Greve dos caminhoneiros: o que se sabe até agora sobre a paralisação
1 veículo de centro · 2 veículos de direita

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A cobertura de direita relata a paralisação como resultado de um imbróglio político no Senado, atribuído por lideranças da categoria a uma disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em torno da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Veículos de direita enfatizam o risco de a mobilização pressionar o Legislativo por meio de bloqueios logísticos e o custo regulatório da MP para as empresas transportadoras, que passam a enfrentar multas de até R$ 10 milhões em caso de descumprimento do piso mínimo do frete.
Caminhoneiros ligados à Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) iniciaram, nesta segunda-feira, uma paralisação para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a colocar em votação a Medida Provisória do Piso do Frete antes do vencimento do prazo, em 16 de julho.
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3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Enquanto a cobertura de centro (CNN Brasil) limitou-se aos fatos operacionais da paralisação, os veículos de direita (Veja e O Antagonista) atribuíram o atraso da votação a uma disputa política entre Lula e Alcolumbre em torno da indicação de Jorge Messias ao STF, hipótese não confirmada de forma independente.
Todos os veículos concordam que a paralisação foi convocada pela Abrava para pressionar o Senado a votar a MP do Piso do Frete até 16 de julho, e que, até o momento, a Polícia Militar de São Paulo não registrou impacto no trânsito.
Caminhoneiros ligados à Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) iniciaram, na madrugada desta segunda-feira, 13 de julho, uma paralisação para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a colocar em votação a Medida Provisória do Piso do Frete antes de ela perder a validade, na quinta-feira, 16 de julho. A mobilização foi anunciada pelo presidente da Abrava, Wallace Landim, conhecido como Chorão, que orientou os motoristas a suspenderem novas viagens enquanto aguardam uma sinalização do Senado até terça-feira.
A cobertura de centro relatou que a Medida Provisória, publicada pelo governo federal em março e aprovada pela Câmara dos Deputados em 17 de junho, estabelece regras mais rígidas de fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário, com base na Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. Empresas que descumprirem o pagamento do valor mínimo poderão ser multadas entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões, além de ficarem sujeitas à suspensão das atividades de transporte. Até o momento, segundo a Polícia Militar de São Paulo, a manifestação, concentrada em Santos e reunindo cerca de 70 pessoas, não provocou bloqueios nem impacto no trânsito da região.
Veículos de direita, como O Antagonista e Veja, deram destaque ao imbróglio político por trás do atraso na votação. Segundo relato do próprio Chorão à Veja, a demora do Senado em pautar a MP estaria ligada a uma disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Davi Alcolumbre, motivada por divergências em torno da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, hipótese atribuída à liderança da categoria, sem confirmação independente do Senado ou do Palácio do Planalto. Essa cobertura também enfatizou o custo regulatório da MP para as transportadoras e o risco de a paralisação se ampliar para portos e rodovias em todo o país caso o Senado não vote o texto até o prazo final.
Não há, até o fechamento desta reportagem, cobertura identificada como de esquerda sobre o episódio. Ainda assim, a leitura provável desse campo, a partir dos mesmos fatos relatados pelos demais veículos, tenderia a enquadrar a MP como um instrumento de proteção a trabalhadores autônomos diante do poder de barganha de grandes transportadoras e embarcadores, e o atraso do Senado em votá-la como uma resistência institucional a uma pauta de defesa do trabalhador.
Além da aprovação da MP, os caminhoneiros reivindicam isenção de pedágio para veículos vazios e redução do ICMS sobre os combustíveis, medidas que, segundo a categoria, ajudariam a reduzir custos operacionais. A Abrava afirma acreditar que cerca de 60% dos caminhoneiros apoiariam uma greve caso a medida provisória não seja votada antes do vencimento, e que a categoria estaria hoje mais organizada do que na paralisação de 2018.
O que ainda não se sabe é se o Senado incluirá a MP na pauta de votações a tempo de evitar a perda de validade, na quinta-feira, 16 de julho, nem qual será a real adesão dos caminhoneiros à paralisação, já que a estimativa de 60% de apoio parte da própria liderança do movimento e ainda não foi testada na prática. Também não há confirmação independente sobre a disputa política entre Lula e Alcolumbre citada como motivo do atraso na votação.
Manifestação ocorre para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a colocar em votação a "MP do Frete"

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Chorão, líder da categoria, convocou caminhoneiros para cruzar os braços e condiciona fim do movimento à votação da MP do Piso do Frete no Senado
