Hugo Motta busca apoio plural para reeleição na Câmara e enfrenta veto do PL
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A cobertura de direita destaca a força do PL, com 121 deputados e 28 senadores, e o recado de Flávio Bolsonaro de que não apoia a recondução de Hugo Motta nem a de Davi Alcolumbre.
A cobertura de esquerda mostra o Centrão e Hugo Motta reagindo ao risco de o PL controlar Planalto, Câmara e Senado ao mesmo tempo, o que reduziria o poder de negociação do Legislativo e dos demais partidos.
O Partido Liberal (PL) descarta, por ora, apoiar a reeleição de Hugo Motta na presidência da Câmara em 2027 e prioriza eleger Rogério Marinho presidente do Senado. Motta e o Centrão buscam apoios amplos para evitar a concentração de poder no PL.
4 fontes políticas
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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O Partido Liberal descarta, por ora, apoiar a reeleição de Hugo Motta na presidência da Câmara dos Deputados e prioriza o comando do Senado. Aliados de Motta e o Centrão buscam apoios amplos para evitar a concentração de poder no PL.
A disputa pelo comando do Congresso em 2027 começou antes do fim da eleição presidencial. O Partido Liberal (PL) descarta, por ora, apoiar a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) na presidência da Câmara dos Deputados, enquanto aliados do deputado tentam reunir apoio em vários campos políticos para mantê-lo no cargo.
A cobertura de centro relatou, em 12 de outubro, que integrantes do PL, como o líder da bancada, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), reclamam do alinhamento de Motta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O deputado manteve o apoio ao petista mesmo depois de o Republicanos declarar voto no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno. O partido, porém, pretende manter o apoio à reeleição dele na Câmara. O PL avalia que dificilmente terá as presidências da Câmara e do Senado ao mesmo tempo e está aberto a apoiar um nome de fora do partido na Câmara, desde que isso ajude a eleger o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, para o comando do Senado. A prioridade, nessa leitura, é abrir pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal.
Veículos de direita enfatizaram o recado atribuído a Flávio Bolsonaro: ele teria avisado a lideranças do Centrão que não apoia a recondução de Motta nem a permanência de Davi Alcolumbre (União-AP) na presidência do Senado. O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, admitiu a dificuldade: "Infelizmente, não. Eu tentei". O presidente do PP, Ciro Nogueira, teria sinalizado que é preciso "escolher suas brigas", e o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, não teria avançado para garantir Alcolumbre. Na Câmara, a orientação seria deixar o Centrão buscar uma alternativa a Motta, com influência do PL. Esses veículos destacam que o PL terá a maior bancada da Câmara, com 121 deputados, e 28 senadores a partir de fevereiro de 2027.
Veículos de esquerda deram mais espaço ao movimento de Motta e à preocupação do Centrão com a concentração de poder. Aliados do presidente da Câmara argumentam que o PL dificilmente terá ao mesmo tempo Planalto, Câmara e Senado, o que enfraqueceria os demais partidos. Motta conta com instrumentos do cargo, como a próxima vaga no Tribunal de Contas da União, relatorias, postos na Mesa Diretora e nas comissões e emendas parlamentares. Ele conversa com os líderes do PP, Dr. Luizinho (RJ), e do MDB, Isnaldo Bulhões (AL), e espera votos do Podemos e de sete legendas de esquerda, que somarão 124 deputados. A referência é a reeleição de Arthur Lira (PP-AL), que venceu com 464 votos após a vitória de Lula em 2022. Essa cobertura lembra ainda que Motta pediu votos para Lula no primeiro turno e que o pai dele, Nabor Wanderley, não foi eleito senador pela Paraíba.
O ponto de convergência é que o PL cresceu e mira o Senado como prioridade. A divergência está no enquadramento: a direita enfatiza a força do PL e a resistência a Motta e Alcolumbre, e a esquerda ressalta o risco de concentração de poder e a tentativa do Centrão de preservar a própria influência.
Ainda não se sabe quem seria o candidato do Centrão caso Motta seja preterido, nem como o resultado do segundo turno presidencial afetará as negociações. Também não está claro se o PL conseguirá emplacar Marinho no Senado. As articulações devem avançar nos próximos meses, e nem Motta nem Alcolumbre estão automaticamente fora da disputa.
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