Fachin e diretor-geral da PF se reúnem sobre apuração envolvendo Banco Master e ministros do STF
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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, reuniu-se na terça-feira com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, sobre citações a ministros da Corte nas investigações do caso Banco Master, de Daniel Vorcaro. Segundo a cobertura de centro, ele não levaria relatório pronto e queria definir com Fachin como a PF deve proceder.
Pelo prisma da esquerda, o episódio testa a capacidade das instituições de apurar suspeitas sobre o topo do Judiciário sem seletividade e sem uso político do calendário eleitoral, com a exigência de transparência e de controle público sobre o poder.
Pelo prisma da direita, o caso expõe relações entre Vorcaro e integrantes da Corte e reforça a cobrança por accountability institucional: nenhum poder está acima de investigação, e a PF deve apresentar o que reuniu.
5 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, reuniu-se com o presidente do Supremo, Edson Fachin, sobre ministros da Corte citados nas investigações do caso Banco Master. A cobertura divergiu sobre se haveria relatório pronto, e o Ben compara os enquadramentos.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, reuniu-se na tarde de terça-feira (13) com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, para tratar das citações a ministros da Corte nas investigações sobre o Banco Master e seu dono, Daniel Vorcaro. O encontro foi pedido pelo próprio chefe da PF.
A cobertura de centro relatou que Rodrigues não levaria nenhum relatório pronto sobre os ministros que aparecem em mensagens de celular de Vorcaro. O foco seria definir com Fachin qual encaminhamento ele quer que a PF dê ao tema. Em ofício de 2 de outubro, Fachin havia determinado que nenhum fato nem ninguém ficasse de fora da apuração.
Segundo essa mesma cobertura, o diretor-geral tem dito a interlocutores que a PF só pode investigar integrantes do Supremo com autorização expressa do presidente da Corte ou do plenário. Ele teria afirmado que não pode abrir investigação sem essa autorização, mas também não pode deixar de agir, para não prevaricar. Por isso, antes de apresentar qualquer documento, pediria orientação sobre como proceder em cada caso.
Há referências a ao menos seis dos dez ministros do Supremo, ou a pessoas próximas a eles: Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques, André Mendonça, Gilmar Mendes e Luiz Fux. A cobertura de direita detalhou as situações. Citou o contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Moraes, a saída de Toffoli da relatoria do caso, pagamentos atribuídos a Vorcaro a um filho de Nunes Marques, a proximidade com um filho de Fux, relatos ligados a um ex-cunhado de Gilmar Mendes e o encontro de Mendonça com Vorcaro em março de 2025, que o próprio ministro confirmou. Todos os citados negam irregularidades, e a cobertura ressalvou que citação em mensagem ou documento não comprova ilícito nem equivale a acusação formal.
A principal divergência está no que seria entregue. Veículos de direita afirmaram que a PF apresentaria a Fachin um levantamento com as informações extraídas dos materiais apreendidos, em tom de revelação de grande impacto. A cobertura de centro, em sentido contrário, informou que não haveria relatório pronto. Uma análise de bastidor desse mesmo campo acrescentou que a reunião não deveria ter consequência prática antes do segundo turno das eleições. Segundo essa leitura, o pedido de orientação a Fachin serviria também de proteção ao diretor-geral, cuja atuação é questionada por sua relação com Moraes e por ter participado de um evento promovido por Vorcaro em Londres, e de forma de ganhar tempo sem gerar notícia com impacto eleitoral.
A mesma análise lembra que uma reunião da cúpula da PF com Moraes, na semana anterior, gerou estresse no Supremo e levou Fux a pedir acesso à íntegra do inquérito das fake news. Fachin, relator desse inquérito desde 9 de setembro, negou o acesso, porque analisa os 104 procedimentos reunidos sob ele antes de levantar o sigilo.
No conjunto de reportagens analisado, não houve cobertura de veículos de esquerda, o que impede registrar como esse campo enquadrou o episódio.
O que ainda não se sabe: qual orientação Fachin dará à PF, se haverá pedido formal de abertura de investigação contra algum ministro e quais citações serão efetivamente analisadas. Também não está confirmado se todos os magistrados mencionados são formalmente investigados, nem se a PF apresentou ou apresentará algum documento a Fachin.
A Polícia Federal (PF) deve apresentar nesta terça-feira (13) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, informações extraídas

O efeito da reunião de Fachin com Andrei Rodrigues sobre o envolvimento de ministros do STF com Vorcaro

Foco do encontro é delinear o que será apurado sobre os magistrados por determinação do STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se reuniram, nesta terça-feira (13), na sede da corte em Brasília. Segundo nota do STF, no encontro, fechado à imprensa, foram discutidas as investigações relacionadas ao Banco Master. O presidente do Supremo esclareceu que uma eventual investigação de ministro da corte depende de autorização do plenário.
Em parecer ao STF, órgão afirma que não há "ato concreto" que justifique o afastamento de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial da PF dos cargos que ocupam.
