Gilmar Mendes critica vazamentos seletivos em homenagem a um ano de Fachin no STF
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
- G1Em meio à crise no STF, Gilmar critica vazamentos em fala no aniversário de um ano da presidência de FachinGilmar disse que Fachin(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- CNN BrasilAo elogiar gestão de Fachin, Gilmar critica "vazamentos seletivos" no STFEm discurso no plenário, decano lembrou a relatoria de Fachin na Lava Jato, citou divergências entre os dois e afirmou que na época não houve ato que indicasse uso político-eleitoral das investigações(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Briefing
O que importa para você
- A crise no Supremo envolve a condução do caso Banco Master pelo ministro André Mendonça.
- Fachin está na metade do mandato de dois anos e é cobrado por reagir à crise.
- O atrito já alcançou o Tribunal Superior Eleitoral, com decisão sobre publicações ligadas ao candidato Flávio Bolsonaro.
Onde os lados concordam
Todas as coberturas registram que Gilmar Mendes elogiou a condução de Fachin na Lava Jato e na presidência do Supremo Tribunal Federal e afirmou que, naquele período, não houve vazamentos seletivos nem uso eleitoral das investigações.
O que ainda está incerto
- Se André Mendonça vai responder às críticas do decano.
- Que medidas Fachin adotará diante da crise interna.
- Se haverá apuração formal sobre os vazamentos citados.
O decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, usou a homenagem ao primeiro ano de Edson Fachin na presidência da Corte para criticar vazamentos seletivos e o uso eleitoral de investigações. A cobertura de centro e a de esquerda leram o recado de formas diferentes, em meio à crise com André Mendonça.
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, criticou nesta quarta-feira, 30 de setembro, vazamentos seletivos e o uso político-eleitoral de investigações. A fala ocorreu na sessão em homenagem ao primeiro ano de Edson Fachin na presidência da Corte, num momento de crise interna no tribunal.
Por tradição, o presidente e o decano discursam nessas ocasiões. Gilmar pediu a palavra no início da sessão e lembrou a atuação de Fachin como relator da Operação Lava Jato, função que ele assumiu em 2017 após a morte do ministro Teori Zavascki. Segundo o decano, naquela época não houve notícias de vazamentos seletivos nos gabinetes, apesar da sensibilidade dos documentos, nem qualquer ato que indicasse uso político-eleitoral das investigações. Gilmar admitiu que os dois divergiram com frequência sobre questões centrais da operação, mas disse que a divergência nunca alcançou a convicção comum de que o juiz não é parte nem instrumento de causa alguma.
O decano afirmou ainda que Fachin mantém o tom sóbrio e a palavra medida num ambiente de temperatura elevada. Citou julgamentos da gestão, como as restrições ao pagamento de penduricalhos a juízes e integrantes do Ministério Público, a compra de imóveis rurais por empresas controladas por capital estrangeiro e a mudança nos limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também elogiou Fachin e disse que ele sabe como e quando agir, num momento em que o presidente da Corte é criticado pela demora em reagir à crise.
A cobertura de centro relatou o discurso de forma descritiva, com as falas de Gilmar e de Gonet. Parte dela acrescentou que o decano já havia criticado vazamentos de informações sigilosas do caso Banco Master, que tem como relator o ministro André Mendonça. Veículos de esquerda foram além e trataram a fala como referência indireta a Mendonça. Destacaram que Gilmar já acusou o colega de atuação com possível repercussão eleitoral e lembraram que a tensão chegou ao Tribunal Superior Eleitoral, quando o ministro Flávio Dino suspendeu uma decisão de Mendonça que mandava remover publicações relacionadas ao candidato Flávio Bolsonaro. Veículos de direita não haviam publicado cobertura própria do discurso até o fechamento desta reportagem.
Ainda não se sabe se André Mendonça vai responder às críticas, nem quais medidas a presidência de Fachin pretende adotar para conter a crise. Nenhuma das reportagens indicou apuração formal sobre os vazamentos mencionados pelo decano.
Fontes

Em discurso no plenário, decano lembrou a relatoria de Fachin na Lava Jato, citou divergências entre os dois e afirmou que na época não houve ato que indicasse uso político-eleitoral das investigações

O decano do STF, Gilmar Mendes, fez referência indireta a André Mendonça ao comparar atuação de Fachin na Lava Jato com o cenário atual
