Gilmar Mendes quer suspender caso Moraes até STF listar juízes do caso Master
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O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, divulgou em 28 de setembro a versão escrita, com 27 páginas, da questão de ordem que suspendeu no dia 15 o julgamento sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ele propõe reunir o caso ao processo sobre a conduta de André Mendonça, redistribuir a relatoria por sorteio, identificar todos os magistrados citados nas apurações e ouvir a Procuradoria-Geral da República antes de retomar a análise.
Pelo prisma do controle institucional, a nova peça de Gilmar Mendes prolonga a suspensão de um julgamento sobre um ministro do Supremo e condiciona a retomada a uma lista ampla de magistrados de vários tribunais.
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
Toda a cobertura concorda que Gilmar Mendes quer manter suspenso o julgamento sobre Alexandre de Moraes até a identificação dos magistrados citados no caso Banco Master, com reunião dos processos, redistribuição por sorteio e manifestação da Procuradoria-Geral da República.
O ministro Gilmar Mendes divulgou a versão escrita, com 27 páginas, da questão de ordem que suspendeu o julgamento sobre Alexandre de Moraes. Ele pede a identificação de todos os magistrados citados no caso Banco Master, a redistribuição dos processos e a manifestação da Procuradoria-Geral da República antes de o STF decidir.
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, divulgou nesta segunda-feira, 28 de setembro, a versão escrita da questão de ordem que levou à suspensão do julgamento sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O caso envolve mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, citadas em relatório da Polícia Federal.
No documento, de 27 páginas, Gilmar defende que o julgamento continue suspenso até que sejam identificados todos os magistrados mencionados nas apurações do caso Master. A exigência vale para o Supremo, para o Superior Tribunal de Justiça, para o Tribunal Superior do Trabalho e para os demais tribunais do país. Segundo o decano, enquanto não se souber quais integrantes da Corte foram mencionados e em que condição, não se saberá quem pode votar e quem está impedido.
A cobertura converge sobre as quatro medidas propostas. A primeira é reunir o processo sobre Moraes ao que trata da atuação do ministro André Mendonça, relator do caso Master. A segunda é redistribuir os dois processos por sorteio, tirando-os do presidente do tribunal, Edson Fachin. A terceira é certificar os nomes dos magistrados sobre os quais recaiam indícios de recebimento indevido de valores. A quarta é abrir prazo para a manifestação da Procuradoria-Geral da República e dos citados. A proposta parte de sugestão feita pelo ministro Flávio Dino, que pediu vista do julgamento em 15 de setembro. O prazo para devolução é de 90 dias.
O texto escrito traz passagens que não foram lidas na sessão. Gilmar cita mensagens de Vorcaro que envolvem o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, e o filho dele, o advogado Kevin Marques. O decano pondera que conversas entre terceiros não bastam para concluir que houve irregularidade, mas diz que não podem ser ignoradas. Nunes Marques afirmou publicamente que não votou a favor de Vorcaro e não trocou mensagens com o empresário.
A cobertura de centro, que concentrou quase todo o noticiário, variou na ênfase. Parte dela destacou o detalhamento técnico do voto e a resposta de Nunes Marques. Outra parte deu mais espaço às críticas de Gilmar a Mendonça, a quem acusa de ter aguardado o período eleitoral para mandar produzir o relatório sobre Moraes e de levantar o sigilo para constranger os colegas. Houve também destaque para a frase do decano de que "apuração parcial é apuração viciada". O único veículo de direita que tratou do tema reproduziu texto de agência, sem enquadramento próprio, e se limitou às falas de Gilmar sobre a identificação dos ministros. Não houve, até o momento, cobertura de veículos de esquerda sobre o novo documento.
Ainda não se sabe quando Flávio Dino devolverá o processo, nem se o plenário aceitará a redistribuição e a lista ampla de magistrados. André Mendonça não respondeu, nas matérias analisadas, às acusações sobre o calendário da investigação. Também segue sem resposta se a Corte abrirá, afinal, investigação contra Alexandre de Moraes.
Em questão de ordem, ministro defende apuração de indícios envolvendo magistrados antes de o Plenário decidir quem pode participar da votação

Em documento de 27 páginas, o decano reiterou os pontos defendidos durante o julgamento do dia 15 e levanta suspeitas sobre presidente do Tribunal Superior Eleitoral

O decano do STF afirmou que o mapeamento é necessário para saber quais magistrados podem votar nos processos sobre a instituição financeira

Em voto atualizado, decano reforça citações a Nunes Marques e menciona suspeitas envolvendo outros magistrados

Ministro quer apuração de todos os magistrados dos tribunais superiores mencionados no caso. Leia no Poder360.

O ministro Gilmar Mendes, em questão de ordem, pede suspensão de julgamento relacionado ao Caso Master até saber magistrados envolvidos
