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O instituto Gerp divulgou em 24 de junho de 2026 uma pesquisa que mostra empate técnico entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial de 2026. No eventual segundo turno, Flávio aparece com 42% e Lula com 40%, dentro da margem de erro de 2,19 pontos. No primeiro turno, Lula tem 37% e Flávio 34%. Outras pesquisas do mesmo período (Indexa e Datafolha) apontam vantagem de Lula, evidenciando cenário ainda indefinido.
A poucos meses do início oficial da campanha, a corrida presidencial de 2026 chegou ao fim de junho com um retrato de equilíbrio e indefinição entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). A pesquisa que deu o tom da semana foi a do instituto Gerp, divulgada em 24 de junho. No cenário de eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente, com 42% das intenções de voto, contra 40% de Lula, uma diferença dentro da margem de erro de 2,19 pontos percentuais que caracteriza empate técnico. No primeiro turno, o mesmo levantamento mostra Lula com 37% e Flávio com 34%, novamente empatados. A Gerp ouviu 2.000 eleitores em todo o país, por telefone, entre os dias 15 e 20 de junho, com recursos próprios ao custo de R$ 20 mil, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-09657/2026.
A pesquisa também testou Lula contra outros nomes da oposição. Diante do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o presidente tem 39% contra 38%; frente ao ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), Lula soma 39% contra 36%. Em todos os cenários, o resultado é de empate técnico, reforçando a leitura de uma disputa acirrada e aberta.
Os veículos de centro, como CNN Brasil, Poder360 e Datafolha, trataram os números de forma factual, com ênfase na metodologia, no registro no TSE e na comparação entre cenários. O Datafolha, em levantamento da mesma quinzena, apontou direção diferente da Gerp: Lula com 47% contra 43% de Flávio no segundo turno, e 41% a 31% no primeiro turno, mantendo a vantagem de rodadas anteriores. A cobertura de centro também destacou que os dois principais candidatos lideram a corrida, mas são igualmente os mais rejeitados pelo eleitorado, com 46% rejeitando Lula e 48% rejeitando Flávio.
Veículos de esquerda, como o Brasil 247, enfatizaram a pesquisa Indexa, que coloca Lula com 42% no voto total e, no cálculo de votos válidos, em 48,8%, a apenas 1,2 ponto da vitória no primeiro turno. Para essa cobertura, o presidente aparece competitivo, com base eleitoral consolidada, mais bem avaliado em economia e amparado por temas como o Pix, a soberania nacional e a reação ao tarifaço de Donald Trump, lidos como defesa do país contra interferência estrangeira. O enquadramento à esquerda tende a projetar um cenário mais favorável a Lula do que a média das pesquisas sustenta.
Veículos de direita, como a Jovem Pan News e portais alinhados à oposição, enfatizaram o desempenho de Flávio Bolsonaro e o recorte de que a violência é o maior problema do país para 55% dos entrevistados, com o senador sendo visto como o mais apto a resolver a questão. Essa cobertura destacou ainda as críticas de Flávio ao governo, feitas em evento da Confederação Nacional da Indústria, em que o pré-candidato afirmou que a gestão Lula 'faz mais mal ao país do que a guerra entre Rússia e Ucrânia', citando a alta carga tributária e os juros reais brasileiros, entre os mais altos do mundo.
O que ainda não se sabe é como o eleitorado se moverá até a campanha oficial. As pesquisas divergem sobre quem larga na frente: a Gerp dá leve vantagem a Flávio, enquanto Datafolha e Indexa mostram Lula liderando. A terceira via, formada por Caiado, Zema e outros, ainda soma poucos votos, mas funciona como trava matemática contra uma vitória de Lula no primeiro turno. Permanece em aberto, também, o efeito eleitoral de temas como o tarifaço de Trump, o Pix e a segurança pública sobre um eleitorado descrito pelos institutos como cada vez mais cristalizado e polarizado.
Todos os lados reconhecem que a corrida presidencial de 2026 está polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro e que o segundo turno está dentro da margem de erro. Há consenso de que ambos lideram a disputa, mas carregam rejeição elevada.
6 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículo de esquerda (Brasil 247) que enquadra os dados da Indexa de forma favorável a Lula, destacando a aproximação da maioria de votos válidos, soberania, Pix e tarifaço de Trump como defesa nacional; vocabulário e seleção de ângulos alinhados ao petismo.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
Poder360 reporta de forma factual a declaração de Flávio Bolsonaro comparando Lula à guerra Rússia-Ucrânia, ancorando a fala em dados de juros reais (Lev Intelligence/MoneYou); o veículo mantém neutralidade ao atribuir a fala ao pré-candidato e trazer o estudo, embora o título reproduza a frase de impacto.
Perspectivas omitidas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Em evento, pré-candidato do PL afirmou que a taxa de juros brasileira só não é maior que a dos russos, que estão em conflito há 3 anos. Leia no Poder360.

Pesquisa ouviu 2.000 pessoas entre os dias 15 e 20 de junho; a margem de erro é de 2,19 pontos percentuais, para mais ou para menos

Pesquisa ouviu 2.000 pessoas entre os dias 15 e 20 de junho; margem de erro é de 2,19 pontos percentuais, para mais ou para menos
Pesquisa Indexa mostra presidente perto da maioria dos votos válidos, com Flávio Bolsonaro em segundo e disputa aberta pelo 2º turno, analisa Esmael Morais

No 2º turno, petista tem quatro pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL), em cenário estável

Levantamento da Gerp mostra que o empate técnico também se repete no cenário avaliado de 1º turno. Leia no Poder360.
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.
Cobertura factual neutra: reporta os números do 1º e 2º turno, cenários alternativos (Caiado, Zema), margem de erro e protocolo TSE sem vocabulário valorativo ou enquadramento ideológico.
Texto factual neutro detalhando o 1º turno, com todos os pré-candidatos testados e seus percentuais, margem de erro e registro TSE; sem framing ideológico.
Cobertura factual e detalhada do Datafolha, com múltiplos cenários, rejeição de ambos os lados apresentada com paridade, recortes por gênero, renda, religião e região; padrão de referência factual.
Poder360 reporta a pesquisa de forma técnica e neutra, com ênfase em metodologia, registro TSE e custo do levantamento; sem vocabulário valorativo, padrão de agregador factual.


