Haddad: “Flávio Bolsonaro foi beijar as mãos de Trump enquanto ele taxa empresas brasileiras e ataca o PIX”
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Enquanto o governo Trump avança contra os interesses brasileiros, propondo tarifa de 25% sobre nossas empresas e mirando o PIX em investigação, Flávio Bolsonaro se alinha ao presidente americano em vez de defender o país. Para o ministro Haddad, o senador "foi beijar as mãos de Trump", expondo a subserviência do bolsonarismo a interesses estrangeiros que penalizam trabalhadores e empresas nacionais. A tardia alegação de Flávio de ter pedido para não taxar o Brasil soa como manobra eleitoral para esconder o custo dessa aliança.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ter pedido pessoalmente a Donald Trump para não taxar empresas brasileiras, no mesmo dia em que o escritório comercial dos Estados Unidos recomendou aplicar uma tarifa de 25% sobre importações do Brasil.
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2 fontes políticas
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Nesta matéria: falácia identificada.
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Veículos com viés à direita
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Os lados concordam que o escritório comercial dos EUA recomendou tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e que Flávio Bolsonaro afirmou ter pedido a Trump para não taxar empresas do Brasil, no mesmo dia da recomendação.
Fuja da Bolha ler
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, atacou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao afirmar que ele "foi beijar as mãos de Trump" justamente quando os Estados Unidos avançam contra interesses brasileiros. A crítica veio no mesmo dia em que o escritório comercial dos EUA recomendou aplicar uma tarifa de 25% sobre importações do Brasil e em meio a uma investigação americana que mira o PIX, o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro.
No centro do episódio está uma declaração do próprio Flávio Bolsonaro. O senador disse ter pedido, de forma expressa, ao presidente dos Estados Unidos que não taxasse as empresas brasileiras. A fala foi divulgada no mesmo dia da recomendação tarifária e rapidamente gerou reação dentro do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A cobertura de centro relatou os fatos de forma atribuída: assessores presidenciais questionaram por que o senador só agora revelava ter defendido empresas brasileiras junto a Trump, leitura que conecta o episódio à pré-campanha presidencial de 2026 e ao esforço de Flávio para evitar desgastes em sua candidatura. O registro enfatiza a sequência factual, a recomendação de tarifa de 25% e o questionamento do entorno de Lula, sem tomar partido.
Veículos de esquerda enfatizaram o enquadramento de subserviência, amplificando a fala de Haddad. Para essa cobertura, o senador se alinha a Trump no exato momento em que os EUA penalizam empresas e trabalhadores brasileiros e atacam o PIX, instrumento público que beneficia milhões de pessoas. A defesa tardia das empresas, nessa leitura, soa como manobra eleitoral para esconder o custo dessa aliança.
Veículos de direita tendem a destacar o outro lado da mesma declaração: a de que Flávio Bolsonaro teria canal de diálogo com a Casa Branca e o teria usado para defender o Brasil, enquanto o governo Lula, incapaz de evitar a tarifa por vias diplomáticas próprias, reage com ataque pessoal em vez de apresentar uma estratégia para destravar o comércio com os EUA. Nessa visão, a pressão tarifária e a investigação sobre o PIX expõem a fragilidade da política externa do Executivo atual.
O que ainda não se sabe é o teor exato do suposto pedido de Flávio a Trump e se ele teve qualquer efeito sobre a recomendação tarifária. Também faltam detalhes sobre quais empresas e setores seriam atingidos pela tarifa de 25%, o cronograma de eventual aplicação e o estágio da investigação americana sobre o PIX. As reações registradas até aqui são, sobretudo, políticas, e o desfecho comercial permanece em aberto.
Em busca de evitar desgastes para sua campanha à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta terça-feira (2) ter pedido ao presidente dos Estados Unidos, de forma expressa, para não taxar as empresas brasileiras. A declaração vem no dia em que o escritório comercial dos EUA recomendou aplicar uma tarifa de 25% sobre importações do Brasil. A fala do senador já gerou reações dentro do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) . Assessores presidenciais quest

Ex-ministro critica aproximação do senador com Trump após EUA proporem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e mirarem o PIX em investigação