AtlasIntel: preço da comida é o maior peso no orçamento de 44,2% dos eleitores
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Levantamento do instituto AtlasIntel ouviu 5.015 eleitores entre 17 e 22 de setembro de 2026 e perguntou o que mais tem impactado negativamente a situação financeira da família, com até duas respostas por entrevistado. O aumento do preço dos alimentos lidera, com 44,2%, seguido pelas contas básicas, com 32,1%, e por dívidas acumuladas e juros altos, com 25%. Os impostos aparecem em quarto, com 23,9%. A pesquisa tem margem de erro de um ponto percentual, nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral.
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Nesse enquadramento, o levantamento do instituto AtlasIntel é a fotografia do custo da conta pública sobre o cidadão. Somados, os 23,9% que citam impostos e os 25% que citam dívidas e juros altos formam o bloco mais citado depois dos alimentos, e essa combinação é apresentada como consequência de gasto público elevado, carga tributária pesada e política monetária que precisa conter uma inflação criada antes.
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Os dois relatos disponíveis reproduzem exatamente os mesmos percentuais e a mesma metodologia, e nenhum deles contesta o levantamento. Há convergência de que alimentos, contas básicas, dívidas com juros altos e impostos são, nessa ordem, os quatro fatores mais citados pelo eleitorado.
O instituto AtlasIntel ouviu 5.015 eleitores entre 17 e 22 de setembro de 2026 e encontrou os alimentos no topo da lista de pressões sobre o orçamento das famílias. Contas básicas, dívidas com juros altos e impostos aparecem logo atrás, num retrato da percepção econômica do eleitorado brasileiro em setembro de 2026.
O instituto AtlasIntel divulgou nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, um levantamento segundo o qual 44,2% do eleitorado brasileiro considera o aumento do preço dos alimentos o fator que mais prejudica a situação financeira da própria família. A pesquisa ouviu 5.015 eleitores entre os dias 17 e 22 de setembro, por recrutamento digital aleatório, tem margem de erro de um ponto percentual, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04739/2026. O trabalho foi feito com recursos próprios do instituto.
A pergunta apresentada aos entrevistados foi o que mais tem impactado negativamente a situação financeira da família recentemente, e cada pessoa podia marcar até duas opções. Por isso os percentuais não somam cem por cento. Depois dos alimentos, o item mais citado foi o aumento das contas básicas, como luz, água, gás e internet, lembrado por 32,1%. Em terceiro vêm dívidas acumuladas e juros altos, com 25%, e logo atrás os impostos, com 23,9%. Gastos com saúde foram apontados por 11,1%, o custo de transporte e combustível por 9,5%, o aumento do preço dos serviços por 5,5% e a falta de emprego por 5,3%. Educação apareceu para 4,3% dos entrevistados e aluguel ou condomínio para 3,9%. Outro fator, não listado no questionário, foi a escolha de 10,1%.
A cobertura de centro relatou o resultado na ordem decrescente divulgada pelo instituto e deu espaço próprio à metodologia, com tamanho da amostra, janela de campo, margem de erro e o protocolo de registro no Tribunal Superior Eleitoral. Veículos de direita reproduziram os mesmos números e acrescentaram dois cuidados que o relato de centro não trouxe: a transcrição literal da pergunta aplicada e o alerta de que a múltipla escolha impede somar os percentuais como se fossem fatias de uma amostra única. Esses veículos também posicionaram impostos, dívidas e juros altos como bloco de despesa comparável ao da comida, e trataram a alta dos alimentos como perda de poder de compra da moeda, leitura que aproxima o dado do debate sobre gasto público e carga tributária. Até o fechamento desta reportagem, veículos de esquerda não haviam registrado o levantamento; o enquadramento habitual desse campo diante de números como esses parte do fato de que alimentos e contas básicas ocupam os dois primeiros lugares, ou seja, a pressão recai sobre despesas que a família de renda baixa não consegue cortar, e daí extrai a defesa de políticas de abastecimento e de regulação de tarifas de serviços essenciais.
A divergência de cobertura, portanto, não está nos números, que são idênticos nos dois relatos, e sim em qual linha do questionário merece o título. Onde um lado vê o preço da comida como problema de renda e de acesso, o outro vê o mesmo percentual como consequência de uma inflação de origem fiscal, e mede a evidência disso na soma dos entrevistados que citaram impostos e juros. O levantamento em si não arbitra essa disputa: ele registra percepção declarada, não causa.
Ainda não se sabe como essas respostas se distribuem por faixa de renda, região, escolaridade ou preferência eleitoral, recorte que permitiria dizer se o aperto com alimentos é homogêneo ou se está concentrado na base da pirâmide. Também não há, nos relatos disponíveis, comparação com rodadas anteriores do mesmo instituto, o que impede afirmar se a preocupação com alimentos cresceu, caiu ou ficou estável. Nenhum dos textos confronta a percepção declarada com os índices oficiais de inflação do período, e nenhum ouviu economista ou pesquisador independente para avaliar o método de recrutamento digital aleatório usado na coleta.
Foram ouvidos 5.015 eleitores entre os dias 17 e 22 de setembro; margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos

Pesquisa Atlas/Bloomberg mostra que contas básicas, dívidas e impostos também estão entre os principais gastos
