Kassio se reunirá com institutos e big techs após suspender pesquisa Atlas
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O TSE, sob a presidência de Kassio Nunes Marques, avança na regulação das eleições ao chamar institutos e big techs para discutir pesquisas e desinformação. O gesto ganha peso porque a suspensão da pesquisa AtlasIntel ocorreu depois que o levantamento expôs a queda de Flávio Bolsonaro em meio ao escândalo do áudio ao banqueiro Daniel Vorcaro, no qual o senador pedia dinheiro para financiar um filme pró-Jair Bolsonaro. Para veículos de esquerda, o episódio evidencia a necessidade de a Justiça Eleitoral proteger a integridade do processo e coibir ataques à democracia.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, marcou reuniões para 14 e 16 de julho com institutos de pesquisa e big techs, a fim de discutir, respectivamente, regras para levantamentos de intenção de voto e o combate à desinformação.
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As coberturas concordam que Kassio Nunes Marques marcou reuniões com institutos e big techs para 14 e 16 de julho e que a agenda surge após a suspensão de uma pesquisa AtlasIntel desfavorável a Flávio Bolsonaro, cuja votação no plenário foi interrompida por pedido de vista de Estela Aranha.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, agendou para os dias 14 e 16 de julho reuniões com representantes de institutos de pesquisa e das grandes empresas de tecnologia, as chamadas big techs. No primeiro encontro, a pauta são as regras para pesquisas eleitorais; no segundo, as ações de enfrentamento à desinformação. A iniciativa surge depois que o próprio ministro suspendeu a divulgação de uma pesquisa do instituto AtlasIntel, realizada em maio, que apontava queda nas intenções de voto do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.
A cobertura de centro relatou os fatos de forma direta: o G1 registrou que os encontros discutirão critérios para a realização e a circulação de pesquisas de intenção de voto e estratégias contra as chamadas fake news, e que a discussão ganhou força após a suspensão do levantamento. Segundo essa cobertura, a decisão foi levada ao plenário do TSE no início de junho e a votação foi interrompida por um pedido de vista, ou seja, mais tempo para análise, da ministra Estela Aranha.
Os veículos convergem sobre o pano de fundo da polêmica. A pesquisa suspensa foi divulgada logo após o vazamento de conversas entre Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. Nas mensagens, o senador pedia recursos ao banqueiro para financiar o filme Dark Horse, sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O levantamento indicava recuo do pré-candidato em um eventual segundo turno contra o presidente Lula, com estimativas de queda que variaram, conforme a fonte, entre cinco e sete pontos percentuais.
É na leitura desse gesto que as coberturas divergem. Veículos de esquerda destacaram que a decisão do TSE se justifica pela defesa da integridade do processo eleitoral e da democracia, enfatizando o escândalo do áudio ao banqueiro e o acolhimento, por Kassio, do argumento de que a reprodução das mensagens aos entrevistados poderia ter comprometido a neutralidade metodológica da pesquisa. Nessa chave, as regras que preveem a remoção imediata de conteúdos que ataquem o sistema eleitoral e a proibição do uso de inteligência artificial na reta final da campanha aparecem como salvaguardas necessárias.
Já uma leitura de direita, embora não representada diretamente por veículos deste cluster, tende a enquadrar o mesmo conjunto de medidas como censura e interferência da Justiça Eleitoral: a suspensão de um levantamento desfavorável a um pré-candidato, somada à possibilidade de remoção de conteúdo sem ordem judicial e à restrição ao uso de IA, é vista como avanço do controle estatal sobre a liberdade de expressão e a livre circulação de informação eleitoral.
O que ainda não se sabe é o desfecho do julgamento no plenário do TSE, suspenso pelo pedido de vista de Estela Aranha, e quais critérios concretos sairão das reuniões com institutos e plataformas. Também permanece sem resposta pública detalhada a defesa técnica do AtlasIntel sobre a metodologia questionada.
O presidente do TSE se encontrará com representantes de institutos para discutir regras de pesquisas eleitorais e falará sobre combate à fake news com big techs
Os encontros ocorrem também em meio à validação de regras para o pleito, que incluem a proibição do uso de IA na reta final da campanha
