Haddad abre campanha ao governo de São Paulo com foco no voto feminino
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A campanha eleitoral de 2026 começou no domingo, 16 de agosto. Em São Paulo, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, do PT, fez na manhã de segunda-feira, 17, seu primeiro ato como candidato ao governo do Estado, uma caminhada da Praça da República ao Theatro Municipal ao lado das candidatas ao Senado Simone Tebet, do PSB, e Marina Silva, da Rede. Haddad anunciou medidas voltadas ao enfrentamento da violência doméstica e voltou a comentar o caso da suposta perseguição a seu motorista por uma viatura, episódio que a Secretaria de Segurança Pública diz não ter sido confirmado por mais de 70 câmeras analisadas. Em Minas Gerais, os candidatos ao governo estadual dividiram o primeiro dia entre agendas próprias e os lançamentos das campanhas presidenciais.
O primeiro dia de campanha expôs a distância entre o discurso e o desempenho eleitoral de Fernando Haddad em São Paulo: a vantagem que ele exibe entre mulheres não se converte em liderança, e o governador Tarcísio de Freitas segue à frente no eleitorado geral.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
As duas coberturas registram os mesmos fatos do primeiro dia: a campanha começou em 16 de agosto, Fernando Haddad participou do lançamento da candidatura de Lula em São Bernardo do Campo antes de abrir a própria agenda em São Paulo, e as disputas estaduais em São Paulo e Minas Gerais foram costuradas aos palanques presidenciais logo na largada.
A campanha eleitoral de 2026 começou em 16 de agosto. Fernando Haddad abriu a disputa pelo governo de São Paulo com uma caminhada no centro da capital ao lado de Simone Tebet e Marina Silva, anunciando medidas contra a violência doméstica, enquanto os candidatos ao governo de Minas Gerais dividiram o primeiro dia entre agendas locais e os lançamentos das campanhas presidenciais.
A campanha eleitoral de 2026 começou no domingo, 16 de agosto, e os primeiros atos públicos dos candidatos a governador em São Paulo e em Minas Gerais nasceram costurados às disputas nacionais. Em São Paulo, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, do PT, fez na manhã de segunda-feira, 17, seu primeiro ato como candidato ao governo do Estado: uma caminhada da Praça da República até o Theatro Municipal, no centro da capital, ao lado das candidatas ao Senado Simone Tebet, do PSB, e Marina Silva, da Rede. A esposa do candidato, Ana Estela Haddad, acompanhou a agenda. Um dia antes, ele havia participado do lançamento da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, no Estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo.
O conteúdo do primeiro ato foi dirigido ao eleitorado feminino, segmento em que, segundo pesquisas de intenção de voto citadas na cobertura, Haddad aparece à frente do governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, ainda que esteja atrás no público geral. O candidato prometeu ampliar o horário de funcionamento das delegacias de atendimento à mulher e criar uma central que cruze informações entre órgãos do serviço público para identificar possíveis casos de violência doméstica antes de uma denúncia formal, no que chamou de diagnóstico precoce. Durante o trajeto, Marina Silva relatou ter sido abordada de forma agressiva por um homem, e afirmou que não daria um passo atrás.
Em Minas Gerais, o mesmo movimento de alinhamento nacional se repetiu do outro lado do tabuleiro. Patrus Ananias, do PT, foi ao lançamento da campanha de Lula em São Bernardo do Campo, enquanto Flávio Roscoe, do PL, presidente licenciado da Fiemg, participou do lançamento da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro em Copacabana, no Rio de Janeiro. O governador e candidato à reeleição, Mateus Simões, do PSD, não compareceu ao ato de lançamento de campanha de Romeu Zema, do Novo, em Montes Claros, e cumpriu agenda religiosa em Nova Lima. Cleitinho Azevedo abriu campanha em Medina, no Vale do Jequitinhonha; Alexandre Kalil, do PDT, no Aglomerado da Serra; e Gabriel Azevedo, do MDB, em um santuário em Caeté. A noite terminou com o primeiro debate entre os concorrentes ao governo mineiro.
A cobertura de centro tratou o primeiro dia como um mapa de agendas, medindo quem se aproximou de qual palanque presidencial e quem preferiu manter distância, e deu o mesmo espaço a candidatos de partidos grandes e pequenos, sem hierarquizar as promessas. Veículos de direita enfatizaram o contraponto institucional dentro do ato paulista: a Secretaria de Segurança Pública afirma ter analisado mais de 70 câmeras que não confirmam o relato do motorista do candidato sobre uma suposta perseguição por uma viatura, e o petista respondeu que confia no relato mesmo sem ter presenciado a cena. Nessa cobertura também apareceu a ressalva de que a vantagem entre mulheres não se traduz em liderança no eleitorado geral, onde Tarcísio de Freitas está à frente.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esse primeiro dia dentro do material disponível. O ângulo que veículos de esquerda costumam enfatizar, o mérito das propostas de política pública para mulheres, o episódio de hostilidade relatado por Marina Silva e a leitura de que o uso do aparato policial merece apuração independente, ficou sem registro no conjunto de reportagens reunidas.
O que ainda não se sabe é o essencial para julgar o anúncio. Não há custo estimado, prazo nem fonte de financiamento para a ampliação do horário das delegacias especializadas e para a central de cruzamento de dados. Não há desfecho para o caso da viatura, já que a versão do motorista e a checagem do órgão estadual seguem em contradição sem apuração externa concluída. Também não foi confirmado o local do ato que Lula deve fazer com Patrus Ananias em Belo Horizonte, e a campanha de Tarcísio de Freitas não respondeu, no material disponível, às propostas apresentadas pelo adversário.
Patrus Ananias e Flávio Roscoe participam de atos com aliados que disputam presidência fora do Estado

Candidato ao governo participou de caminhada com candidatas ao Senado no centro de São Paulo; Marina Silva (Rede) relatou ter sido intimidada durante o trajeto
