
Mateus Simões indica Márcio Nunes ao comando da Cemig, estatal de Minas Gerais
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O Estado de Minas Gerais, acionista controlador da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), indicou Márcio Augusto Vasconcelos Nunes para a presidência da estatal. A informação foi comunicada pela companhia em 28 de agosto de 2026 e reiterada em fato relevante em 31 de agosto. Alexandre Ramos Peixoto, presidente até então, foi indicado para membro e presidente do conselho de administração, e o vice-presidente jurídico Sérgio Pessoa de Paula Castro foi indicado para uma cadeira no colegiado. Todas as indicações dependem dos ritos de governança previstos na legislação e no estatuto social da empresa.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
O Estado de Minas Gerais, acionista controlador da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), indicou Márcio Augusto Vasconcelos Nunes para a presidência da estatal. A informação foi comunicada pela companhia em 28 de agosto de 2026 e reiterada em fato relevante em 31 de agosto.
Direita
O governo de Minas Gerais agiu rápido para preservar a governança da Cemig depois que a Polícia Federal citou um ex-diretor da subsidiária de energia solar. Márcio Augusto Vasconcelos Nunes chega com passagem por duas estatais mineiras, a Copasa e a Gasmig, e o presidente que sai vai para o conselho de administração, arranjo que mantém memória de gestão enquanto separa comando executivo e supervisão.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Cobertura factual que amplia a nota societária com o contexto do conflito político em torno da Cemig SIM. Usa termos cautelosos ('suspeitas', 'suposto envolvimento', 'eventuais irregularidades') e atribui o núcleo ao fato relevante da estatal, sem tomar partido do governo ou dos executivos deslocados. O desequilíbrio é de fontes, não de enquadramento: cita pessoas em situação delicada sem colher réplica.
Perspectivas omitidas
Texto de mercado no registro mais neutro possível: informa quem foi indicado, para qual cargo, quem sai para o conselho e que tudo depende de ritos de governança. Nenhum adjetivo valorativo, nenhum enquadramento ideológico. O limite é de escopo, não de viés: a nota trata o movimento como fato corporativo e omite a disputa política que o motivou.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O texto é estruturado como perfil factual (datas, patrimônio declarado ao TSE, histórico partidário), mas o enquadramento econômico é apresentado sem contraponto: privatizações aparecem como realização mensurável e a frase 'quero privatizar tudo, a começar pela Petrobras' é reproduzida como programa, não como ponto em disputa. O vocabulário de choque fiscal e redução de gastos públicos, sem custo social associado, alinha o artigo ao campo da direita, ainda que ele registre fatos desabonadores como o rompimento com o bolsonarismo.
Perspectivas omitidas
O governo de Minas Gerais, acionista controlador da Cemig, indicou Márcio Augusto Vasconcelos Nunes para a presidência da estatal de energia, enquanto o atual presidente, Alexandre Ramos Peixoto, foi indicado para o conselho de administração. O movimento acontece em meio à apuração de suspeitas na Cemig SIM e ainda depende dos ritos de governança da companhia.
O Estado de Minas Gerais, acionista controlador da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), indicou Márcio Augusto Vasconcelos Nunes para a presidência da empresa. A própria companhia comunicou a indicação na sexta-feira, 28 de agosto de 2026, e a reiterou em fato relevante na segunda-feira, 31. No mesmo movimento, Alexandre Ramos Peixoto, presidente da estatal até aqui, foi indicado para as posições de membro e presidente do conselho de administração, enquanto Sérgio Pessoa de Paula Castro, vice-presidente jurídico da companhia, foi indicado para uma cadeira no colegiado. A Cemig informou que todas as indicações ainda dependem dos ritos de governança previstos na legislação e no estatuto social, ou seja, precisam passar pelas instâncias internas da empresa antes de valer.
Márcio Augusto Vasconcelos Nunes não é estreante na administração de empresas públicas mineiras. Ele já presidiu a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e a Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig). A troca no comando havia sido antecipada pelo governador Mateus Simões, do PSD, que ocupa o cargo depois que Romeu Zema deixou o governo estadual para disputar a Presidência da República.
O contexto político do movimento é uma disputa em torno de suspeitas de corrupção na Cemig SIM, braço de energia solar da estatal. O governador havia proposto deslocar Alexandre Ramos Peixoto e Sérgio Pessoa de Castro para a subsidiária, com a missão de aprofundar a apuração de eventuais irregularidades. Antes disso, foi demitido Rubens Soalheiro, então diretor comercial da Cemig SIM, citado pela Polícia Federal por suposto envolvimento com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A cobertura de centro concentrou-se nesse encadeamento factual: quem foi indicado, para qual cargo, quem sai da presidência executiva para o conselho, e a ressalva de que nada está consumado até o cumprimento dos ritos de governança. Foi essa vertente que ligou explicitamente a mudança societária à apuração na subsidiária de energia solar e ao episódio envolvendo o banqueiro, tratando os dois fatos como partes do mesmo arco.
Entre os veículos de direita presentes no material analisado, a troca de comando na Cemig não foi tratada de forma direta. O texto desse campo é um perfil do ex-governador Romeu Zema, hoje candidato à Presidência pelo partido Novo, que destaca a transferência de 118 empresas estaduais à iniciativa privada durante seus oito anos de governo e reproduz a promessa de privatizar, nas palavras dele, tudo, a começar pela Petrobras. O enquadramento importa para entender o pano de fundo: a Cemig segue sob controle acionário do Estado, e a discussão sobre quem deve comandá-la convive com a defesa, nesse campo, de tirar o poder público do controle de empresas de energia.
Não houve, até o momento, cobertura de veículos de esquerda sobre a indicação. O ângulo que essa vertente costuma acionar em casos assim, o de que energia elétrica é serviço essencial e que cargo em estatal exige critério técnico e controle social em vez de rodízio decidido no gabinete do governador, não aparece no conjunto reunido. Nenhuma reportagem do material questiona a escolha do nome nem cobra a divulgação dos critérios que levaram a ela.
A divergência de cobertura, portanto, é menos de interpretação do que de recorte. A cobertura de centro dividiu-se entre a nota estritamente societária, que descreve as indicações sem citar a apuração, e a reportagem que coloca o conflito político no primeiro parágrafo. Uma leitura sugere um ajuste rotineiro de governança em companhia de capital aberto; a outra, uma resposta de gestão de crise a um caso que chegou à Polícia Federal.
O que ainda não se sabe é considerável. Não há data divulgada para a reunião do conselho de administração ou para a assembleia que precisa referendar as indicações, nem esclarecimento sobre se Alexandre Ramos Peixoto e Sérgio Pessoa de Castro assumirão de fato funções na Cemig SIM, como o governador havia proposto. Também não foi informado o estágio da apuração sobre a subsidiária, nem se há investigação formal em curso contra a companhia. Os executivos citados e o diretor demitido não tiveram manifestação registrada nas reportagens. Por fim, o governo estadual não tornou públicos os critérios técnicos que levaram à escolha do novo nome para o comando da estatal.
A cobertura converge em três pontos: o Estado de Minas Gerais indicou Márcio Augusto Vasconcelos Nunes para presidir a Cemig; Alexandre Ramos Peixoto deixa a presidência executiva e foi indicado para o conselho de administração; e nenhuma das indicações vale antes de cumpridos os ritos de governança da companhia.

Executivo deve substituir Alexandre Peixoto, que foi indicado para presidir o conselho de administração da estatal

Herdeiro de um dos conglomerados mais tradicionais do estado mineiro, o ex-governador venceu sua primeira disputa política em 2018 e foi reeleito em 2022

Executivo já foi presidente da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig).
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