Ibovespa cai 13,88% após reeleição de Lula; Suzano e Embraer sobem
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Resumo da cobertura
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Como decidimos →No primeiro pregão após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro, o Ibovespa caiu 13,88%, aos 176.608 pontos, e acionou o circuit breaker. Só oito ações subiram, em geral exportadoras favorecidas pela alta do dólar.
O mercado reagiu com a maior queda do Ibovespa desde 2020 à reeleição de Lula, em meio a temor de deterioração fiscal e dólar em forte alta. Pela ótica de responsabilidade fiscal e eficiência de mercado, o pregão sinaliza desconfiança dos investidores com a condução econômica.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
O Ibovespa fechou a segunda-feira (26) em queda de 13,88%, aos 176.608 pontos, após acionar o circuit breaker no primeiro pregão depois da reeleição de Lula. Apenas oito ações subiram, em geral exportadoras beneficiadas pelo dólar mais forte, como Suzano, Embraer e Vale.
No primeiro pregão depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, sobre Flávio Bolsonaro, do PL, a bolsa brasileira viveu um dia de forte turbulência. Nesta segunda-feira (26), o Ibovespa, principal índice da B3, caiu mais de 10% nos primeiros minutos e acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe as negociações para que os investidores reavaliem suas decisões. No fechamento, o índice recuou 13,88%, aos 176.608 pontos, a maior queda desde 2020.
A cobertura de centro relatou que a reação refletiu a surpresa de parte dos investidores com o resultado das urnas e a revisão das expectativas para a política econômica, os juros e as contas públicas. Uma estrategista de ações citada descreveu o pregão como de extrema volatilidade e forte aversão ao risco.
As maiores perdas ficaram com empresas ligadas ao consumo, ao varejo e ao mercado imobiliário. Magazine Luiza caiu 58,23%, a Vamos 56,79% e a Hapvida 54,93%. Entre as chamadas blue chips, o Banco do Brasil recuou 27,31%, o BTG Pactual 24,83%, o Bradesco entre 20,65% e 21,70% e o Itaú Unibanco 13,66%. A Petrobras perdeu entre 6,81% e 8,18%.
A exceção foi um grupo pequeno de empresas com receita em moeda estrangeira. Apenas oito ações do Ibovespa fecharam em alta: Suzano, com 10,08%, Embraer, com 8,89%, Vale, com 4,01%, Klabin, com 3,24%, além de WEG, Bradespar, Metalúrgica Gerdau e Gerdau. Um analista ouvido explicou que o dólar mais forte melhora a conversão das receitas externas em reais e ajuda a diluir custos fixos. Ele também alertou que a alta dos juros futuros encarece o crédito e prejudica companhias mais endividadas.
Veículos de direita enfatizaram o temor de deterioração fiscal como motor da disparada do dólar, que ultrapassou R$ 5,50 durante a sessão, e destacaram que o rali eleitoral trouxe uma desvalorização intensa do real e mudança de perspectiva dos investidores. A cobertura de direita centrou o foco nas ações que subiram, descrevendo-as como nadando contra a maré. Até o momento, nenhum veículo de esquerda publicou cobertura sobre o episódio, de modo que não há enquadramento próprio desse lado no material analisado.
Há pequenas diferenças entre as fontes. Uma cobertura registra a alta da WEG em 5,10% e outra em 4,21%. Também houve menção a uma queda de 17% em momento intraday, contra o fechamento de 13,88%.
O que ainda não se sabe é se o movimento é pontual ou se haverá continuidade nos próximos dias. O analista citado prevê oscilações nas próximas semanas, enquanto o mercado avalia os desdobramentos do resultado eleitoral, e recomenda cautela. Também não está detalhado quais medidas do novo mandato os investidores precificaram, nem como o governo eleito responderá à reação do mercado.
Ibovespa acionou o circuit breaker após cair mais de 10% no início do pregão; ações ligadas ao consumo e ao mercado doméstico recuaram mais, enquanto exportadoras como Suzano e Vale subiram.

Apenas oito ações do Ibovespa tiveram alta na primeira sessão após reeleição de Lula
