Irã mantém ex-presidente em prisão domiciliar por suposta trama com Israel, diz jornal
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O jornal americano The New York Times revelou que o ex-presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad está em prisão domiciliar, sob custódia do serviço de inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica, após autoridades iranianas descobrirem contatos secretos dele com agentes israelenses. Segundo a reportagem, baseada em relatos de quatro autoridades iranianas e fontes americanas, Israel teria buscado, ao longo de anos, preparar Ahmadinejad para assumir o poder caso o regime dos aiatolás fosse derrubado.
Veículos de esquerda relataram o caso inserindo-o no quadro mais amplo do confronto entre Estados Unidos, Israel e Irã, destacando que a alegada tentativa de recrutar Ahmadinejad fazia parte de uma estratégia de mudança de regime coordenada por potências estrangeiras.
Veículos de direita enfatizaram a revelação como evidência da fragilidade do regime dos aiatolás, ressaltando que um ex-presidente que por anos manteve retórica agressiva contra Israel teria negociado secretamente com o próprio serviço de inteligência israelense em busca de poder pessoal.
4 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
O ex-presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad está em prisão domiciliar, sob custódia do braço de inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica, segundo revelou o jornal norte-americano The New York Times nesta segunda-feira, 13 de julho. De acordo com a apuração, baseada em relatos de quatro autoridades iranianas e fontes americanas, as agências de inteligência de Teerã descobriram que Ahmadinejad manteve contatos secretos com agentes do Mossad, o serviço de inteligência externa de Israel, ao longo de vários anos.
A reportagem descreve uma operação de longo prazo pela qual Israel teria buscado preparar o ex-presidente para assumir o poder caso o regime dos aiatolás fosse derrubado. Encontros entre Ahmadinejad e agentes israelenses teriam ocorrido fora do Irã, sob pretextos como conferências acadêmicas e ambientais na Hungria, em 2024 e 2025, e na Guatemala, em 2023. O reitor da Universidade Ludovika, em Budapeste, Gergely Deli, disse ao NYT que um dos eventos serviria de fachada para negociações reservadas. O jornal também aponta que David Barnea, então diretor do Mossad, teria viajado até a capital húngara para se encontrar pessoalmente com o ex-presidente iraniano, e que Israel teria custeado parte de suas despesas.
O caso ganhou novo capítulo durante a ofensiva militar conjunta de Israel e Estados Unidos contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, quando um ataque aéreo atingiu o complexo residencial de Ahmadinejad em Teerã. Agentes do Mossad o retiraram do local e o levaram a um esconderijo, mas, segundo o NYT, o ex-presidente ficou desiludido com a operação e deixou o abrigo por conta própria. Ele só voltou a aparecer publicamente durante o funeral do aiatolá Ali Khamenei, sem fazer declarações. Após tomarem conhecimento dos contatos com Israel, as autoridades iranianas o colocaram sob prisão domiciliar em sua residência no bairro de Narmak, no leste de Teerã.
A cobertura de centro, como a de Metrópoles e Notícias ao Minuto, se ateve à reconstrução factual da apuração do NYT, detalhando nomes, datas e cargos das fontes citadas e incluindo o histórico do governo de Ahmadinejad, marcado pela repressão a opositores e por declarações negacionistas sobre o Holocausto. Veículos de direita, como a Jovem Pan, também reproduziram a apuração de forma direta, com foco na tentativa israelense de cooptar o ex-presidente para a derrubada do regime iraniano. Já veículos de esquerda, como a CartaCapital, situaram o episódio dentro do contexto mais amplo do confronto entre Estados Unidos, Israel e Irã, mencionando a escalada de preços do petróleo e novos ataques militares dos EUA na região como pano de fundo da disputa por poder em Teerã.
O que ainda não se sabe: nem o governo iraniano nem Israel confirmaram oficialmente as informações do New York Times até a publicação das reportagens. Também não há data exata sobre quando a prisão domiciliar teve início, nem indicação de que Ahmadinejad enfrentará acusações formais. Fontes próximas ao ex-presidente afirmam que sua motivação para colaborar com Israel teria sido o poder, e não dinheiro, mas essa versão não foi confirmada de forma independente.
O ex-presidente chegou a ser dado como morto após os ataques de Israel e dos EUA em fevereiro

Serviço secreto israelense teria tentado cooptar Mahmoud Ahmadinejad para participar de plano que visava a derrubada do regime iraniano

O plano previa utilizar o ex-presidente do Irã Ahmadinejad como peça-chave para derrubar o regime dos aiatolás e recolocá-lo no poder

