Janja atribui críticas a gastos com viagens a ‘misoginia pura’
1 veículo de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de centro · 1 veículo de direita

2 fontes políticas
Como decidimos →A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, afirmou em entrevista ao podcast Frente a Frente (Folha de S.Paulo/UOL) que as críticas às suas viagens internacionais e aos gastos associados a elas decorrem de "misoginia pura". Segundo levantamento do Poder360, ela acumulou 182 dias fora do Brasil desde o início do terceiro mandato de Lula até maio, ante 158 dias do presidente no mesmo período. Janja disse que viaja de classe executiva por exigência de protocolos de segurança da Polícia Federal e que presta contas de toda a sua agenda. Em abril, o Tribunal de Contas da União arquivou, por unanimidade, os processos que analisavam despesas e deslocamentos da primeira-dama, sem apontar irregularidade. Ela também defendeu a aprovação, pela Câmara dos Deputados, de projeto de lei que criminaliza a misoginia.
Veículos de direita destacaram os números que mostram Janja acumulando mais dias fora do Brasil que o próprio presidente Lula (182 contra 158, segundo o Poder360), enquadrando o episódio como uma questão de fiscalização do uso de recursos públicos por uma figura sem cargo eletivo ou nomeação formal.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Os dois artigos convergem nos fatos centrais: Janja atribuiu as críticas às suas viagens a "misoginia pura", justificou o uso de classe executiva por protocolo de segurança da PF, mencionou o arquivamento unânime dos processos pelo TCU e defendeu a aprovação do projeto de lei que criminaliza a misoginia na Câmara.
A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, afirmou nesta segunda-feira, 13 de julho, que as críticas às suas viagens internacionais e aos gastos associados a elas nascem de "misoginia pura". A declaração foi dada em entrevista ao podcast Frente a Frente, da Folha de S.Paulo e do UOL. Segundo levantamento do Poder360, Janja acumulou 182 dias fora do Brasil desde o início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva até maio, 24 dias a mais que o próprio presidente, que permaneceu 158 dias no exterior no mesmo período.
Janja disse que parte dos gastos atribuídos a ela na verdade correspondem à comitiva completa de uma viagem, e que viajar de classe executiva é exigência dos protocolos de segurança definidos pela Polícia Federal, não escolha pessoal. Ela afirmou prestar contas de toda a agenda e sustentou que o país nunca teve uma primeira-dama que exercesse a função de forma tão ativa, citando reuniões frequentes no Palácio do Planalto e viagens de trabalho ligadas ao combate à fome e à violência contra a mulher. Em abril, o Tribunal de Contas da União arquivou, por unanimidade, os processos que investigavam despesas e deslocamentos da primeira-dama, concluindo que não houve irregularidade. Na mesma entrevista, Janja voltou a relatar ter sofrido assédio em agendas oficiais e defendeu a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do projeto de lei que criminaliza a misoginia, classificando a pauta como "apartidária".
A cobertura de centro, representada pela CNN Brasil, relatou o episódio de forma factual, reproduzindo as falas de Janja sobre segurança, transparência e o arquivamento pelo TCU, sem atribuir intenção às críticas recebidas por ela. Já veículos de direita, como a Revista Oeste, deram maior destaque aos números que comparam os dias de Janja no exterior aos do presidente e ao histórico de questionamentos de parlamentares da oposição, enquadrando o episódio como uma questão de fiscalização do uso de recursos públicos por uma figura sem cargo eletivo. Nessa mesma linha de divergência, é provável que veículos de esquerda, embora não tenham coberto o caso nesta leva de artigos, enfatizassem a desigualdade de cobrança entre homens e mulheres na vida pública e defendessem o histórico de atuação institucional de Janja em pautas sociais como contraponto ao que descreveriam como escrutínio desproporcional.
Ainda não há detalhamento público de quanto do total gasto em viagens internacionais é atribuível especificamente a Janja, em vez da comitiva presidencial como um todo, nem prazo definido para a votação do projeto de lei que criminaliza a misoginia na Câmara dos Deputados.
Primeira-dama passou mais de 180 dias fora do Brasil desde o início do governo Lula, cerca de 20 a mais que o presidente

Socióloga disse que se hospeda em embaixadas e viaja de executiva por questões de segurança; segundo ela, país nunca teve uma primeira-dama que "trabalhasse efetivamente"
