
Gilmar libera retomada de ações sobre ‘pejotização’ na Justiça do Trabalho até julgamento de tema no STF
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- Brasil 247Gilmar Mendes libera retomada de processos sobre pejotização no BrasilDecisão do ministro do STF encerra suspensão de ações sobre contratação via pessoa jurídica e permite avanço de 74,6 mil processos na Justiça do TrabalhoMatéria: Centro
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Análise editorial
Apesar de o veículo (Brasil 247) ter perfil LEFT, este texto específico é majoritariamente factual: relata a decisão, cita números do TST (74,6 mil processos), atribui a apuração ao UOL e expõe os dois lados do debate ('empresas argumentam flexibilidade' x 'ações questionam vínculo'). O enquadramento neutro com paridade de argumentos puxa a classificação para CENTER, ainda que o tema (vínculo empregatício, CLT) seja caro à pauta trabalhista.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou no dia 18 de junho de 2026 a retomada da tramitação dos processos que discutem a chamada pejotização na Justiça do Trabalho. A decisão revoga a suspensão que vinha mantendo paralisadas milhares de ações em todo o país e permite que esses casos voltem a ser analisados pelos tribunais trabalhistas até que o próprio Supremo julgue o mérito do tema.
A pejotização é a prática de contratar trabalhadores como pessoas jurídicas, as chamadas PJ, ou como autônomos, em vez do regime tradicional da Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT. Na maioria dessas ações, a controvérsia gira em torno de uma única pergunta: existe ou não vínculo empregatício na relação entre a empresa e o profissional contratado dessa forma.
A cobertura de centro relatou os números que dimensionam o impacto da medida. Segundo levantamento do Tribunal Superior do Trabalho citado pela imprensa, havia 74,6 mil processos relacionados à pejotização aguardando o fim da paralisação. Com a revogação da suspensão, a expectativa é que essas ações voltem gradualmente à pauta dos tribunais. O relato factual também registrou os dois argumentos centrais do debate: de um lado, empresas sustentam que o modelo oferece maior flexibilidade contratual; de outro, ações judiciais questionam se determinadas relações de trabalho têm características que justificariam o reconhecimento de vínculo.
Veículos de esquerda destacaram a dimensão social da decisão, enfatizando que a retomada dos processos devolve a milhares de trabalhadores a possibilidade de ter reconhecido o vínculo empregatício e os direitos associados a ele, como férias, décimo terceiro e recolhimento previdenciário. Nessa leitura, a pejotização aparece como forma de precarização que transfere riscos e custos da empresa para o indivíduo, e a Justiça do Trabalho cumpre um papel protetor.
Veículos de direita tendem a enquadrar o mesmo fato pela ótica da liberdade contratual e da livre iniciativa. Nessa perspectiva, a contratação via pessoa jurídica é um arranjo legítimo, que dá flexibilidade às empresas e autonomia ao profissional, e a retomada das ações reabre insegurança jurídica sobre contratos livremente pactuados entre as partes. A expectativa desse lado é que o Supremo, ao julgar o mérito, consolide o entendimento favorável à autonomia da vontade.
O que ainda não se sabe é o desfecho de fundo. A decisão de Gilmar Mendes apenas destrava a tramitação; o julgamento de mérito do tema pelo STF, que definirá em que condições a pejotização é válida, ainda não tem data confirmada. Também não está detalhada nas reportagens a fundamentação jurídica completa da decisão nem como cada um dos 74,6 mil processos será priorizado pelos tribunais a partir de agora.
Briefing
O que importa para você
- 74,6 mil processos trabalhistas paralisados voltam a tramitar.
- Trabalhadores contratados como PJ podem ter o vínculo empregatício rediscutido.
- Empresas enfrentam novamente disputas sobre contratos de prestação de serviços.
Onde os lados divergem
- Esquerda: pejotização é precarização que retira direitos da CLT, e a retomada protege trabalhadores.
- Direita: pejotização é contrato legítimo e flexível, e a retomada gera insegurança jurídica sobre acordos livres.
Onde os lados concordam
Todos os lados reconhecem que Gilmar Mendes revogou a suspensão e que 74,6 mil ações sobre pejotização voltam a tramitar na Justiça do Trabalho.
O que ainda está incerto
- Não há data confirmada para o julgamento de mérito do tema pelo STF.
- As reportagens não detalham a fundamentação jurídica da decisão nem a ordem de priorização dos processos.
Linha do Tempo
- 18 de jun. de 2026, 19:39Gilmar Mendes (STF) determina a retomada da tramitação dos processos sobre pejotização, revogando a suspensão das ações.
Fontes
Decisão do ministro do STF encerra suspensão de ações sobre contratação via pessoa jurídica e permite avanço de 74,6 mil processos na Justiça do Trabalho



