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O cerco politico-juridico ao bolsonarismo avancou em duas frentes em 25 de junho de 2026. O Ministerio da Justica informou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que pediu aos EUA informacoes atualizadas sobre a carta rogatoria para notificar o blogueiro Paulo Figueiredo, denunciado pela PGR por coacao no processo da trama golpista. Em paralelo, o PL protocolou no TSE uma representacao pedindo a suspensao das campanhas publicitarias do governo Lula, alegando estouro de cerca de 30% no teto de gastos do periodo eleitoral. A Secom negou irregularidades.
O bolsonarismo e o governo Lula travaram em 25 de junho de 2026 mais um capitulo da disputa que mistura Judiciario e eleicao. Em duas frentes distintas, mas convergentes no enredo politico, o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral viraram palco de movimentos opostos: de um lado, o avanco do processo da trama golpista contra um aliado da familia Bolsonaro; de outro, a ofensiva do Partido Liberal contra a propaganda do governo federal.
No STF, o Ministerio da Justica informou ao ministro Alexandre de Moraes ter pedido aos Estados Unidos informacoes atualizadas sobre a carta rogatoria destinada a notificar o blogueiro Paulo Figueiredo. Ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da Republica por coacao no curso do processo, a mesma acao que condenou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de reclusao e levou Jair Bolsonaro a uma pena de 27 anos e tres meses. Como Figueiredo tem residencia permanente nos EUA, a Justica brasileira depende da cooperacao internacional para cita-lo. Sem essa notificacao, o processo nao pode avancar.
A cobertura de veiculos de esquerda enfatiza a gravidade da acusacao: segundo a PGR, Figueiredo teria agido em conluio com o governo norte-americano contra o Brasil, articulacao a que se atribuem o cancelamento de vistos de autoridades, o tarifaco e a aplicacao da Lei Magnitsky contra Moraes, tudo para conquistar anistia a Bolsonaro. Nesse enquadramento, o Judiciario apenas cumpre o devido processo legal diante de uma ofensiva externa contra a soberania nacional.
A cobertura de centro relatou, com paridade, o segundo eixo da story: a representacao protocolada pelo PL no TSE pedindo a suspensao imediata das campanhas publicitarias institucionais do governo federal. Com base em dados do Portal da Transparencia e do Siga Brasil, o partido sustenta que a gestao Lula ultrapassou em cerca de 30% o teto de gastos com propaganda permitido no primeiro semestre de ano eleitoral, o equivalente a R$ 167,6 milhoes acima do limite, em suposta violacao do artigo 73 da Lei das Eleicoes. A acao foi distribuida ao ministro Andre Mendonca. Procurada, a Secretaria de Comunicacao Social da Presidencia negou irregularidades e afirmou cumprir integralmente a legislacao.
Veiculos de direita enfatizam justamente esse ponto: o uso da maquina publica em beneficio do pre-candidato a reeleicao. Para esse campo, campanhas do Novo PAC, do Plano Brasil Soberano, da COP30 e da ampliacao da isencao do Imposto de Renda funcionariam como propaganda eleitoral disfarcada, e a acao judicial contra Figueiredo seria mais um episodio de criminalizacao de opositores. Ja a esquerda le a representacao do PL como manobra para silenciar a comunicacao de politicas sociais legitimas.
O que ainda nao se sabe e como os Estados Unidos responderao ao pedido de informacoes sobre a carta rogatoria, nem se Figueiredo sera efetivamente notificado, dado que mantem uma rede consolidada de contatos no pais. Tambem permanece em aberto a decisao de Mendonca sobre o pedido liminar do PL e a verificacao independente dos numeros apresentados pelo partido, ainda nao confrontados com gastos de gestoes anteriores no mesmo periodo.
Todos os lados reconhecem que ha um processo no STF sobre a trama golpista que depende da notificacao de Paulo Figueiredo nos EUA, e que o PL acionou o TSE contra os gastos de publicidade do governo Lula em ano eleitoral.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Apura o fato com precisao processual, mas adota enquadramento alinhado a acusacao: trata como dado a atuacao de Figueiredo 'em conluio com o governo norte-americano contra o Brasil' e atribui tarifas e Lei Magnitsky a essa atuacao, reproduzindo a tese da PGR sem contraponto. Bloco institucional de CartaCapital ('combate a desigualdade', 'democracia digna do nome') reforca o vies editorial de esquerda.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Reporta a representacao do PL com paridade: expoe os numeros e a tese do partido (estouro de R$ 167,6 milhoes, art. 73) e publica a nota integral da Secom negando irregularidades. Vocabulario neutro, atribui as alegacoes aos advogados do partido sem endossa-las. Equilibrio entre acusacao e defesa caracteriza enquadramento de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

A PGR denunciou o blogueiro bolsonarista por coação no curso do processo da trama golpista

Partido de Flávio Bolsonaro alega que despesas da Secom e gastos gerais com publicidade institucional superaram em até 30% os limites permitidos pela lei

Partido de Flávio Bolsonaro alega que despesas da Secom e gastos gerais com publicidade institucional superaram em até 30% os limites permitidos pela lei
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Republicacao identica ao artigo anterior. Cobertura equilibrada da representacao do PL no TSE, com numeros tecnicos e a nota integral da Secom em contraponto. Linguagem neutra e atribuicao explicita das alegacoes ao partido sustentam o perfil de centro.
Perspectivas omitidas



