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A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou projeto que cria adicional previdenciário de até 15% para mães seguradas do INSS. O texto ainda depende de aprovação em outras comissões e no Senado antes de virar lei.
A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou, no dia 7 de julho, um projeto de lei que cria um adicional previdenciário para mulheres que tiveram filhos. Pela proposta, seguradas do Regime Geral de Previdência Social, o INSS, poderão receber 5% a mais no valor da aposentadoria ou da pensão por morte para cada filho biológico ou adotado, com limite de três filhos, o que totaliza um adicional máximo de 15%.
O texto é de autoria do deputado Duda Ramos, do Podemos de Roraima, e teve parecer favorável da relatora, deputada Fernanda Melchionna, do PSOL do Rio Grande do Sul. Por ter caráter conclusivo, o projeto dispensa votação no plenário da Câmara, mas ainda precisa passar pelas comissões de Previdência e Assistência Social, de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça, além de tramitar pelo Senado antes de virar lei. Para receber o benefício, a segurada terá de comprovar o tempo dedicado aos filhos e não pode ter perdido o poder familiar, segundo critérios que ainda serão definidos em regulamento.
A cobertura de centro relatou o trâmite processual com precisão, destacando que a proposta não especifica a fonte de recursos para bancar o aumento de gasto público que o benefício representa para os cofres do INSS. Esse ponto também alimenta a leitura que veículos de direita tendem a fazer do episódio: a criação de mais um benefício previdenciário sem indicar de onde viria o dinheiro reacende a preocupação com a sustentabilidade fiscal do sistema e reforça o pedido por estudos de impacto orçamentário antes de qualquer aprovação definitiva. Um debate semelhante já havia surgido durante a reforma da Previdência de 2019, quando se discutiu compensar a diferença na idade mínima entre homens e mulheres, sem que a ideia avançasse no Congresso.
Já veículos de esquerda destacaram o argumento da relatora de que o adicional funciona como reparação parcial de desvantagens historicamente acumuladas por mulheres no mercado de trabalho, sobretudo as que atuam na informalidade e por isso acabam se aposentando com valores mais baixos. Nessa leitura, o tempo dedicado à criação dos filhos, hoje não convertido em tempo de contribuição, passaria a ser reconhecido como parte da trajetória previdenciária das mães.
O que ainda não se sabe é como o Congresso equacionará o custo do novo benefício, já que nenhuma das fontes analisadas apresenta uma estimativa de impacto orçamentário. Também não há prazo definido para a análise nas demais comissões da Câmara nem para a tramitação no Senado, tampouco os detalhes de como a comprovação do tempo dedicado aos filhos será regulamentada.
Ambas as coberturas concordam que a comissão aprovou o adicional de 5% por filho (até 15%), que o projeto ainda precisa passar por outras comissões e pelo Senado, e que o autor é o deputado Duda Ramos, com relatoria da deputada Fernanda Melchionna.
2 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
O texto relata de forma factual a aprovação na comissão e o rito legislativo seguinte, citando duas vezes que o projeto não especifica a fonte de recursos para o aumento de gasto público, um ponto de atenção apresentado sem adjetivação, típico de cobertura de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como esquerda, embora o veículo tenha viés editorial direita.
O texto dá centralidade à fala da relatora Fernanda Melchionna (PSOL), que enquadra o benefício como reparação de desigualdades de gênero no mercado de trabalho, sem contraponto sobre o custo fiscal da medida, o que aproxima o enquadramento do artigo de uma leitura de esquerda apesar do viés editorial de direita do veículo.

Projeto ainda precisa ser aprovado por outras comissões da Casa e passar pelo Senado

Proposta do Podemos com relatoria do PSOL foi aprovada em Comissão da Câmara dos Deputados
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Perspectivas omitidas



