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O governo do Irã acusou nesta segunda-feira, 13, os Estados Unidos de terem lançado uma série de ataques que, segundo Teerã, tornam inúteis os esforços diplomáticos dos últimos meses para reduzir as tensões no Oriente Médio. Em comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores iraniano, o país classificou as ações americanas como uma violação flagrante da Carta da ONU e afirmou que representam uma grave ameaça à paz e à segurança internacionais.
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Resumo da cobertura
O governo do Irã declarou que os recentes ataques dos Estados Unidos contra o país tornam inúteis os esforços diplomáticos dos últimos meses para reduzir as tensões no Oriente Médio. Segundo o Ministério das Relações Exteriores iraniano, os ataques atingiram infraestrutura de transporte, embarcações e instalações meteorológicas, e representam uma violação da Carta da ONU. Teerã afirmou que haviam se passado apenas 25 dias desde a assinatura de um memorando de entendimento e que os Estados Unidos já teriam descumprido quase todas as suas cláusulas nesse curto intervalo. O Irã também alertou países vizinhos contra cooperação com forças americanas e afirmou que responderá com base no princípio de reciprocidade, incluindo possíveis ataques a pontos de origem das operações contra o país. Até a publicação, os Estados Unidos não haviam se manifestado publicamente sobre as acusações.
Até o momento, apenas o veículo InfoMoney cobriu o caso, relatando principalmente a versão oficial divulgada pela chancelaria iraniana. A reportagem detalha que os ataques teriam atingido infraestrutura de transporte, barcos de pesca, navios de carga e instalações meteorológicas, e ocorreram apenas 25 dias após a assinatura de um memorando de entendimento entre as partes. Segundo o Irã, os Estados Unidos já teriam descumprido quase todas as cláusulas do acordo nesse curto intervalo.
O comunicado também trata da situação no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio internacional de petróleo. Teerã acusa Washington de interferir no processo de regulamentação do tráfego na região e afirma que rotas alternativas sugeridas pelos americanos colocam em risco as embarcações que as utilizarem. O Irã sustenta que essas ações provocaram um retorno à insegurança na navegação comercial pelo estreito.
A chancelaria iraniana foi além e alertou países vizinhos contra qualquer cooperação com os Estados Unidos, afirmando que, segundo o Direito Internacional, esses países são obrigados a impedir que seu território seja usado para agressões contra o Irã. Teerã afirmou ainda que os pontos de origem e lançamento dos ataques contra o país 'serão alvos legítimos' para respostas das Forças Armadas iranianas, sinalizando disposição de retaliar sob o princípio de reciprocidade.
O Irã também criticou a atuação do Secretariado-Geral das Nações Unidas, classificando sua postura como 'pouco construtiva' diante dos ataques americanos, e cobrou punições contra os responsáveis pelas ações contra o país. A agência estatal iraniana Fars, citada no relato, informou ainda que explosões foram ouvidas na região de Bandar Abbas.
A matéria não traz posicionamento do governo dos Estados Unidos sobre as acusações iranianas, nem verificação independente dos danos e das alegações de crimes de guerra citados por Teerã. Também não há detalhes sobre como as negociações diplomáticas entre os dois países devem prosseguir dali em diante, nem confirmação de que os ataques mencionados de fato ocorreram na extensão descrita pelo governo iraniano.
Briefing
O que importa para você
Risco de interrupção da navegação comercial no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo
Irã ameaça atacar os 'pontos de origem e lançamento' de operações contra o país, elevando o risco de escalada militar
Países vizinhos ao Irã foram alertados a não cooperar com forças dos EUA, sob risco de serem tratados como alvo
O que ainda está incerto
Não há confirmação ou resposta oficial dos Estados Unidos às acusações do Irã
A extensão real dos danos causados pelos ataques citados pelo Irã não foi verificada de forma independente
Não está claro se as negociações diplomáticas entre as partes serão retomadas ou definitivamente encerradas
Teerã classificou os ataques americanos como crimes de guerra e alertou que locais de origem de ofensivas em nações vizinhas serão considerados alvos legítimos