
Os Reis das Emendas: PP, União, PL e Republicanos lideram ranking do esquema originado no Orçamente Secreto
Toque num lado para ler o resumo dele.
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.

Toque num lado para ler o resumo dele.
2 fontes políticas
Como decidimos →Um relatório da Transparência Brasil, divulgado em 13 de julho de 2026, mostra que PP, União Brasil, PL e Republicanos concentram a maior parte das chamadas 'emendas de liderança' na Câmara dos Deputados, modalidade em que o autor real da indicação não é identificado publicamente. Em 2025, esses quatro partidos somaram cerca de 94% dos R$ 1,3 bilhão distribuídos dessa forma, com recursos fortemente concentrados nos estados de origem dos líderes de bancada.
Veículos com viés à esquerda
Análise editorial
O texto usa vocabulário carregado ('laranjas institucionais', 'antro de corrupção', 'clã Bolsonaro') e enquadra explicitamente o esquema como continuidade do governo Jair Bolsonaro e do Centrão, associando o PL à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e o Rio de Janeiro ao 'clã Bolsonaro'. A seleção de fatos, ao omitir a entrada do PT na lista em 2026, reforça uma narrativa de esquerda contra as forças que sustentaram o bolsonarismo.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
Análise editorial
O artigo reproduz os dados do relatório da Transparência Brasil em formato tabular, com citações diretas do documento, sem adjetivação carregada. Cita todos os partidos e estados beneficiados, incluindo Piauí (Ciro Nogueira) e Maranhão (Pedro Lucas Fernandes), com tratamento descritivo uniforme. A principal fragilidade é não conectar explicitamente o esquema ao Orçamento Secreto e à decisão do STF, o que reduz o contexto para o leitor.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Um relatório da organização Transparência Brasil, divulgado em 13 de julho de 2026, revelou que quatro partidos concentram a maior parte das chamadas emendas de liderança na Câmara dos Deputados: PP, União Brasil, PL e Republicanos. Juntas, essas siglas foram responsáveis por cerca de 94% dos R$ 1,3 bilhão distribuídos nessa modalidade em 2025, segundo o levantamento, que cruzou dados da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso Nacional com o Portal da Transparência.
As emendas de liderança são aprovadas em nome dos líderes de bancada, sem indicar o deputado que de fato solicitou o recurso. A cobertura de centro relatou que o PP lidera o ranking, com R$ 427,7 milhões em 464 indicações, seguido por União Brasil (R$ 288,7 milhões), PL (R$ 254,3 milhões) e Republicanos (R$ 218,4 milhões). Mais da metade dos recursos do PP foi destinada ao Piauí, reduto eleitoral do senador Ciro Nogueira, presidente do partido e candidato à reeleição. O União Brasil concentrou 47% de seus recursos no Maranhão, base do deputado Pedro Lucas Fernandes. A prática persiste em 2026: até 29 de maio já haviam sido registrados R$ 373,8 milhões nesse formato, com o Republicanos respondendo por quase um terço do total e o PT ingressando pela primeira vez na lista, com R$ 107,5 milhões.
Veículos de esquerda destacaram que o mecanismo reproduz a lógica do antigo Orçamento Secreto, declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em dezembro de 2022 por concentrar recursos sem transparência sobre a autoria. Nessa leitura, líderes partidários funcionam como laranjas institucionais que assinam formalmente as indicações, enquanto a escolha real dos beneficiários ficaria a cargo de outros parlamentares não identificados. Essa cobertura associa o esquema majoritariamente ao Centrão e a partidos que sustentaram o governo de Jair Bolsonaro, citando que o PL abriga a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e que o Rio de Janeiro, base eleitoral do clã Bolsonaro, é o principal destino dos recursos.
Até o momento, não há cobertura ampla do caso por veículos de direita. Uma leitura provável desse campo, a partir dos próprios dados do relatório, tenderia a enfatizar a necessidade de regras orçamentárias mais rígidas e de fiscalização independentemente do partido no poder, notando que o PT também passou a usar o mesmo mecanismo em 2026 — o que relativizaria uma leitura estritamente partidária do problema e reforçaria o argumento de responsabilidade institucional sobre o gasto público.
O que ainda não se sabe: a Transparência Brasil afirma que a Câmara dos Deputados deu respostas evasivas ao ser questionada sobre as atas das reuniões em que os beneficiários das emendas são escolhidos, o que impede verificar se as indicações resultam de consenso das bancadas ou de decisões de um grupo restrito de parlamentares. Também não foi possível identificar a origem de R$ 821 milhões em recursos empenhados que não puderam ser associados a nenhuma indicação registrada pela Câmara ou pelo Senado.
Ambos os lados reconhecem que o relatório da Transparência Brasil aponta PP, União Brasil, PL e Republicanos como os maiores usuários das emendas de liderança em 2025, que a autoria real das indicações não é identificada e que os recursos se concentram nos estados de origem dos líderes de bancada, como Piauí (PP) e Maranhão (União Brasil).

De acordo com relatório da Transparência Brasil, R$ 1,3 bilhão foram repassados sem identificação do deputado responsável pela emenda

Relatório da Transparência Brasil, divulgado nesta segunda-feira (13), revela que PP, de Ciro Nogueira, União Brasil, de Antônio Ruêda, e PL, de Valdemar da
Receba o recorte de amanhã.
Todo dia útil, as principais histórias com a divisão entre esquerda, centro e direita, e o ponto cego que um dos lados deixou passar.
Um e-mail por dia útil. Cancelar é um clique, em qualquer edição.



