B3 aciona circuit breaker e Ibovespa perde 13,88% após vitória de Lula
1 veículo de esquerda · 7 veículos de centro · 7 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
15 fontes políticas
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15 fontes políticas
O Ibovespa caiu 13,88% e a B3 acionou o circuit breaker no primeiro pregão após a reeleição de Lula, enquanto o dólar fechou a R$ 5,403.
Pela ótica da esquerda, a reeleição de Lula foi um resultado legitimado pelas urnas e reconhecido pela Justiça Eleitoral, enquanto a reação do mercado expõe a pressão de investidores contra políticas sociais.
Pela ótica da direita, a reeleição de Lula frustrou um mercado que esperava ajuste fiscal e levou a perdas em bancos, construtoras e varejo, com risco de mais gastos e de dívida crescente.
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
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O Ibovespa caiu 13,88% e fechou aos 176.608 pontos nesta segunda-feira, 26 de outubro, a maior perda diária desde março de 2020. A B3 acionou o circuit breaker após a reeleição de Lula, e dólar, juros futuros e CDS subiram. A cobertura de centro e de direita converge nos números do pregão.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 13,88% nesta segunda-feira, 26 de outubro de 2026, e fechou aos 176.608,23 pontos, no primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Foi a maior queda diária desde março de 2020. A B3, a bolsa de valores de São Paulo, acionou o mecanismo de circuit breaker, que suspende as negociações por 30 minutos, pela primeira vez desde o início da pandemia de covid-19. O dólar comercial fechou em alta de 8,21%, a R$ 5,403, com máxima de R$ 5,605 ao longo do dia.
Lula venceu o senador Flávio Bolsonaro (PL) por 51,79% a 48,21% dos votos válidos, uma diferença de cerca de 4,4 milhões de votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. A cobertura de centro relatou que o mercado estava posicionado para uma vitória de Flávio, que liderou o primeiro turno, e que a bolsa havia subido 7,70% e o dólar caído 4,11% no pregão seguinte àquela votação. A reação desta segunda-feira devolveu esse movimento. Os juros futuros dispararam, com a curva subindo mais de 260 pontos-base em média no pior momento, o risco-país avançou e o CDS de cinco anos do Brasil, espécie de seguro contra calote, foi de 120,21 para 143,87 pontos. O Tesouro Nacional fez uma recompra de títulos de cerca de R$ 7,1 bilhões. Entre as ações, o Banco do Brasil caiu 29,33%, a B3 36,28% e a Magazine Luiza 58,23%, enquanto exportadoras como Vale (4,01%) e Suzano (10,08%) subiram.
A explicação central, na cobertura de centro e de direita, é fiscal. Analistas ouvidos temem a continuidade de gastos elevados e de déficits, além da dificuldade de governabilidade diante de um Congresso em que o governo não tem maioria própria. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo pretende mudar a lei ou a Constituição ainda neste ano para buscar o centro da meta fiscal. Alguns estrategistas, como os do banco UBS, esperam que os preços retornem a patamares próximos aos anteriores ao primeiro turno, e outros veem mais um ajuste de posicionamento do que uma mudança estrutural.
Veículos de direita enfatizaram o ângulo do mercado e das contas públicas. Descreveram o resultado como frustração de uma esperança de ajuste fiscal, destacaram a queda de bancos, construtoras e varejistas e citaram o pacote de benefícios e o crédito subsidiado como fatores de risco. A cobertura de esquerda disponível sobre o episódio ficou no plano institucional: o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, telefonou a Lula para parabenizá-lo, sem tratar da reação dos mercados.
Houve também ruído político. Flávio Bolsonaro disse que pediria a cassação da chapa de Lula e contestou a prorrogação da votação até as 19h, decidida pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, a pedido do PT em razão de problemas de transporte, e que teve pedido semelhante do PL em 17 municípios. Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, ele foi intimado a entregar o passaporte em investigação sobre lavagem de dinheiro. Analistas citaram a contestação como fator extra de incerteza para o investidor estrangeiro.
O que ainda não se sabe é quem comporá a equipe econômica, que medidas fiscais concretas o governo apresentará para 2027 e se a queda será passageira ou persistente. Gestoras estrangeiras afirmam que a resposta depende da credibilidade fiscal e da relação com o novo Congresso.
Divisa sobe forte devido ao temor da deterioração fiscal após reeleição do presidente Lula

Kassio Nunes Marques ligou para Lula para confirmar que ele obteve mais de 64 milhões de votos e será o 40º presidente do Brasil, a partir de 5 de janeiro de 2027
Pregão teve forte reprecificação dos ativos e circuit breaker e saiu do patamar dos 200 mil pontos para 176 mil pontos. Leia no Poder360.

Analistas veem pessimismo com política fiscal que pode aumentar juros por conta do risco. Leia na Gazeta do Povo.

A última vez que a bolsa precisou acionar o mecanismo foi também em março de 2020, com o mercado reagindo negativamente a medidas relacionadas à pandemia da Covid-19

A Bolsa brasileira acionou o mecanismo de circuit breaker nesta segunda-feira (26), após fortes perdas nos mercados financeiros na sequência

A B3 explicou que não houve nova interrupção porque o acionamento realizado antes da abertura já levou em conta um cenário de desvalorização superior a 20%, com base no preço teórico do Ibovespa

Espécie de seguro contra calote acompanha outros ativos do mercado doméstico que sofreram com uma reprecificação relevante após o resultado das urnas

As notícias mais importantes desta tarde.

Contrato futuro da moeda brasileira e índice que representa cesta de ações do país no exterior despencam nesta segunda-feira (26)

Operadora da Bolsa brasileira tem os maiores recuos do Ibovespa depois do resultado das eleições presidenciais

Forte queda ocorre em meio à disparada dos juros futuros

Dólar dispara após reeleição de Lula e supera R$ 5,60 durante a manhã. Bolsa aciona circuit breaker em meio à tensão no mercado.

É a primeira vez que a bolsa brasileira interrompe as negociações desde março de 2020, no início da pandemia de covid-19.

Acompanhe o que movimenta a bolsa, ações, dólar, juros e commodities nos negócios do pregão desta segunda-feira (26).

Nesta matéria: viés de centro.