Greca anuncia que comporá chapa de Sandro Alex no Paraná, após dizer que ‘não seria vice de ninguém’
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O grupo do governador consolidou uma chapa competitiva ao unir o PSD ao MDB e a mais cinco legendas, com o objetivo de dar continuidade a uma gestão que se apresenta como responsável pelo crescimento acima da média nacional. O preço foi alto em credibilidade: o novo vice havia afirmado publicamente que não aceitaria o posto, e a costura irritou aliados que já haviam aberto mão de disputas em nome do acordo. O movimento também isola o senador Sérgio Moro, líder nas pesquisas, que perdeu o apoio da federação União Brasil-PP.
O ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB) desistiu da pré-candidatura ao governo do Paraná e passou a integrar como vice a chapa de Sandro Alex (PSD), nome apoiado pelo governador Ratinho Júnior. O anúncio ocorreu em 31 de julho, em evento na capital, e foi oficializado na convenção estadual do MDB em 2 de agosto.
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Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Toda a cobertura registra os mesmos fatos: Greca abandonou a candidatura própria, aceitou a vice na chapa de Sandro Alex após convite do governador, entregou seu plano de governo ao candidato e teve a indicação oficializada na convenção do MDB em 2 de agosto. Há acordo também sobre o tamanho do arco de alianças, que passou a reunir sete legendas, e sobre a liderança de Sérgio Moro nas pesquisas divulgadas antes do acerto.
O ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB) desistiu da pré-candidatura ao governo do Paraná e aceitou disputar a eleição de outubro como candidato a vice na chapa de Sandro Alex (PSD), nome escolhido pelo governador Ratinho Júnior para tentar sucedê-lo. O anúncio foi feito em 31 de julho, em evento na capital paranaense com a presença do governador, e foi ratificado em 2 de agosto, na convenção estadual do MDB realizada no centro de Curitiba.
Os relatos convergem no essencial. Greca deixou o PSD em março, depois de perder espaço na disputa pela indicação ao governo, filiou-se ao MDB e passou a se apresentar como pré-candidato. A mudança de rota veio após reuniões com o governador, que formalizou o convite pessoalmente. No ato de anúncio, o ex-prefeito entregou a Sandro Alex o plano de governo que havia preparado para a própria candidatura e pediu que fosse incorporado à campanha. Com a adesão do MDB, o arco de apoios ao candidato do PSD passou a reunir também PP, União Brasil, PSDB, Cidadania e Republicanos, bloco que comanda a maioria das prefeituras do estado. A cobertura de centro registrou o roteiro do evento e da convenção, reproduziu os discursos de Greca, de Sandro Alex e do governador e lembrou que a pesquisa Genial/Quaest divulgada em 27 de julho colocava o senador Sérgio Moro (PL) e o deputado estadual Requião Filho (PDT) à frente nos cenários de primeiro turno.
As divergências aparecem no que cada lado escolheu enfatizar. Veículos de direita destacaram dois pontos ausentes do registro protocolar. O primeiro é a contradição pública: em entrevista de 23 de junho, Greca afirmou que ser vice de Sandro Alex seria uma negação de sua história e, no início de julho, escreveu nas redes sociais que não seria vice de ninguém. O segundo é o efeito colateral do acordo dentro da própria base. Segundo essa cobertura, a negociação incluiria a viabilização de uma candidatura do MDB ao Senado, o que teria surpreendido o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (Republicanos), que abriu mão de disputar o governo a pedido do governador e passou a trabalhar pela candidatura do PSD. Pessoas próximas ao deputado descreveram o movimento como quebra dos entendimentos construídos nos últimos meses, e o partido ficou de avaliar a permanência na aliança em sua convenção estadual. Parte da cobertura de direita também leu o arranjo pelo tabuleiro nacional, ressaltando o isolamento de Sérgio Moro, que perdeu o apoio da federação União Brasil-PP e migrou para o PL.
Há um vazio relevante nessa cobertura: veículos de esquerda não trataram do episódio, o que deixou sem registro o ponto de vista do campo de oposição ao governo estadual, representado na disputa por nomes como Requião Filho. O leitor recebe, assim, a leitura do bloco governista e a de seus críticos à direita, sem contraponto do outro lado do espectro.
O que ainda não se sabe é considerável. As duas vagas ao Senado pelo grupo governista seguiam indefinidas, com os nomes de Alexandre Curi, da jornalista Cristina Graeml, do ex-secretário Guto Silva e do ex-governador Álvaro Dias em circulação. Não há resposta pública do PSD ou do MDB ao desconforto atribuído ao Republicanos, nem confirmação de que o partido mantém o apoio à chapa. Também não se sabe quanto do plano de governo entregue por Greca será de fato incorporado à campanha, nem se a soma das legendas altera o quadro de intenções de voto medido antes do acordo.
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Ex-prefeito de Curitiba sela aliança com candidato de Ratinho Júnior após dizer que não seria vice dele

Ex-prefeito de Curitiba confirmou decisão nesta sexta-feira (31). Acordo foi firmado entre o MDB, partido de Greca, e o PSD, do atual governador Ratinho Junior e de Sandro Alex.

Ex-prefeito de Curitiba desistiu de candidatura ao governo do Estado e formará chapa com Sandro Alex (PSD)

Alexandre Curi avalia os próximos passos após acordo que inclui Rafael Greca na chapa de Sandro Alex. Leia na Gazeta do Povo.

Nesta matéria: viés de centro.