Janones liga suspensão do canal Exército do Lula à votação do fim da 6x1
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O deputado André Janones, que administra o canal de WhatsApp Exército do Lula, afirmou que a suspensão de até 48 horas coincide com a votação da PEC do fim da escala 6x1. O caso nasceu de ação da campanha de Flávio Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral.
Para a leitura de esquerda, a suspensão do canal pró-Lula é censura em momento decisivo para o trabalhador, justamente quando o Senado deve votar o fim da escala 6x1.
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Veículos com viés à direita
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O deputado André Janones afirmou que a suspensão por até 48 horas do canal de WhatsApp Exército do Lula não é coincidência com a votação do fim da escala 6x1. A Justiça Eleitoral, a campanha de Flávio Bolsonaro e a exclusão de mensagens estão no centro do caso.
O deputado federal André Janones, do partido Rede de Minas Gerais, afirmou nesta terça-feira, 13 de outubro, que não acredita em coincidência entre a suspensão por até 48 horas do canal de WhatsApp Exército do Lula e a votação da proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6x1. Janones administra o canal, usado para mobilizar apoiadores da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A votação no Senado é esperada para esta quarta-feira, 14.
O caso começou no sábado, 10. A campanha do senador Flávio Bolsonaro, do PL, pediu ao Tribunal Superior Eleitoral que o canal fosse suspenso, sob alegação de disseminação de notícias falsas. O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, deu prazo de 72 horas para esclarecimentos e provas. Pouco depois, a campanha fez novo pedido ao presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, que determinou a retirada do canal do ar. Cueva reverteu a medida, e o canal foi restabelecido de forma provisória até a análise do plenário.
A área técnica do TSE informou que, entre as publicações examinadas de 2 a 11 de outubro, não identificou as notícias falsas apontadas no pedido. O relatório registrou, porém, que a exclusão e a edição de mensagens dificultam a reconstrução do histórico. Nesta terça, Janones confirmou que apagou cerca de 500 mensagens, depois que a campanha de Flávio Bolsonaro divulgou levantamento sobre 499 conteúdos removidos. Ele disse que apagava as publicações depois que os integrantes cumpriam as orientações de compartilhamento e que parou para evitar questionamentos.
Houve nova decisão de Nunes Marques. Segundo a cobertura de centro, ele condicionou o funcionamento do canal ao registro do endereço na Justiça Eleitoral. A campanha de Lula registrou o canal, e a legislação eleitoral prevê que canais informados só sejam usados após 48 horas do registro. Em fala na Câmara dos Deputados, Janones disse que, se o canal ficar fora do ar, vai recorrer. Ele também levantou a hipótese de que o ministro tenha sido induzido por litigância de má-fé da campanha de Flávio Bolsonaro, mas afirmou que não atacará o ministro, o Supremo Tribunal Federal nem o TSE.
A cobertura de centro relatou os fatos com ênfase no prazo legal, nas falas de Janones e no relatório técnico, sem atribuir intenção à decisão. Veículos de esquerda destacaram que a decisão veio na véspera da votação da PEC, qualificaram a medida como censura e apontaram parcialidade e atropelo de ritos internos do tribunal. Citaram críticas de Lula, que disse que o presidente do tribunal não pode ter lado, e da deputada Jandira Feghali, do PCdoB. Também afirmaram que Flávio Bolsonaro mudou de posição sobre a PEC por conveniência eleitoral.
Não houve cobertura de veículos de direita no conjunto analisado. A leitura provável desse lado, a partir dos fatos já publicados, seria a de que o episódio trata de cumprimento da lei eleitoral e de transparência, com foco na exclusão de mensagens e na exigência de registro do canal. Essa é uma inferência, não uma posição publicada.
O que ainda não se sabe: se o canal ficará de fato fora do ar durante a votação, se o plenário do TSE julgará o mérito do pedido e como Janones recorrerá. Os veículos também divergem sobre o alcance da última decisão do presidente do tribunal, o que ainda precisa de esclarecimento.
Após a mais recente derrubada do “Exército de Lula” pelo ministro Nunes Marques, do TSE, deputado André Janones chama atenção para “coincidência” em relação à análise da PEC

Janones também levantou a hipótese de que o ministro Nunes Marques tenha sido induzido pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas decisões relacionadas à suspensão do canal

Deputado disse que decidiu parar de excluir as mensagens para evitar questionamentos sobre a prática. Leia no Poder360
