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O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, anunciou em 25 de junho de 2026 o ex-governador Márcio França (PSB) como candidato a vice na chapa que disputará o Palácio dos Bandeirantes em outubro. As ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) serão as candidatas ao Senado. A definição saiu após reunião em Brasília com o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin. França chegou a cogitar candidatura própria ao governo, mas o PT barrou a ideia e Lula interveio para mantê-lo como vice.
O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, anunciou em 25 de junho de 2026 o ex-governador Márcio França, do PSB, como seu candidato a vice na chapa que disputará o Palácio dos Bandeirantes nas eleições de outubro. Na mesma definição ficou estabelecido que as ex-ministras Marina Silva, da Rede, e Simone Tebet, do PSB, serão as candidatas da chapa às duas vagas ao Senado Federal por São Paulo.
A decisão foi costurada um dia antes, em 24 de junho, numa reunião em Brasília que juntou Haddad, França, Marina, Tebet, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Segundo Haddad, os três aliados se colocaram à disposição para ocupar qualquer posição na chapa, deixando a ele a palavra final. A cobertura de centro, com forte presença de material de agência do Estadão e da Agência O Globo, relatou de forma factual que Lula já havia manifestado preferência por França na vice e que o anúncio encerrou semanas de negociação entre PT e PSB.
O ponto de maior tensão no processo foi a vontade de Márcio França de disputar o governo por conta própria. Veículos de todos os matizes registraram que, após as desistências de Kim Kataguiri e do ex-prefeito Paulo Serra, França passou a se movimentar para encabeçar uma candidatura própria, com o argumento de que uma terceira via evitaria que Tarcísio de Freitas, do Republicanos, liquidasse a eleição já no primeiro turno. O diretório paulista do PT rejeitou a hipótese, sob a avaliação de que dois palanques ligados a Lula confundiriam o eleitor e passariam imagem de divisão. Coube a Lula intervir pessoalmente para convencer França a aceitar a vice.
Veículos de esquerda, como a Revista Fórum e O Cafezinho, enfatizaram a leitura de unidade e coesão do campo progressista, valorizaram a presença de duas mulheres na disputa pelo Senado e deram destaque à resposta de Marina Silva, que classificou de visão misógina a tentativa do PL de rotulá-la, e a Tebet, de forasteiras por não terem nascido em São Paulo. Nessa cobertura, a entrada de França aparece como reforço para ampliar votos no interior, onde Haddad é historicamente mais frágil, e como peça de um projeto de reindustrialização e recuperação da renda popular.
Veículos de direita, como a coluna da Jovem Pan, enfatizaram o cálculo eleitoral e a fragilidade da posição de Haddad, que aparece atrás de Tarcísio nas pesquisas, com vantagem do governador que chega a 13 pontos em alguns levantamentos. Nessa chave, a escolha de França é descrita como arranjo conduzido por Lula para conter a resistência do PSB, e bastidores do grupo de Tarcísio teriam avaliado a definição como o cenário mais favorável ao próprio governador, sugerindo que outros nomes cogitados teriam maior potencial eleitoral.
Entre os fatos em que todos os lados convergem estão a composição final da chapa, a sequência das reuniões em Brasília, a resistência inicial de França, a intervenção de Lula e o favoritismo de Tarcísio nas pesquisas. A cobertura de centro reforçou ainda o perfil de França, ex-prefeito de São Vicente, ex-deputado federal e governador de São Paulo entre abril e dezembro de 2018, quando quase se reelegeu contra João Doria, além de ministro de Portos e do Empreendedorismo no atual governo Lula.
O que ainda não se sabe é o desenho completo das coligações, os suplentes das candidaturas ao Senado, o programa de governo da chapa e como a entrada de França efetivamente moverá a intenção de voto frente à vantagem de Tarcísio. A eleição de outubro, com primeiro turno previsto para o dia 2, deve concentrar o debate em segurança pública, geração de emprego, saúde e educação, em um estado que é o maior colégio eleitoral do país e cujo resultado tende a repercutir na disputa nacional.
Esquerda, centro e direita convergem que Haddad confirmou Márcio França como vice, que Marina e Tebet vão ao Senado, que França resistia ao cargo e que Lula interveio para fechar a chapa, com Tarcísio favorito nas pesquisas.
Como cada lado cobriu
Veículos com viés à esquerda
Revista Fórum, de linha editorial à esquerda, dá amplo espaço à fala de Haddad valorizando a presença de mulheres no Ministério da Fazenda e na chapa, com enquadramento favorável ao campo governista e foco em representatividade de gênero, sem espaço para a oposição.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto de agência (Estadão via TNOnline) com paridade entre os argumentos dos aliados de França e dos aliados de Haddad sobre o efeito eleitoral de uma candidatura própria; factual e equilibrado.
Veículos com viés à direita
Coluna da Jovem Pan que enquadra a escolha pela ótica do cálculo eleitoral e enfatiza que a pré-campanha de Tarcísio gostou da decisão, sugerindo que França teria menor potencial eleitoral que outros nomes — leitura simpática à oposição ao PT.
Perspectivas omitidas

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Mesma matéria de agência Estadão (assinada por Bianca Gomes e Pedro Augusto Figueiredo), com cobertura factual e equilibrada dos argumentos dos dois grupos.
g1 dá destaque às falas de Marina Silva rebatendo a pecha de 'forasteira' e à acusação de visão misógina contra o PL de Tarcísio; embora reproduza a crítica, a cobertura é factual e cita o contexto, mantendo o registro de agência.
Perspectivas omitidas
g1 relata a coletiva com citação direta de Haddad, incluindo a crítica indireta a Tarcísio na pauta de segurança pública e municípios; reproduz a fala do candidato mas mantém registro factual de agência.



