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O ministro Gilmar Mendes, do STF, enviou à Advocacia-Geral da União (AGU) as garantias exigidas pela Itália para uma eventual extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), condenada pela Corte por perseguir, armada, um homem nas ruas de São Paulo às vésperas das eleições de 2022. Gilmar defendeu a validade da condenação, aprovada por ampla maioria do plenário, e detalhou compromissos sobre o cumprimento da pena. A Justiça italiana volta a julgar o pedido em 1º de julho.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, encaminhou à Advocacia-Geral da União, na noite de terça-feira, 23 de junho de 2026, as garantias exigidas pela Itália para uma eventual extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. O envio ocorre poucos dias antes de a Corte de Cassação de Roma voltar a julgar, em 1º de julho, um segundo pedido de extradição relacionado à condenação da ex-parlamentar por perseguir, armada, um homem nas ruas de São Paulo.
O episódio que motivou a condenação aconteceu na véspera do segundo turno das eleições de 2022, no bairro dos Jardins, em São Paulo. Após uma discussão política, a então deputada perseguiu, armada, um homem pela rua. Por esses fatos, Zambelli foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma. A decisão foi tomada por ampla maioria do plenário do Supremo.
No documento enviado à AGU, Gilmar Mendes defendeu a validade dessa condenação e detalhou os compromissos que o Brasil assume caso a extradição seja autorizada. A cobertura de centro relatou que o ministro assegurou que a pena seria cumprida na Penitenciária Feminina de Brasília, e que a ex-deputada teria garantido o acesso a advogados, familiares e à representação diplomática italiana. O STF também se comprometeu a prestar informações periódicas ou imediatas à diplomacia italiana, desde que solicitadas pelos canais oficiais de cooperação entre os dois países.
Veículos de esquerda destacaram a afirmação textual de Gilmar de que o processo 'tramitou de forma hígida e regular, sem qualquer vício ou nulidade', enfatizando a legitimidade institucional do Supremo como instância máxima do Judiciário brasileiro. Nessa leitura, o caso é a responsabilização de uma parlamentar que usou arma de fogo para perseguir um cidadão por motivação política, e a cooperação com a Itália é o caminho para que a condenação seja efetivamente cumprida, apesar de a ex-deputada permanecer em território italiano.
Veículos de direita enfatizaram outro ângulo do mesmo processo: a própria Corte de Cassação italiana apontou a existência de 'diversos elementos' que poderiam suscitar dúvidas sobre a imparcialidade objetiva do STF. Entre os pontos observados pelos magistrados italianos está a atuação do ministro Alexandre de Moraes, que, segundo a avaliação da Corte, teria acumulado funções ao longo da tramitação, participando do colegiado julgador e figurando ao mesmo tempo como pessoa considerada prejudicada por um dos crimes atribuídos à então deputada. Esse enquadramento alimenta o questionamento sobre devido processo e segurança jurídica nas decisões do Supremo.
O histórico recente reforça por que o desfecho ainda é incerto. Em maio, a Corte de Cassação rejeitou a extradição de Zambelli em outro processo, relacionado à condenação a 10 anos e 8 meses de prisão pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça. Desde 22 de maio, a ex-deputada está em liberdade na Itália, após aquela negativa. Agora, o foco se desloca para o segundo pedido, sobre a perseguição armada.
Ainda não se sabe se as garantias enviadas pelo Brasil serão suficientes para convencer a Justiça italiana a autorizar a extradição, nem como a Corte de Roma avaliará as objeções sobre a imparcialidade do STF. O julgamento marcado para 1º de julho deve indicar os próximos passos da disputa judicial entre os dois países.
Todos os lados reconhecem que Gilmar Mendes enviou à AGU as garantias exigidas pela Itália, que Zambelli foi condenada por ampla maioria do STF por perseguição armada em 2022, e que a Corte de Roma volta a julgar o pedido em 1º de julho.
Como cada lado cobriu
Veículos com viés à esquerda
Veículo de viés à esquerda; o texto reforça a legitimidade do STF ('processo tramitou de forma hígida e regular', 'instância máxima do Judiciário'), enfatizando a validade institucional da condenação. Ainda assim, é o único do cluster que apresenta também os questionamentos italianos sobre Moraes, dando mais contexto ao contraditório.
Veículos com viés ao centro
Relato factual: descreve a decisão de Gilmar, a condenação por ampla maioria e as datas do processo italiano. Linguagem neutra, sem vocabulário valorativo. Contextualiza a perseguição armada de 2022 sem editorializar.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar do publisher ser de viés liberal-econômico, o texto é factual e descritivo: detalha as garantias (penitenciária, acesso a advogados, informações trimestrais) e cita a defesa de Gilmar sobre a validade da condenação. Sem framing ideológico marcado.

Ministro enviou informações à AGU sobre a condenação de Zambelli por perseguir, armada, um homem nas ruas de São Paulo

Ministro informou ser possível assegurar que eventual execução da pena ocorrerá na Penitenciária Feminina de Brasília
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Gilmar Mendes defende condenação de Zambelli por perseguição armada e envia garantias à Justiça da Itália para viabilizar novo pedido de extradição da ex-deputada.

Ministro dos STF afirma que processo que condenou a ex-parlamentar foi regular e apresenta garantias exigidas pela Justiça italiana
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Padrão factual de agência: fato central, datas e descrição neutra do episódio de 2022 ('perseguiu, armada, um homem'). Sem vocabulário valorativo. Brevidade reduz a profundidade, não o equilíbrio.
Perspectivas omitidas
Perspectivas omitidas



