Dólar sobe a R$ 5,13 com tensões no Oriente Médio e ‘tarifaço’ dos EUA ao Brasil
1 veículo de esquerda · 5 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
7 fontes políticas
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 5 veículos de centro · 1 veículo de direita

7 fontes políticas
O dólar oscilou entre R$ 5,13 e R$ 5,07 ao longo de três pregões, pressionado pela guerra entre Estados Unidos e Irã no Golfo Pérsico e pela tarifa adicional de 25% que o governo americano impôs a produtos brasileiros, com vigência a partir de 22 de julho. O petróleo Brent chegou a subir mais de 4% em um único dia, com o Estreito de Ormuz fechado, e recuou quando surgiram sinais de negociação. O Banco Central anunciou leilão de 50 mil contratos de swap cambial para conter distorções.
A pressão sobre o câmbio brasileiro nasceu fora do país: uma tarifa de 25% imposta unilateralmente pelos Estados Unidos, justificada por uma lista que mistura o sistema de pagamentos público brasileiro, meio ambiente e propriedade intelectual, revelando pressão que extrapola o campo comercial.
O movimento do câmbio foi, sobretudo, um episódio clássico de aversão ao risco diante de uma guerra que fechou o Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial. A tarifa americana de 25% entra nessa conta, mas o mercado precificou rápido e o real devolveu boa parte da perda em dois pregões.
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Todos os lados registram os mesmos fatos de mercado: o dólar subiu a R$ 5,13 na sexta-feira e recuou para a faixa de R$ 5,07 nos pregões seguintes; o petróleo disparou com o Estreito de Ormuz fechado e devolveu parte da alta quando surgiram sinais de negociação entre Estados Unidos e Irã; e o Banco Central anunciou leilão de 50 mil contratos de swap cambial. Não há divergência sobre a existência da tarifa de 25% nem sobre a data de entrada em vigor, em 22 de julho.
O dólar passou três pregões em vaivém no mercado brasileiro, pressionado por duas frentes simultâneas: a escalada militar entre Estados Unidos e Irã no Golfo Pérsico e a confirmação de uma tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Na sexta-feira, dia 17, a moeda norte-americana subiu 0,65% e chegou a R$ 5,1313, enquanto o índice da bolsa brasileira recuava 0,20%, aos 173.474 pontos. Na segunda-feira, dia 20, e na terça-feira, dia 21, com sinais de negociação entre Washington e Teerã, o movimento se inverteu e o dólar recuou para a faixa de R$ 5,07 a R$ 5,09.
O escritório de comércio do governo americano confirmou, na quarta-feira, dia 15, a tarifa adicional de 25%, com entrada em vigor em 22 de julho. A medida é resultado de uma investigação comercial de um ano, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A lista de justificativas apresentada pelo governo dos Estados Unidos cita o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o acesso ao etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria. Petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose ficaram de fora da cobrança, por serem considerados sensíveis para a economia americana. O governo brasileiro respondeu que não há justificativa para a decisão, atribuiu a ela motivação política e informou que dará início aos trâmites previstos na Lei da Reciprocidade.
Toda a cobertura converge nos fatos de mercado. O petróleo teve a maior alta semanal desde abril: o barril do tipo Brent fechou a sexta-feira em alta de 4,59%, a US$ 88,10, e o de referência americana subiu 4,47%, a US$ 81,78. O Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo produzido no mundo, seguia fechado, e o Kuwait acusou o Irã de atacar uma usina de energia e dessalinização de água. O Banco Central anunciou leilão de 50 mil contratos de swap cambial para rolagem de vencimento, sinalizando disposição de atuar contra distorções no câmbio.
Veículos de esquerda destacaram o eixo político da tarifa. Nessa leitura, misturar um sistema de pagamentos doméstico com questões ambientais e de propriedade intelectual indica pressão que extrapola o campo estritamente comercial, e a resposta pela Lei da Reciprocidade aparece como afirmação de soberania. Essa cobertura também deu espaço à avaliação de que o efeito sobre o câmbio tende a ser localizado e momentâneo, porque o país vem diversificando parceiros comerciais, e registrou a preocupação com o repasse aos combustíveis.
A cobertura de centro concentrou-se na cronologia do conflito e nos números. Reproduziu com paridade as versões do comando militar americano, da Guarda Revolucionária iraniana, do governo do Kuwait e dos mediadores que apresentaram a Teerã uma proposta de cessar-fogo de dez dias. No plano doméstico, trouxe o quadro macroeconômico completo: o indicador de atividade do Banco Central subiu 0,1% em maio, o boletim de expectativas projetou inflação de 5,15% para 2026, ainda acima do limite da meta, e a taxa básica de juros deve cair de 14,25% para 14% ao ano.
Veículos de direita enfatizaram a leitura estritamente de mercado. Nessa cobertura, o movimento da moeda aparece como aversão ao risco diante da guerra e das expectativas de negociação, com detalhamento de cotações à vista e futuras e da agenda do Banco Central, sem tratar a tarifa americana como variável central do câmbio. O ângulo predominante é o dos fundamentos internos: juros altos, inflação acima do teto da meta e dúvida sobre até onde o ciclo de afrouxamento monetário pode avançar.
O que ainda não se sabe é decisivo para as próximas semanas. Não há definição sobre quanto tempo o Estreito de Ormuz permanecerá fechado, nem se a proposta de cessar-fogo de dez dias será aceita pelas partes. Também não está claro quais medidas concretas o Brasil adotará com base na Lei da Reciprocidade, qual o volume de exportações efetivamente atingido pela tarifa e em que magnitude a alta do petróleo será repassada aos preços dos combustíveis no mercado interno.
Tensões na guerra, que já dura quase cinco meses, intensificaram-se nos últimos dias, com os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, afirmando que irão impor um bloqueio naval à Arábia Saudita


Movimento acompanha a queda dos preços do petróleo, com expectativas de negociações entre os Estados Unidos e o Irã

Investidores seguem monitorando a guerra entre EUA e Irã


Preços são sustentados por preocupações com a oferta global após bloqueio do Estreito de Ormuz.

O dólar sobe a R$ 5,13 com tarifaço dos EUA e tensão entre Washington e Teerã, enquanto o Ibovespa recua e o petróleo avança.
