Irã mantém condições para reabertura do Estreito de Ormuz apesar de rejeição de Trump
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
- RFI BrasilIrã mantém condições para reabertura do Estreito de Ormuz apesar de rejeição de TrumpO Irã afirmou neste domingo (27) que mantém suas exigências para reabrir o estratégico Estreito de Ormuz, apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter rejeitado um plano apresentado há…(abre em nova aba)
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Briefing
O que importa para você
- O Estreito de Ormuz, por onde transitavam cerca de 20% dos hidrocarbonetos do mundo, continua fechado, e a alta dos preços dos combustíveis já se espalhou globalmente.
- O plano iraniano pede liberação de ativos congelados avaliados em pelo menos 12 bilhões de dólares, fim das sanções ao petróleo e suspensão do bloqueio naval.
- O prazo prometido de reabertura é de sete dias contados da validação de um acordo que, por ora, não existe.
- As eleições legislativas americanas de novembro aparecem como marco citado para uma eventual retomada dos bombardeios.
Onde os lados concordam
As duas coberturas convergem em que o Irã apresentou um plano de sete dias para reabrir o Estreito de Ormuz, que Donald Trump o rejeitou no sábado, que Abbas Araghchi manteve as exigências no domingo e que a passagem segue fechada desde o início do conflito com Estados Unidos e Israel, em fevereiro, com bloqueio naval americano aos portos iranianos em vigor.
O que ainda está incerto
- Não há informação sobre canal formal de negociação em curso depois da recusa americana.
- A intenção de retomar ataques após novembro vem de relato de imprensa com fontes anônimas, sem confirmação oficial.
- Não se sabe se Washington atenderá ao pedido saudita de apoio militar contra os houthis no Mar Vermelho.
- Nenhuma cobertura detalha como a equipe de seis integrantes indicada por Teerã negociaria com o governo americano.
O Irã propôs reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias em troca de trégua no Oriente Médio, liberação de ativos congelados e fim do bloqueio naval americano. Donald Trump rejeitou a oferta, e Teerã respondeu que não abandona as condições. A seguir, o que as coberturas de esquerda, centro e direita destacam sobre o impasse e o que segue em aberto.
O Irã declarou neste domingo que não recuará das condições que estabeleceu para reabrir o Estreito de Ormuz, um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitar publicamente a proposta apresentada por Teerã. Segundo o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, as exigências são claras e qualquer avanço depende do cumprimento delas, ainda que a porta da diplomacia siga aberta.
O plano iraniano, anunciado na sexta-feira, prevê a reabertura da via marítima em até sete dias, contados a partir da validação de um acordo. Em troca, o Irã pede a interrupção de todas as hostilidades no Oriente Médio pelo mesmo período, incluindo o Líbano, onde Israel mantém ofensiva contra o Hezbollah, além da liberação de ativos iranianos congelados desde a Revolução Islâmica de 1979, avaliados em pelo menos 12 bilhões de dólares, da suspensão das sanções ao petróleo e do fim do bloqueio naval americano aos portos do país. O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, afirmou que a proposta foi elaborada em coordenação com o líder supremo, Mojtaba Khamenei, e que uma equipe de seis integrantes com poder de decisão conduzirá o processo. Trump respondeu no sábado, na Casa Branca, ao dizer que rejeita a oferta porque os líderes iranianos estariam perdendo terreno. Horas antes, havia publicado numa rede social um mapa da região com a legenda Estreito Trump.
A cobertura de centro relatou o impasse item por item, com o conteúdo do plano, os valores em jogo e o registro de que um jornal americano, citando fontes do governo, afirmou que Trump avalia retomar os bombardeios contra o Irã depois das eleições legislativas de meio de mandato, em novembro. Veículos de esquerda destacaram o desgaste político e humano da guerra: a alta dos preços dos combustíveis, a impopularidade crescente do conflito no Oriente Médio e o fato de que o último ataque americano ao território iraniano, em 1º de setembro, matou pelo menos cinco pessoas e feriu dezenas durante um casamento no sudeste do país. Veículos de direita não aparecem no conjunto de reportagens reunido sobre este episódio, e o ângulo de segurança energética e de liberdade de navegação, que costuma organizar essa leitura, entra na cobertura pela voz do chanceler da Arábia Saudita, Fayçal bin Farhan, que na Assembleia Geral da ONU cobrou proteção à navegação e criticou a ausência da comunidade internacional diante das ameaças à paz.
Os dois relatos convergem no essencial. Por Ormuz transitavam cerca de 20% dos hidrocarbonetos do mundo, a passagem está no centro do conflito aberto no fim de fevereiro com bombardeios dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, a República Islâmica reivindica o controle da via e Washington responde com bloqueio aos portos iranianos. O protocolo de acordo assinado em junho, que previa cessar-fogo, desbloqueio de ativos e depois negociação sobre o programa nuclear iraniano, desmoronou justamente nas condições de passagem pelo estreito. O conflito também se espalhou pela região: os houthis, apoiados pelo Irã, consolidaram em setembro o controle sobre o Estreito de Bab el-Mandeb, outra rota de exportação de petróleo que liga a Europa à Ásia pelo Canal de Suez, e o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, pediu apoio militar americano contra o grupo, sem resposta anunciada até agora. Moscou, por sua vez, disse estar disposta a ajudar a estabilizar a situação na passagem.
O que ainda não se sabe é se Washington voltará à mesa antes de novembro, se a hipótese de retomada dos bombardeios descrita pela imprensa americana se confirmará e em que prazo o bloqueio naval poderia ser suspenso. Nenhuma das coberturas descreve um canal formal de negociação em curso depois da recusa, nem esclarece como a equipe de seis integrantes indicada por Teerã se relacionaria com os interlocutores americanos.
Fontes

Na véspera, Irã anunciou que havia apresentado uma proposta aos EUA para reabrir o estreito por 7 dias, a contar da validação de eventual acordo

O Irã afirmou neste domingo (27) que mantém suas exigências para reabrir o estratégico Estreito de Ormuz, apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter rejeitado um plano apresentado há…