TSE julga na quinta desistência de Garotinho que pode eleger Ruas no Rio
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A cobertura de direita acompanha o rito do julgamento no TSE e o risco jurídico para a candidatura de Douglas Ruas (PL), com atenção às disputas de bastidor e à segurança do resultado de primeiro turno.
A cobertura de esquerda destaca o efeito prático do julgamento do TSE sobre o direito do eleitor fluminense: uma decisão sobre a desistência de Garotinho pode encerrar a disputa estadual sem segundo turno, com nova totalização dos votos.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para quinta-feira, às 10h, o julgamento que decide se Anthony Garotinho (Republicanos) pode desistir do recurso contra o indeferimento de sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro. O resultado pode permitir que Douglas Ruas (PL) seja declarado eleito no primeiro turno.
4 fontes políticas
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Nesta matéria: viés de centro.
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O Tribunal Superior Eleitoral marcou para quinta-feira, às 10h, o julgamento da desistência de Anthony Garotinho. A decisão define se os votos dele serão anulados e se Douglas Ruas vence o governo do Rio sem segundo turno. Veja como cada lado cobre o caso.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para a próxima quinta-feira (8), às 10h, o julgamento que vai decidir se o candidato ao governo do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos) pode desistir de um recurso apresentado à corte. O recurso questionava o indeferimento da candidatura dele. O resultado também pode definir se Douglas Ruas (PL) será declarado eleito já no primeiro turno, realizado no domingo (4).
Os números da apuração explicam o impasse. Ruas obteve 4.271.199 votos, o equivalente a 49,27% dos votos válidos. Eduardo Paes (PSD) conseguiu 3.706.984 votos, ou 42,76%. Garotinho recebeu 274.411 votos, ou 3,17%. O nome dele continuou na urna porque a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que barrou a candidatura foi tomada depois do fechamento do sistema da urna eletrônica. Garotinho está inelegível por ter sido condenado por ato doloso de improbidade administrativa. Se os votos dele forem anulados em definitivo, haverá uma nova totalização, e Ruas passará de 50% dos votos válidos, regra principal para vencer sem segundo turno.
Na sexta-feira (2), antes da votação, o relator entendeu que os votos de Garotinho não poderiam ser considerados válidos e deveriam constar como anulados sub judice. Em seguida, a defesa do candidato desistiu do recurso. Na terça-feira (6), a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestou. O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, reconheceu que a orientação do TSE é pela inviabilidade da desistência depois que a votação ocorre, mas recomendou uma exceção, porque o desfecho prático seria o mesmo. Se o tribunal não aceitar a desistência, o parecer pede a rejeição do recurso, a manutenção da decisão do TRE-RJ e a anulação dos votos. Segundo ele, a condenação transitou em julgado em julho de 2025, e a inelegibilidade iria até julho de 2033.
A cobertura de centro deu mais espaço a essa disputa em torno do cálculo. Relatou que Paes, que no início agiu contra a candidatura de Garotinho, mudou de posição para tentar garantir o segundo turno. A coligação dele pediu ao TSE que os votos de Garotinho sejam mantidos no cálculo. O ex-prefeito disse que o respeito à democracia exige a vontade popular do último domingo. O PSOL também acionou o tribunal para contestar a desistência.
Veículos de esquerda destacaram o efeito prático do julgamento: a possível nova totalização e a proclamação de Ruas pelo TRE-RJ. O foco ficou no que muda para o eleitor fluminense caso os votos sejam anulados de forma definitiva.
Veículos de direita enfatizaram o rito e os bastidores. Mostraram o argumento do PSOL de que, depois da abertura das urnas, um ato unilateral do candidato não poderia mudar a natureza dos votos. Registraram que o jurídico de Paes avalia que o tribunal deve julgar o caso independentemente da desistência. Disseram também que a campanha de Ruas acompanha o caso com cautela e teme que algum ministro peça vista, o que poderia adiar a decisão para depois do segundo turno. Advogados ligados ao PL admitem que o TSE pode recusar a desistência, com base na jurisprudência que a impede em eleições proporcionais.
O que ainda não se sabe é se o plenário aceitará a desistência ou a recusará e julgará o mérito do recurso. Também não está claro se haverá pedido de vista, nem em que prazo a decisão sairá. Formalmente, não há prazo que obrigue o TSE a decidir antes do segundo turno.
Julgamento que vai decidir se o candidato ao governo do Rio de Janeiro Anthony Garotinho pode desistir de um recurso apresentado ao tribunal.
Caso os votos recebidos pelo candidato do Republicanos sejam anulados, Douglas Ruas poderá ser proclamado governador eleito

Resultado pode decidir se Douglas Ruas será declarado eleito

Diretório estadual do partido defende que ato unilateral da candidatura após a abertura das urnas não pode alterar resultado do primeiro turno da eleição
