Senadores dos EUA cobram Marco Rubio sobre interferência na eleição do Brasil
2 veículos de esquerda · 2 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
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Como decidimos →Para veículos de esquerda, os dois movimentos formam um mesmo padrão: o governo Trump destina dinheiro de um fundo de direitos humanos a grupos que se oponham ao Supremo Tribunal Federal, depois de já ter sancionado o ministro Alexandre de Moraes pela Lei Magnitsky, enquanto aliados de Jair Bolsonaro pressionam Washington. A carta dos senadores democratas aparece como reconhecimento, dentro dos próprios Estados Unidos, de que há interferência na soberania brasileira às vésperas da eleição.
Os senadores democratas Jeanne Shaheen, Peter Welch e Tim Kaine enviaram, em 28 de setembro, uma carta ao secretário de Estado Marco Rubio acusando o governo de Donald Trump de usar pressão diplomática, econômica e política para enfraquecer as instituições brasileiras antes da eleição presidencial de 4 de outubro.
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As duas coberturas relatam que os senadores democratas Jeanne Shaheen, Tim Kaine e Peter Welch enviaram carta ao secretário de Estado Marco Rubio acusando o governo Trump de interferência no Brasil e cobrando o reconhecimento do resultado da eleição de 2026.
Três senadores democratas enviaram carta ao secretário de Estado Marco Rubio acusando o governo Trump de pressionar as instituições brasileiras antes da eleição de 4 de outubro. Na mesma semana, documentos mostraram um repasse de US$ 1 milhão a grupos que se oponham ao que Washington chama de censura do Supremo Tribunal Federal.
Três senadores democratas dos Estados Unidos acusaram formalmente o governo de Donald Trump de tentar interferir na eleição presidencial brasileira. Jeanne Shaheen, Peter Welch e Tim Kaine enviaram, na segunda-feira, 28 de setembro, uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio. No texto, afirmam que Washington usa pressão diplomática, econômica e política para enfraquecer as instituições democráticas do Brasil antes da votação de 4 de outubro.
Na mesma semana, documentos revelados por um jornal britânico mostraram que o Departamento de Estado destinou 1 milhão de dólares a um programa chamado Combate ao lawfare e à censura no Brasil. O dinheiro sai do Fundo de Direitos Humanos e Democracia e deve financiar grupos da sociedade civil que se oponham ao que o programa chama de excesso de atuação judicial e censura do Supremo Tribunal Federal.
A cobertura de centro relatou os termos da carta. Os senadores lembram que, em 2025, o governo americano recorreu a tarifas e sanções na tentativa de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Criticam a nomeação de Darren Beattie para cuidar de assuntos ligados ao Brasil no Departamento de Estado. Citam ainda a reunião no Salão Oval entre Trump e o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência. A carta termina com duas perguntas, e a principal é se o governo vai reconhecer o resultado certificado da eleição. O documento repete, em grande parte, outro enviado dias antes por 31 parlamentares, entre eles Bernie Sanders e Alexandria Ocasio-Cortez.
Sobre o repasse, os relatos coincidem em alguns pontos. O projeto brasileiro está entre 43 repasses que somam 176,9 milhões de dólares. Os recursos foram empenhados em 30 de setembro, horas antes do fim do ano fiscal americano. Segundo um assessor democrata, Rubio assinou um memorando para superar bloqueios de Shaheen sobre repasses de 22 milhões de dólares. O Departamento de Estado afirmou que os programas seguem em deliberação ativa.
Os enquadramentos divergem. Veículos de esquerda trataram o repasse como uma campanha contra o Supremo e o ligaram às sanções impostas em julho de 2025 ao ministro Alexandre de Moraes, pela Lei Magnitsky. Também destacaram a pressão de Eduardo Bolsonaro e de Paulo Figueiredo por novas medidas contra a Corte, e apresentaram a carta dos senadores como prova de interferência. A cobertura de centro se limitou a descrever a carta e registrar que o Itamaraty e o Departamento de Estado foram procurados e não responderam. Veículos de direita não publicaram sobre o tema entre as fontes reunidas nesta história.
O que ainda não se sabe é quais organizações brasileiras vão receber o dinheiro, já que os documentos não as identificam. Também não há resposta de Marco Rubio às perguntas dos senadores, nem manifestação do governo brasileiro sobre a carta.
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