Advocacia-Geral da União pede à PF que rastreie US$ 1 milhão dos EUA contra o STF
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Para a cobertura de esquerda, o repasse americano é mais um capítulo de uma campanha de ingerência do governo Trump contra a soberania brasileira e o Supremo Tribunal Federal, às vésperas da eleição. O Palácio do Planalto vê o valor como a ponta do iceberg, e a Advocacia-Geral da União reagiu pedindo investigação para proteger as instituições democráticas.
A Advocacia-Geral da União enviou notícias-crime à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República para identificar eventuais beneficiários no Brasil de US$ 1 milhão reservados pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos ao projeto "Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil", revelado pelo jornal britânico The Guardian. Não há informação de que o dinheiro tenha sido transferido.
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4 fontes políticas
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Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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A Advocacia-Geral da União enviou notícias-crime à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República após reportagem revelar que o Departamento de Estado dos EUA reservou US$ 1 milhão para financiar grupos críticos ao Supremo Tribunal Federal. Ainda não há beneficiário identificado.
A Advocacia-Geral da União (AGU) acionou nesta quinta-feira, 1º de outubro, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República para investigar quem, no Brasil, pode ter sido beneficiado por US$ 1 milhão destinados pelo governo dos Estados Unidos a um programa contra a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). As notícias-crime pedem a identificação dos possíveis destinatários do dinheiro no país e a apuração de eventual interferência estrangeira no processo eleitoral.
A iniciativa veio depois de uma reportagem do jornal britânico The Guardian, publicada na quarta-feira, 30 de setembro. Segundo o jornal, o Departamento de Estado americano, comandado pelo secretário Marco Rubio, reservou o valor do Fundo de Direitos Humanos e Democracia para um projeto chamado "Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil". O dinheiro financiaria grupos da sociedade civil que se opõem ao que o projeto descreve como excesso de atuação judicial e censura por parte do Supremo. A mesma apuração detalha US$ 176,9 milhões para 43 projetos alinhados à agenda do governo de Donald Trump em vários países, incluindo US$ 40 milhões para a Fundação Memorial das Vítimas do Comunismo.
As coberturas convergem em pontos básicos. Não há informação de que o dinheiro tenha sido efetivamente transferido, e os documentos da AGU não identificam pessoas, empresas, organizações ou partidos brasileiros que tenham recebido recursos. As matérias também lembram que o governo Trump impôs sanções ao ministro Alexandre de Moraes no ano passado, após pressão de Eduardo Bolsonaro, e que o STF virou alvo de Washington durante o julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, classificou como "repulsiva" qualquer tentativa de ingerência estrangeira na escolha do eleitorado e disse que a gravidade da denúncia justifica uma "urgente e rigorosa apuração". Os ofícios foram enviados ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
A cobertura de centro relatou o caso de forma factual, reproduzindo a reportagem estrangeira, a resposta do Departamento de Estado, segundo a qual os projetos buscam apoiar aliados na defesa de direitos e da soberania, e a tentativa sem retorno de ouvir o STF. Veículos de esquerda destacaram a leitura do Palácio do Planalto, que viu no financiamento um sinal de ingerência americana na eleição e apenas "a ponta do iceberg". Esses veículos também deram espaço à senadora democrata Jeanne Shaheen, que denunciou uma campanha de interferência e desestabilização no Brasil, e à informação de que Rubio assinou um memorando para contornar o bloqueio dela a repasses. Até o momento, nenhum veículo de direita cobriu o caso entre as fontes reunidas, de modo que não há enquadramento desse campo a registrar.
Ainda não se sabe se o dinheiro chegou a algum grupo no Brasil, quem seriam os eventuais beneficiários e se houve conduta criminosa. O STF também não se manifestou publicamente sobre a reportagem. Caberá à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República decidir que providências tomar a partir das notícias-crime.
O governo de Donald Trump destinou US$ 1 milhão para financiar uma campanha contra o STF, no Brasil. As revelações foram publicadas nesta quinta-feira pelo


Durante o julgamento por tentativa de golpe de Estado no Brasil, que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão, o STF virou alvo do governo Trump.
Governo aciona PF e PGR para investigar suposto repasse de US$ 1 milhão dos EUA destinado a ações contra o STF
