Ibovespa derrete 13,9% em pregão pós-reeleição de Lula; dólar tem maior alta diária desde 1999
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Como decidimos →Um dia depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o mercado brasileiro teve uma segunda-feira de forte estresse: o Ibovespa recuou cerca de 13,9% e o dólar teve a maior alta diária desde 1999.
A cobertura de direita enquadra o pregão como o preço do risco fiscal do novo mandato e cobra do governo reeleito sinais de controle de gastos para recuperar a confiança dos investidores.
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Nesta matéria: falácia identificada.
As coberturas de centro e de direita concordam que a queda do Ibovespa e a disparada do dólar vieram do desmonte de apostas na vitória de Flávio Bolsonaro e na expectativa de ajuste fiscal.
O mercado financeiro reagiu com força à reeleição de Lula: o Ibovespa fechou em queda de 13,9% e o dólar teve a maior alta diária desde 1999. A cobertura de centro e a de direita explicam a reação dos investidores de formas distintas.
Um dia depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o mercado financeiro brasileiro viveu uma segunda-feira de forte estresse. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 13,88%, aos 176,6 mil pontos, e o dólar registrou a maior alta diária desde janeiro de 1999.
A cobertura de centro relatou que o dólar à vista subiu 8,21% e fechou a R$ 5,4027, depois de tocar R$ 5,6048 pela manhã. Houve duas travas de negociação no dólar futuro na B3, uma no nível de 8,4% e outra em 12%. O euro comercial também subiu 8,04%, a R$ 6,0386. O volume negociado foi recorde ou próximo disso, com a plataforma CME Group batendo seu recorde diário de negócios. Outra cobertura informou que o dólar encerrou com valorização de mais de 9%, a R$ 5,41, depois de chegar a subir 9,7% no dia. Há, portanto, diferença entre as duas leituras do fechamento da moeda, que o material disponível não explica.
O ponto em que as coberturas convergem é a causa. A maior parte do mercado estava posicionada para a vitória de Flávio Bolsonaro e projetava um ajuste fiscal em um eventual mandato do senador. Com a virada, os investidores desfizeram apostas favoráveis aos ativos brasileiros, mecanismos de proteção contra perdas, os chamados stop-loss, foram acionados e o risco voltou ao preço. Exportadores com caixa no exterior aproveitaram a alta para internalizar capital.
As ações de bancos tiveram o pior desempenho entre as de maior peso no índice. O Banco do Brasil caiu 29,33%, o Bradesco 21,40%, o Itaú 13,66% e o Santander 4,47%. Companhias com perfil mais voltado ao cenário externo, como WEG, Suzano e Vale, ficaram do lado positivo, enquanto empresas endividadas e sensíveis a juros, como a Cosan, sofreram mais, segundo um analista citado. No mesmo dia, o Boletim Focus, do Banco Central, mostrou os analistas reduzindo a projeção da taxa Selic de 12% para 11,75% ao ano, mantendo o PIB em torno de 1,31% e elevando a inflação esperada para 2027 de 4,32% para 4,34%.
Na divergência de enquadramento, veículos de direita enfatizaram que o comportamento do mercado era previsível diante da percepção de risco fiscal sob um novo mandato do PT, e destacaram a avaliação de que, para acalmar os investidores, o governo reeleito precisa sinalizar medidas de controle de gastos e mais compromisso com as contas públicas. A cobertura de centro foi mais descritiva, focada em números, fluxo e posicionamento dos investidores, sem prescrever caminho ao governo. Não havia, no conjunto de matérias analisadas, cobertura de veículos de esquerda sobre o episódio; a leitura de como o campo avalia a reação do mercado, portanto, não está documentada aqui.
O que ainda não se sabe é como o governo reeleito vai responder. Não há, nas matérias, declaração de Lula nem da equipe econômica sobre o pregão, nem indicação de quais medidas fiscais seriam anunciadas e quando. Também não está claro se a queda se sustenta nos próximos dias ou se foi um movimento concentrado, de liquidação de posições.
Maior parte do mercado estava posicionada para a vitória de Flávio Bolsonaro e projetando um ajuste fiscal com o possível mandato do senador

Índices operam exatamente como o esperado em caso de vitória do petista; especialistas afirmam que anunciar medidas 'mais pró-contas públicas' acalmaria mercado
