BTG, UBS e Morgan Stanley veem Bolsa até 45% maior com vitória de Flávio Bolsonaro
1 veículo de centro · 2 veículos de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de centro · 2 veículos de direita

O mercado deu um voto de confiança imediato a Flávio Bolsonaro: o Ibovespa bateu recorde e o dólar caiu depois que o senador liderou o primeiro turno prometendo ajuste fiscal para conter a dívida pública. Para o BTG Pactual, uma vitória dele reduziria o desconto das ações brasileiras, hoje negociadas a cerca de dez vezes o lucro projetado, e poderia render alta de até 45%, com ganho maior para investidores estrangeiros se o real se valorizar.
Depois de Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 47,03% contra 45,16% dos votos, o Ibovespa fechou em alta de 7,70%, aos 206.911 pontos, e o dólar caiu a R$ 5,001.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
As fontes concordam que o Ibovespa disparou e o dólar caiu após Flávio Bolsonaro liderar o primeiro turno, e que as projeções de alta dos bancos dependem de um ajuste fiscal efetivo.
Depois de Flávio Bolsonaro liderar o primeiro turno contra Lula, o Ibovespa fechou em recorde de 206.911 pontos e o dólar caiu a R$ 5,001. Bancos como BTG Pactual, UBS e Morgan Stanley projetam novas altas, de até 45%, se o senador vencer em 25 de outubro, mas condicionam o ganho a um ajuste fiscal.
O mercado financeiro reagiu com forte alta ao resultado do primeiro turno da eleição presidencial. O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), terminou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), com 47,03% dos votos contra 45,16%. Os dois se enfrentam no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Na segunda-feira, dia 5, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em alta de 7,70%, aos 206.911 pontos, o maior patamar da história. O dólar caiu 4,11% e terminou cotado a R$ 5,001.
No mesmo dia, bancos divulgaram relatórios que projetam novas altas caso Flávio vença. O BTG Pactual calcula que as ações brasileiras, excluindo Petrobras e Vale, negociam a cerca de dez vezes o lucro esperado para os próximos doze meses. A volta à média dos últimos dez anos, de 11,1 vezes, representaria valorização de 11%. A volta à média histórica mais longa, de 11,9 vezes, levaria a cerca de 20%. Num cenário mais otimista, em que os preços superem essas médias, o ganho chegaria a 32% ou 45%. O UBS vê espaço para alta acima de 30%. O Morgan Stanley fala em Ibovespa perto de 250 mil pontos no curto prazo, num cenário otimista. O JPMorgan trabalha com expansão de 20% a 25% no múltiplo de preço sobre lucro.
As fontes convergem num ponto: a projeção depende de um ajuste fiscal. Os bancos associam a vitória de Flávio a medidas mais firmes para equilibrar as contas públicas, como uma regra de gastos mais rígida e reformas nas despesas obrigatórias. Varejistas, construtoras de média e alta renda e empresas do mercado de capitais aparecem entre as mais beneficiadas.
A cobertura de centro foi a mais cautelosa. Reuniu relatórios de quatro bancos e ouviu gestores que condicionam a continuidade da alta ao avanço fiscal, independentemente de quem vencer. Esses analistas alertaram para volatilidade até o fim do ano, para a possibilidade de realização de lucros e para o risco de reversão se a melhora nas contas não se materializar. A cobertura de centro também registrou que, no governo Lula, a inflação ficou sob controle e o desemprego caiu a mínimos históricos, embora as famílias reclamem da perda de poder de compra.
Veículos de direita enfatizaram o potencial de ganho apontado pelo BTG Pactual, detalhando o cálculo do banco e a lista de empresas que poderiam se valorizar, além do ganho maior para investidores estrangeiros com a possível valorização do real. Esses veículos destacaram ainda a promessa de Flávio de ajuste fiscal para conter a dívida pública. Veículos de esquerda não aparecem entre as fontes desta história até o momento, e o ângulo sobre quem arcaria com o custo de um ajuste nas despesas obrigatórias ficou sem cobertura própria.
Ainda não se sabe quais medidas fiscais concretas o próximo governo adotaria, nem em que prazo. O relatório do BTG Pactual não define prazo para os percentuais projetados, e o resultado do segundo turno segue em aberto, com diferença de menos de dois pontos entre os candidatos.
Relatórios ligam reprecificação do mercado a ajuste fiscal mais duro

Índice de referência Ibovespa operava com alta de 8% em relação ao fechamento anterior na abertura da bolsa B3

Banco estima valorização de 11% a 20% em reais no cenário de retorno dos preços às médias históricas, com ganhos maiores em uma hipótese mais otimista
