Ibovespa tem queda de 0,51% e dólar cede com correção
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O Ibovespa fechou a terça-feira, 27 de outubro, em queda de 0,51%, aos 175.705 pontos, depois de um pregão volátil, enquanto o dólar recuou 0,97%, a R$ 5,3502. Na véspera, primeiro pregão após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, o dólar teve a maior alta diária desde 1999 e a bolsa a maior queda desde março de 2020. Investidores seguem avaliando a política fiscal do quarto mandato.
Pela ótica da responsabilidade fiscal, a reeleição de Lula cobra preço nos ativos brasileiros. O BTG Pactual projeta queda de 17% do Ibovespa, para cerca de 170 mil pontos, e de até 30% em dólares, com depreciação do real de 10% a 15% e juro real de longo prazo acima de 8% se não houver política fiscal crível. Investidores e empresários cobram ajuste fiscal mais forte do novo governo.
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3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
A cobertura converge em que a reeleição de Lula levou o mercado a rever expectativas para juros, dólar e bolsa, e em que a condução da política fiscal do quarto mandato é o fator decisivo para a confiança dos investidores.
A bolsa brasileira caiu 0,51% na terça-feira, 27 de outubro, enquanto o dólar recuou 0,97%, a R$ 5,3502. O pregão veio um dia depois da maior alta diária do dólar desde 1999, provocada pela reeleição de Lula, com investidores cobrando sinais de ajuste fiscal do novo mandato.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou a terça-feira, 27 de outubro, em queda de 0,51%, aos 175.705 pontos, depois de um pregão de forte volatilidade. O dólar seguiu o caminho oposto e recuou 0,97%, cotado a R$ 5,3502, depois de tocar a mínima de R$ 5,3080 durante o dia.
O movimento veio um dia depois do maior abalo do mercado em décadas. Na segunda-feira, primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um quarto mandato, o dólar subiu 8,21%, a maior alta diária desde 1999, e o Ibovespa caiu 13,88%, a maior queda desde março de 2020. Lula venceu o segundo turno com 51,78% dos votos válidos, contra 48,22% do senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal. Como a maioria das pesquisas apontava vantagem de Flávio, o resultado surpreendeu parte dos investidores.
A cobertura de centro relatou que a bolsa caiu na contramão da melhora nos mercados de câmbio e de juros, com participantes se ajustando às novas perspectivas fiscais. Analistas ouvidos afirmaram que a trajetória da dívida pública, o controle das despesas e a credibilidade das metas fiscais vão determinar a confiança dos agentes econômicos. A mesma cobertura registrou que a equipe econômica sinaliza uma Proposta de Emenda à Constituição com revisão de gastos obrigatórios e busca do centro da meta fiscal. Também apontou um fator de incerteza política: Flávio Bolsonaro não reconheceu o resultado e disse que pedirá a anulação do pleito, citando a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, de estender a votação das 17h às 19h. No exterior, o foco estava na decisão de juros do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.
Veículos de direita enfatizaram o risco fiscal. Um relatório do BTG Pactual projeta um movimento de venda de ativos brasileiros nas próximas semanas, com o Ibovespa caindo para cerca de 170 mil pontos e uma perda de até 30% em dólares, somada a uma depreciação do real entre 10% e 15%. Segundo o banco, os juros reais de longo prazo podem superar 8% se não houver política fiscal crível, o que impediria o Banco Central de acelerar a redução da Selic. Essa cobertura comparou ainda os 12 meses após a vitória de Jair Bolsonaro em 2018, quando o Ibovespa subiu 26,2%, com o primeiro ano após a eleição de Lula em 2022, quando o índice caiu 1,8%.
Nenhum veículo de esquerda cobriu o pregão até o momento, o que deixa sem contraponto próprio a leitura de que a reação do mercado é pressão sobre um governo recém-eleito.
Ainda não se sabe qual será o conteúdo da proposta de revisão de gastos sinalizada pela equipe econômica, nem quando ela será apresentada. Também não está claro se a contestação do resultado eleitoral chegará à Justiça, nem se o Banco Central precisará voltar a subir a Selic caso a alta do dólar pressione a inflação.
O BTG Pactual prevê um selloff de ativos brasileiros nas próximas semanas. O banco projeta uma queda de 17% do Ibovespa para cerca de 170 mil pontos …

Em sessão de forte volatilidade e reposicionamento na bolsa, desempenho do índice destoou dos demais ativos domésticos

A moeda americana fechou com queda de 0,97%, a R$ 5,3502. Já a bolsa brasileira caiu 0,51%, aos 175.705 pontos.
