Roberto Prieto Filho, do PCC, é capturado na Bolívia após quase cinco anos
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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A captura de Roberto Prieto Filho na Bolívia mostra que a cooperação entre polícias civis de dois países, e não a militarização do combate às drogas, foi o que devolveu um condenado ao sistema de justiça. Ao mesmo tempo, o caso expõe a fragilidade do Estado brasileiro: quem permitiu a fuga em janeiro de 2022 foi uma cadeia pública de Guarujá incapaz de resistir a uma invasão armada, resultado do abandono estrutural de unidades prisionais precárias. A defesa sustenta que a condenação em primeira instância é nula por falta de fundamentação da decisão que autorizou a busca de 2021, e esse questionamento é parte do devido processo legal, não obstáculo a ele: o processo ainda não transitou em julgado. Tratar cada prisão espetacular como vitória final desloca a discussão da política de drogas, que segue produzindo encarceramento em massa sem reduzir o poder das facções.
Roberto Prieto Filho, conhecido como Betinho da Baixada e apontado como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso em 22 de setembro em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, por agentes da Força Especial de Luta contra o Narcotráfico (Felcn), com apoio da Polícia Federal e da Polícia Civil de São Paulo.
Um condenado a mais de 20 anos por narcotráfico e lavagem de dinheiro passou quase cinco anos livre porque o Estado brasileiro perdeu o controle de uma cadeia pública: em janeiro de 2022, homens armados com fuzis invadiram a unidade anexa ao 1º Distrito Policial de Guarujá, atiraram contra funcionários e retiraram Roberto Prieto Filho de dentro dela.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Toda a cobertura converge nos fatos centrais: a prisão em Santa Cruz de la Sierra no dia 22 de setembro por agentes da Força Especial de Luta contra o Narcotráfico, com apoio da Polícia Federal e da Polícia Civil de São Paulo, a transferência ao Brasil no dia seguinte, a custódia no Centro de Detenção Provisória IV e a condenação à revelia a 20 anos, 2 meses e 20 dias por narcotráfico, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
Apontado como um dos líderes do PCC, Roberto Prieto Filho foi preso em Santa Cruz de la Sierra e levado ao Brasil em menos de 48 horas, com apoio da Polícia Federal e da Polícia Civil de São Paulo. Condenado a mais de 20 anos por narcotráfico e lavagem de dinheiro, ele estava foragido desde o resgate armado em uma cadeia de Guarujá, em 2022. A defesa alega nulidades no processo.
Roberto Prieto Filho, conhecido como Betinho da Baixada e apontado pelas autoridades como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), está detido em São Paulo desde a quarta-feira, 23 de setembro, depois de quase cinco anos foragido. Ele foi capturado no dia 22 em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, por agentes da Força Especial de Luta contra o Narcotráfico (Felcn), a polícia antidrogas boliviana, com apoio da Polícia Federal e da Polícia Civil de São Paulo. Segundo a imprensa boliviana, foi entregue às autoridades brasileiras já no dia seguinte e trazido ao país sob forte escolta policial. Agora está no Centro de Detenção Provisória IV, no bairro de Pinheiros, à disposição da Justiça.
A fuga havia começado em janeiro de 2022, quando homens armados com fuzis invadiram a cadeia pública anexa ao 1º Distrito Policial de Guarujá, no litoral paulista, e libertaram Prieto e Pablo Ribeiro Lopes Santos, acusado pelo Ministério Público de ajudá-lo a ocultar a origem de bens e do dinheiro obtido com a venda de drogas. Julgados à revelia, ou seja, sem estar presentes, Prieto foi condenado a 20 anos, 2 meses e 20 dias de prisão por narcotráfico, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, enquanto Santos foi absolvido da acusação de associação e condenado a pouco mais de quatro anos, em regime semiaberto, por lavagem de dinheiro.
Informado da nova prisão, o juiz André Rossi, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Guarujá, considerou válidos o cumprimento do mandado e a transferência ao país, e afirmou que a detenção é indispensável para a conveniência da instrução do processo e para assegurar a aplicação da lei penal, diante da persistência da fuga transnacional. Consultadas, a Polícia Federal e a Polícia Civil de São Paulo responderam que não se manifestam sobre prisões ou operações em curso.
Os três veículos que cobriram o caso publicaram o mesmo relato de agência, o que deixa a divergência no acabamento e não no conteúdo. Veículos de esquerda trouxeram a versão completa, com a fala do advogado Áureo Tupinambá de Oliveira Filho, que sustenta que a condenação em primeira instância é nula e que o cliente é inocente, apontando falta de fundamentação na decisão judicial que autorizou a busca de 2021, na qual foi apreendido pouco mais de um quilo de cocaína pura. A cobertura de centro reproduziu o texto integral, incluindo o trecho em que o Ministério Público de São Paulo afirma que o resgate armado, com disparos contra funcionários da cadeia, demonstraria a estabilidade e a permanência da associação para o tráfico de drogas. Veículos de direita publicaram a mesma matéria sem o parágrafo de abertura que informa onde o preso está custodiado, e a ilustraram com imagem de uma rebelião do PCC em presídio em 2006, deslocada do fato noticiado.
O que ainda não se sabe é qual foi a base jurídica da entrega às autoridades brasileiras: nenhuma das versões esclarece se houve extradição formal, expulsão administrativa ou deportação decidida pela Bolívia. Também segue aberto o destino do pedido de nulidade apresentado pela defesa, sem prazo informado para julgamento, e o paradeiro de André Oliveira Macedo, o André do Rap, outro apontado líder da facção que era procurado na mesma operação e não foi localizado. Nem a Polícia Federal nem a Polícia Civil de São Paulo detalharam como o foragido foi localizado depois de quase cinco anos, nem se a cooperação com a Bolívia continua em andamento.
Roberto Prieto Filho, conhecido como Betinho da Baixada, foi preso na Bolívia e transferido para São Paulo. Apontado como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), ele estava foragido desde 2022, quando foi resgatado de uma unidade policial no Guarujá.

Roberto Prieto Filho, o Betinho da Baixada, estava foragido desde 2022

