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O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou, em entrevista à Jovem Pan, lamentar a ausência de um nome do PSDB na disputa estadual de 2026, após as desistências de Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão). Haddad disse ter respeito pelo partido apesar das divergências ideológicas e citou Alckmin, FHC e Mário Covas como referências éticas.
O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, afirmou lamentar a ausência de um nome do PSDB na disputa estadual de 2026. A declaração foi dada em entrevista ao programa Direto ao Ponto, da Jovem Pan, e veio depois das desistências de Paulo Serra, do PSDB, e de Kim Kataguiri, da Missão, que abandonaram a corrida ao Palácio dos Bandeirantes. Serra anunciou que disputará uma vaga na Câmara dos Deputados em outubro.
"Eu lamentei que o PSDB não tenha nem ensaiado uma retomada", disse Haddad. O petista afirmou que nunca acreditou na candidatura de Kataguiri, a quem chamou de pessoa frágil, inexperiente e de pouca expressão pública, mas que torcia para que o PSDB tentasse ressurgir na disputa. Apesar das divergências ideológicas, Haddad declarou ter sempre respeitado o partido com o qual o PT polarizou a política brasileira entre 1994 e 2014, e citou Geraldo Alckmin, hoje no PSB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-governador Mário Covas como referências éticas e de valores.
A cobertura de centro relatou de forma factual o ponto mais incisivo da fala: para Haddad, o PSDB foi substituído nos governos estaduais por políticos que, segundo ele, não comungam valores como a verdade, a democracia e a luta contra a violência. Ele nomeou Cláudio Castro, do PL no Rio de Janeiro, Romeu Zema, do Novo em Minas Gerais, e Tarcísio de Freitas, do Republicanos em São Paulo. Veículos de esquerda tendem a destacar esse trecho como o reposicionamento do PT na condição de guardião de um campo democrático diante do avanço da direita, valorizando o legado ético do antigo tucanato.
Veículos de direita, por sua vez, enfatizaram o contexto eleitoral em que a declaração se insere. A desistência de Paulo Serra abre caminho para um possível apoio do PSDB paulista à candidatura de reeleição de Tarcísio de Freitas, que lidera as pesquisas e, segundo levantamentos, venceria Haddad em um eventual segundo turno. Nessa leitura, o aceno do petista às lideranças históricas do tucanato aparece como tentativa de atrair votos de centro num cenário adverso. A cobertura também recupera o histórico de embates: Haddad derrotou José Serra na eleição municipal de 2012, mas foi superado por João Doria, então no PSDB, ainda no primeiro turno em 2016.
O que ainda não se sabe é se o PSDB de São Paulo formalizará apoio a Tarcísio, qual será a composição final das chapas e como os políticos citados por Haddad responderão às críticas. As reportagens não trazem manifestação de Castro, Zema, Tarcísio ou da direção do PSDB sobre as falas do pré-candidato petista.
A saída do PSDB abre caminho para apoio tucano à reeleição de Tarcísio, que lidera as pesquisas e venceria Haddad no segundo turno; a corrida ao governo de SP em outubro de 2026 tende a se polarizar entre PT e a direita.
Esquerda e direita reconhecem que, com a desistência de Paulo Serra, o PSDB fica sem candidato próprio ao governo de São Paulo e que a disputa central se dará entre Haddad e Tarcísio de Freitas.
Não se sabe se o PSDB-SP formalizará apoio a Tarcísio, como ficarão as chapas finais, nem como os políticos criticados por Haddad responderão às declarações.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Cobertura de agência factual, sem vocabulário valorativo; reproduz integralmente as falas de Haddad, inclusive a crítica a Castro, Zema e Tarcísio, e contextualiza o vazio do PSDB na disputa estadual.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Veículo de direita relatando declaração de adversário petista de forma majoritariamente factual; enquadramento destaca a vantagem de Tarcísio (reeleição, liderança em pesquisa) e o apoio tucano à direita, mas reproduz fielmente as falas de Haddad.
Perspectivas omitidas

Ex-ministro disse compartilhar "valores éticos” com membros da sigla, e lamentou que a disputa não conte com um deles. Leia no Poder360

Pré-candidato do PT ao governo de São Paulo comentou a desistência de Paulo Serra (PSDB) e fez aceno a lideranças tucanas
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