disputas de segundo turno entre Lula e os ex-governadores Ronaldo Caiado, do PSD, e Romeu Zema, do Novo, com empates técnicos em todos os confrontos.
A cobertura de centro, como a da CNN Brasil, do Poder360 e do Datafolha, relatou os números de forma factual, ressaltando que a diferença entre os principais candidatos cabe dentro da margem de erro e que a corrida segue aberta a pouco mais de três meses do período oficial de campanha. O Datafolha, em levantamento concluído em 22 de junho, mostrou um quadro um pouco diferente da Gerp: Lula liderava o segundo turno com 47% contra 43% de Flávio, vantagem estável de quatro pontos, e também o primeiro turno, com 41% a 31%. A mesma pesquisa apontou Flávio como o candidato mais rejeitado, com 48%, seguido de perto por Lula, com 46%.
É na leitura desses dados que as coberturas divergem. Veículos de esquerda destacaram que o conjunto das pesquisas confirma a liderança do presidente. A pesquisa Indexa, noticiada com ênfase por esses veículos, colocou Lula com 42% do voto total e 48,8% dos votos válidos no primeiro turno, a apenas 1,2 ponto da linha de 50% que definiria a eleição já na primeira rodada. Esse enquadramento sublinha o apoio consolidado a Lula entre mulheres, eleitores de baixa renda, negros e no Nordeste, onde a vantagem chega a 61% a 31%.
Veículos de direita, por sua vez, enfatizaram que a reeleição está longe de garantida e que a oposição tem um nome competitivo. O resultado da Gerp, com Flávio à frente, e o desempenho do senador entre homens, eleitores de maior renda, evangélicos e na região Sul alimentam essa leitura. A cobertura de direita também amplificou as críticas econômicas de Flávio, que em evento da Confederação Nacional das Indústrias afirmou que o governo Lula faz mais mal ao país do que a guerra entre Rússia e Ucrânia, citando o juro real brasileiro como o maior em doze meses entre as grandes economias.
O que ainda não se sabe é qual tendência vai prevalecer. As pesquisas divergem sobre quem lidera o segundo turno, refletindo diferenças de instituto, metodologia e período de campo. A alta rejeição dos dois principais nomes, o peso dos indecisos e dos eleitores que dizem não votar em nenhum dos dois, e a definição das candidaturas de terceira via seguem em aberto. O período oficial de campanha ainda não começou, e os números podem mudar nos próximos meses.
Todos os institutos concordam que a disputa presidencial de 2026 está acirrada e que Lula e Flávio Bolsonaro são os dois nomes dominantes, com a terceira via somando poucos pontos. Os principais candidatos aparecem dentro ou próximo da margem de erro nos cenários de segundo turno.
Como cada lado cobriu
Veículos com viés à esquerda
Brasil 247 (publisher LEFT) enquadra a pesquisa Indexa pelo melhor ângulo para Lula: destaca os 48,8% dos válidos e a possibilidade de vitória no 1º turno. O texto é numericamente rigoroso e ressalva o arredondamento, mas a seleção do enquadramento e do título revela viés pró-governo.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
Texto factual: reporta os números do 2º turno (Flávio 42%, Lula 40%), cenários alternativos com Caiado e Zema e a metodologia, sem vocabulário valorativo. Cita empate técnico dentro da margem de erro, padrão de cobertura neutra.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Pesquisa ouviu 2.000 pessoas entre os dias 15 e 20 de junho; a margem de erro é de 2,19 pontos percentuais, para mais ou para menos

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Em evento, pré-candidato do PL afirmou que a taxa de juros brasileira só não é maior que a dos russos, que estão em conflito há 3 anos. Leia no Poder360.
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Cobertura factual do cenário de 1º turno (Lula 37%, Flávio 34%), com detalhamento completo dos demais candidatos testados e metodologia. Sem enquadramento ideológico.
Poder360 reporta de forma técnica e neutra os números da Gerp no 1º e 2º turno, com ficha técnica detalhada (amostra, margem, custo, registro TSE). Estilo de agência factual.
Datafolha reporta de forma factual e granular: 1º turno (Lula 41%, Flávio 31%), 2º turno (Lula 47%, Flávio 43%), rejeição, recortes por gênero, renda, religião e região. Múltiplos dados contraditórios com paridade. Cobertura de agência neutra.
Classificada como direita, embora o veículo tenha viés editorial centro.
Embora o Poder360 seja factual, esta matéria amplifica a fala do pré-candidato de oposição com vocabulário de mercado (carga tributária, juros reais, livre arrecadação), enquadramento de crítica ao gasto e à política econômica do governo, alinhado à direita. O texto reproduz a comparação hiperbólica de Flávio sem contraponto do Planalto.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas



