Gilmar Mendes condiciona julgamento de Moraes à lista de magistrados do caso Master
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
- Valor EconômicoGilmar quer suspender análise sobre Alexandre de Moraes no caso Master até identificação de outros ministrosEm voto atualizado, decano reforça citações a Nunes Marques e menciona suspeitas envolvendo outros magistrados(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Poder360Gilmar quer esclarecer elos do STF com Master antes de investigar MoraesMinistro quer apuração de todos os magistrados dos tribunais superiores mencionados no caso. Leia no Poder360.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- MetrópolesMaster: Gilmar quer suspender julgamento até STF mapear ministros citadosO ministro Gilmar Mendes, em questão de ordem, pede suspensão de julgamento relacionado ao Caso Master até saber magistrados envolvidos(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Briefing
O que importa para você
- O julgamento que decidiria se o STF abre investigação contra Alexandre de Moraes segue suspenso, e o prazo de devolução da vista de Flávio Dino é de 90 dias.
- A questão de ordem pede redistribuição por sorteio da relatoria hoje com o presidente Edson Fachin e a reunião das petições PET 16.662/DF e PET 16.704/DF.
- O escopo da apuração pode passar de um ministro para magistrados do STF, do STJ, do TST e de outros tribunais citados no caso do Banco Master.
Onde os lados concordam
Toda a cobertura registra os mesmos fatos: Gilmar Mendes apresentou questão de ordem pedindo a suspensão do julgamento sobre Alexandre de Moraes até a identificação dos magistrados citados nas apurações do Banco Master, e o processo está parado desde 15 de setembro por pedido de vista de Flávio Dino.
O que ainda está incerto
- Quais magistrados foram efetivamente mencionados nas apurações, informação que depende da certificação pela Secretaria Judiciária.
- Se o plenário acolherá a suspensão, a reunião dos processos e a redistribuição da relatoria.
- O teor das mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e a Alexandre de Moraes, e a resposta de André Mendonça e Kassio Nunes Marques aos questionamentos.
Em voto ajustado de 27 páginas, o decano do Supremo Tribunal Federal defendeu que a Corte só decida sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes depois de certificar quais magistrados aparecem nas apurações do Banco Master. O julgamento começou em 15 de setembro e está suspenso por pedido de vista de Flávio Dino.
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nesta segunda-feira, 28 de setembro de 2026, uma versão ajustada do seu voto na questão de ordem que discute o formato do julgamento sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no chamado caso Master. Em um documento de 27 páginas, o decano sustenta que a análise permaneça suspensa até que a Secretaria Judiciária da Corte certifique os nomes de todos os magistrados mencionados nas apurações que envolvem o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O argumento central está numa frase repetida em toda a cobertura: apuração parcial é apuração viciada, porque o recorte do objeto já constitui, ele próprio, um juízo prévio sobre o que merece e o que não merece ser esclarecido. Segundo o ministro, enquanto não se souber quais integrantes da Corte foram mencionados e em que condição, não será possível saber quem pode votar e quem está impedido nos processos relacionados. A exigência se estende, no texto, a magistrados do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e dos demais tribunais brasileiros.
A cobertura de centro relatou com detalhe as quatro medidas propostas ao plenário: reunir as petições PET 16.662/DF e PET 16.704/DF, que tratam das mensagens atribuídas a Moraes e Vorcaro e da atuação de André Mendonça na relatoria do caso; redistribuir a relatoria por sorteio, hoje com o presidente Edson Fachin; certificar os nomes dos magistrados sobre os quais recaiam indícios de recebimento indevido de valores; e abrir prazo para manifestação da Procuradoria-Geral da República e dos citados. Esses veículos também registraram as passagens mais duras do voto, nas quais o decano afirma que o relator teria aguardado a chegada do período eleitoral para determinar a produção do relatório e depois levantado o sigilo para constranger posições contrárias. No texto, Gilmar Mendes cita nominalmente Kassio Nunes Marques, que se declarou impedido depois que mensagens no celular de Vorcaro apontaram autorização de pagamento de R$ 500 mil ao advogado Kevin Marques, seu filho, e menciona ainda Luiz Fux e Dias Toffoli.
Veículos de direita deram tratamento mais enxuto ao episódio, concentrando o relato na questão de ordem em si e no efeito prático do pedido: o julgamento sobre Moraes fica parado até o mapeamento dos magistrados citados. Nessa cobertura ficaram de fora as acusações do decano contra a condução do caso por Mendonça e o valor ligado ao filho de Nunes Marques, e o enquadramento se limitou ao encadeamento processual, com o registro do pedido de vista de Flávio Dino e do prazo de 90 dias para devolução.
Veículos de esquerda não publicaram cobertura própria do episódio no conjunto analisado. A leitura provável desse lado, com base nos mesmos fatos, enfatizaria a seletividade da apuração e a circulação de dinheiro do sistema financeiro perto de magistrados de vários tribunais, tratando a exigência de identificar todos os citados como defesa do devido processo legal e do juiz natural. Do lado oposto, o enquadramento predominante seria o de adiamento e corporativismo, com um tribunal que investiga a si mesmo enquanto empurra a decisão para depois do ciclo eleitoral.
Os quatro relatos convergem nos fatos verificáveis: a análise começou em 15 de setembro, foi inteiramente tomada pela questão de ordem, terminou com pedido de vista de Flávio Dino e não chegou a discutir se a investigação contra Moraes seria ou não aberta. Na mesma sessão, o plenário formou placar de 4 a 3 para que os casos envolvendo Moraes e Mendonça fossem analisados em conjunto, e Nunes Marques declarou impedimento.
O que ainda não se sabe é quem são, de fato, os magistrados mencionados nas apurações do Banco Master, informação que depende da certificação pedida ao próprio tribunal. Também está em aberto se o plenário acolherá a suspensão e a redistribuição da relatoria, quando Flávio Dino devolverá o processo dentro do prazo de 90 dias, qual será a posição da Procuradoria-Geral da República e como André Mendonça e Kassio Nunes Marques responderão aos questionamentos. O teor das mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e a Alexandre de Moraes permanece sem detalhamento público.
Fontes

O decano do STF afirmou que o mapeamento é necessário para saber quais magistrados podem votar nos processos sobre a instituição financeira

Em voto atualizado, decano reforça citações a Nunes Marques e menciona suspeitas envolvendo outros magistrados

Ministro quer apuração de todos os magistrados dos tribunais superiores mencionados no caso. Leia no Poder360.

O ministro Gilmar Mendes, em questão de ordem, pede suspensão de julgamento relacionado ao Caso Master até saber magistrados envolvidos