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A Holanda registrou o primeiro caso de eutanásia em uma criança com menos de 12 anos desde que a legislação foi ampliada em 2024 para incluir essa faixa etária. O caso ocorreu no fim de 2025, envolveu paciente com doença grave e terminal, e foi revelado pela ministra da Saúde, Sophie Hermans, em relatório ao Parlamento. O procedimento segue critérios rigorosos e está sob avaliação do comitê regulador e do Ministério Público.
A Holanda registrou o primeiro caso de eutanásia em uma criança com menos de 12 anos desde que a legislação do país foi ampliada, em 2024, para alcançar essa faixa etária. A informação foi divulgada nesta semana pela ministra da Saúde, Sophie Hermans, em relatório enviado ao Parlamento. Segundo o documento, o procedimento ocorreu no fim de 2025, envolveu uma criança com doença grave e em estágio terminal, e a solicitação partiu da própria família. As autoridades não divulgaram a idade exata do paciente, o diagnóstico nem a região onde o caso aconteceu.
A cobertura de centro relatou os fatos de forma direta: a morte assistida foi comunicada ao comitê responsável pela fiscalização da prática, que ouviu o médico envolvido e encaminhará suas conclusões às autoridades competentes. Assim como prevê a lei holandesa, o caso foi remetido ao Ministério Público para verificar se todos os requisitos legais foram cumpridos pelos profissionais de saúde.
Os veículos convergem no detalhamento das salvaguardas. A Holanda legalizou a eutanásia voluntária em 2002, mas o acesso de menores ficou restrito por décadas a adolescentes entre 12 e 17 anos. A mudança de 2024 passou a permitir o procedimento para crianças de 1 a 12 anos diagnosticadas com doenças incuráveis e em estágio terminal. Para autorizar o ato nessa faixa etária, mais de um médico precisa confirmar o diagnóstico e a ausência de opções terapêuticas eficazes, além do consentimento obrigatório dos pais ou responsáveis legais.
A cobertura também registrou como cada caso é tratado de modo individual. O Ministério Público pede que uma comissão especializada examine se o médico seguiu todos os critérios; se as exigências forem atendidas, o processo é arquivado, mas, havendo irregularidade, o profissional pode ser alvo de investigação criminal.
É aqui que aparece a diferença de ênfase. Veículos de esquerda tenderam a enquadrar a ampliação como avanço de uma política pública de saúde construída ao longo de anos de debate com pediatras e especialistas em cuidados paliativos, voltada a aliviar o sofrimento insuportável de pacientes sem perspectiva de cura e a estender a crianças um amparo antes negado. Veículos de direita enfatizaram o caráter excepcional e os limites do procedimento: a autoridade da família na decisão, a exigência de múltiplos médicos, a fiscalização do Ministério Público e a possibilidade de punição criminal, tratando a eutanásia infantil como exceção rigorosamente controlada e não como prática banalizada.
O que ainda não se sabe é central para o caso. As autoridades holandesas mantiveram em sigilo a idade exata da criança, a doença que motivou o pedido e a região do país onde o procedimento ocorreu. O comitê regulador ainda fará a análise formal para confirmar se todos os critérios legais foram cumpridos, e as conclusões só serão conhecidas após essa avaliação.
Esquerda e direita reconhecem que o caso é o primeiro do tipo na Holanda desde a mudança legal de 2024, que o procedimento foi solicitado pela família e que está cercado de critérios rigorosos: confirmação de diagnóstico terminal por mais de um médico e fiscalização do Ministério Público.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto enxuto e neutro, sem enquadramento ideológico. Relata o caso, cita a ministra Sophie Hermans e a tramitação no Ministério Público e no comitê de revisão. Tom factual de agência, sem vocabulário carregado.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar de o veículo ter perfil de direita, o texto é predominantemente factual: relata o caso, cita a ministra Sophie Hermans e explica os critérios legais (dois médicos, consentimento dos pais, fiscalização do Ministério Público) sem vocabulário valorativo ou enquadramento ideológico. O 'entenda o procedimento' é didático, não opinativo.

Caso envolveu paciente com menos de 12 anos e doença terminal; procedimento passou a ser permitido em 2024, sob critérios rigorosos

Caso de eutanásia aconteceu no fim de 2025 e foi revelado nessa segunda-feira (22/6). Paciente tinha doença grave e teve a morte assistida
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Perspectivas omitidas


