Confaz eleva ICMS do diesel para R$ 1,30 e da gasolina para R$ 1,64 em fevereiro
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
- Valor EconômicoEstados atualizam ICMS sobre combustíveisNovos valores para cálculo do imposto passam a valer em fevereiro(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Briefing
O que importa para você
- Diesel terá R$ 0,13 a mais de ICMS por litro, alta de cerca de 11%.
- Gasolina terá R$ 0,07 a mais por litro.
- Botijão de 13 quilos terá R$ 0,91 a mais de imposto.
- Tudo vale a partir de 1º de fevereiro de 2027.
Onde os lados divergem
- Centro trata a medida como atualização técnica anual, baseada nos preços médios da Agência Nacional do Petróleo.
- Direita a apresenta como aumento de imposto aprovado pelos estados, com repasse provável às bombas e ao frete.
Onde os lados concordam
As coberturas concordam nos valores: gasolina de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, diesel de R$ 1,17 para R$ 1,30 e gás de cozinha de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo, com vigência em 1º de fevereiro de 2027.
O que ainda está incerto
- Se os estados vão rever o valor do diesel antes de fevereiro, como o Confaz sinalizou.
O Conselho Nacional de Política Fazendária aprovou a atualização anual do ICMS sobre combustíveis. A partir de 1º de fevereiro de 2027, o imposto sobre a gasolina passa a R$ 1,64 por litro, o do diesel a R$ 1,30 e o do gás de cozinha a R$ 1,54 por quilo, com o diesel tendo a maior alta.
O Conselho Nacional de Política Fazendária, o Confaz, aprovou a atualização anual do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS, cobrado sobre gasolina, diesel e gás de cozinha. Os novos valores passam a valer em 1º de fevereiro de 2027. A decisão foi tomada em reunião na terça-feira, 27 de outubro, e os convênios ICMS 127/2026 e 128/2026 foram publicados no Diário Oficial da União no dia seguinte.
Com a mudança, o imposto sobre a gasolina passa de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, alta de cerca de 4,5%. No diesel, o valor sobe de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro, o maior reajuste, de cerca de 11%. O gás de cozinha vai de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo. Num botijão de 13 quilos, isso representa R$ 0,91 a mais de imposto.
O Confaz reúne os secretários de Fazenda dos estados e do Distrito Federal e é presidido pelo Ministério da Fazenda. A cobertura de centro explicou que a correção segue uma metodologia fixa: compara os preços médios mensais divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis entre fevereiro e setembro de 2026 com os do mesmo período de 2025. Em nota, o conselho citou o cenário de instabilidade mundial dos preços dos derivados de petróleo e afirmou que os estados avaliam abreviar a atualização do diesel prevista em lei complementar.
As coberturas divergem no enquadramento. A cobertura de centro tratou a medida como atualização técnica, apresentou os percentuais exatos e deu espaço à justificativa oficial. Veículos de direita descreveram a decisão como aumento de imposto aprovado pelos governos estaduais e concentraram a atenção no bolso do consumidor. Esses veículos destacaram que a alta pode ser repassada às bombas e ao preço do gás, e que o diesel mais caro tende a pressionar o frete rodoviário e, por consequência, o preço de outros produtos. Ressalvaram, porém, que o impacto final depende de custos de produção, distribuição e margens comerciais. Veículos de esquerda não haviam publicado cobertura própria sobre o tema até o momento.
O que ainda não se sabe é se os estados vão de fato rever o valor do diesel antes de fevereiro, como sinalizou o Confaz, nem quanto do reajuste chegará ao preço final pago nos postos e nas revendas de gás. Também não há estimativa pública de quanto a atualização deve elevar a arrecadação dos estados.
Fontes
Os brasileiros terão de ficar atentos aos preços dos combustíveis e do gás de cozinha a partir de 1º de

